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quinta-feira, novembro 26, 2009
quinta-feira, outubro 22, 2009
Perdão e Punição
Algumas pessoas sentem-se incomodadas com a ideia de um Deus que possa punir atitudes erradas, outras por sua vez sentem incomodo pelo facto de Deus poder perdoar determinadas atitudes erradas. Enquanto umas acham inconcebível um pedófilo arrependido ser perdoado, como eu já ouvi, outros acham inconcebível o mesmo ser mandado para um sofrimento eterno.
Julgo que a primeira ideia que devemos ter patente para uma visão equilibrada do Perdão e da Punição Divina, ou do Amor e da Justiça é que a moralidade não é relativa a culturas ou indivíduos. Não podemos determinar a veracidade da Bíblia pela os nossos sentimentos, que diga-se de passagem, são muito voláteis! Partindo do principio que a moralidade é relativa não há lugar a nenhum juizo de valor, nada nos resta senão uma vida selvagem baseada no prazer imediato não olhando a meios para atingir fins. Do Homem espera-se um pouco mais.
Vale a pena ainda dizer que quando partilhamos com outra pessoa um juízo moral, por exemplo, é injusto Deus mandar um ladrão para o inferno, ou melhor, permitir que ele vá para lá parar, estamos a partir do pressuposto que a pessoa com a qual falamos também tem a mesma sensibilidade moral, como tal acreditamos numa moral universal, se não fosse esse o caso nunca partilharíamos um juízo moral.
Visto que o carácter de Deus não é determinado pelos sentimentos humanos, devemos mais submeter que recalcitrar. Deve-se este texto então a tentar provar que a visão de um Deus de perdão e punição é o ideal para a humanidade.
Em primeiro lugar, aqueles que crêem que no final haverá recta justiça, são livres do sentimento de vingança quando a justiça não é eficaz aqui. Depois a punição é a única forma de resguardar um ideal, punido aquilo que lhe for oposto. O amor de facto tem de odiar aquilo que puder ser nocivo para ele mesmo, por isso tem de haver um lugar onde o mal ficará para sempre, onde não pode mais atormentar o bem.
A alternativa à punição é o perdão. E que bela alternativa! Perdão para todos, porque todos estão debaixo de punição, todos falharam o alvo drasticamente, podes pensar que não, mas como disse de outra forma à pouco, as regras foram ditadas por Deus, rebelar-mo-nos contra as regras de Deus tendo como base um argumento moral, é cortar o galho onde estamos assentados, porque a moral vem de Deus, o que acontece é que nós a temos meia distorcida.
A punição é para quem quer. Quem quiser perdão, há muito para dar ainda. Quem não quiser perdão, infelizmente não terá outra alternativa à punição, não que Deus a queira dar, mas porque Deus nada pode fazer contra a tua vontade.
NOTA: Este texto não pretende ser de maneira alguma taxativo, apenas serve para dar algumas nuances.
Julgo que a primeira ideia que devemos ter patente para uma visão equilibrada do Perdão e da Punição Divina, ou do Amor e da Justiça é que a moralidade não é relativa a culturas ou indivíduos. Não podemos determinar a veracidade da Bíblia pela os nossos sentimentos, que diga-se de passagem, são muito voláteis! Partindo do principio que a moralidade é relativa não há lugar a nenhum juizo de valor, nada nos resta senão uma vida selvagem baseada no prazer imediato não olhando a meios para atingir fins. Do Homem espera-se um pouco mais.
Vale a pena ainda dizer que quando partilhamos com outra pessoa um juízo moral, por exemplo, é injusto Deus mandar um ladrão para o inferno, ou melhor, permitir que ele vá para lá parar, estamos a partir do pressuposto que a pessoa com a qual falamos também tem a mesma sensibilidade moral, como tal acreditamos numa moral universal, se não fosse esse o caso nunca partilharíamos um juízo moral.
Visto que o carácter de Deus não é determinado pelos sentimentos humanos, devemos mais submeter que recalcitrar. Deve-se este texto então a tentar provar que a visão de um Deus de perdão e punição é o ideal para a humanidade.
Em primeiro lugar, aqueles que crêem que no final haverá recta justiça, são livres do sentimento de vingança quando a justiça não é eficaz aqui. Depois a punição é a única forma de resguardar um ideal, punido aquilo que lhe for oposto. O amor de facto tem de odiar aquilo que puder ser nocivo para ele mesmo, por isso tem de haver um lugar onde o mal ficará para sempre, onde não pode mais atormentar o bem.
A alternativa à punição é o perdão. E que bela alternativa! Perdão para todos, porque todos estão debaixo de punição, todos falharam o alvo drasticamente, podes pensar que não, mas como disse de outra forma à pouco, as regras foram ditadas por Deus, rebelar-mo-nos contra as regras de Deus tendo como base um argumento moral, é cortar o galho onde estamos assentados, porque a moral vem de Deus, o que acontece é que nós a temos meia distorcida.
A punição é para quem quer. Quem quiser perdão, há muito para dar ainda. Quem não quiser perdão, infelizmente não terá outra alternativa à punição, não que Deus a queira dar, mas porque Deus nada pode fazer contra a tua vontade.
NOTA: Este texto não pretende ser de maneira alguma taxativo, apenas serve para dar algumas nuances.
sábado, maio 09, 2009
Problema de Ligação
Nathaniel Baldwin sonhava desde pequeno em poder ouvir música sem ter de incomodar a sua mãe que sofria de constantes enxaquecas, tudo o que ele tinha era um velho gira-discos. Após os seus estudos em electrónica ele inventou um mecanismo altamente inovador até então, os auscultadores. Entusiasmado com o poder da sua invenção, foi mostrá-la ao senhor Will Bagley, o maior produtor de produtos electrónicos de Utah, nos Estados Unidos da América. O senhor Will Bagley sofria de problemas de audição e tinha de ouvir todos os sons altamente amplificados, por esta razão também Baldwin pensou ser a sua oportunidade de ouro. Baldwin deixou o seu equipamento na loja de Bagley o qual foi experimentado na noite anterior a Baldwin voltar para receber um "feedback". A reacção fora muito má, Bagley detestou, e nem sequer percebeu a sua função. O que havia acontecido foi que Bagley não consegui ligar correctamente os auscultadores e quando colocou o aparelho, para lá de só ouvir ruido a música que estava a ouvir ainda ficou mais abafada como é evidente.
história fictícia
À partida o que era suposto abstrair os sons distractivos, e fazer o som desejável mais nítido e perceptível num local ruidoso, acabou por dificultar ainda mais a audibilidade desse som.
Existe no meio de nós um "aparelho", deixem-me falar assim, que deveria criar uma abstracção de ruídos e facilitar o acesso a determinada informação. Estou a falar da religião. É verdade aquilo que supostamente deveria aproximar as pessoas de Deus, afinal as tem afastado, não pela religião em si, mas pela enorme quantidade de "headphones" estragados e mal ligados.
Quando oiço um ateu ou um agnóstico, ou alguém que se afastou do Cristianismo falar que já experimentou a religião e tudo aquilo era mais absurdo que claro, eu tenho a certeza que ele está a falar verdade, infelizmente constato que ele foi ludibriado por um auscultador em condições débeis. Ah! O que eu faria para lhe dar a um desses meus parceiros o meu auscultador da esquerda ou da direita para ele poder ouvir esta melodia! Uma melodia transformadora que toca o mais profundo do meu ser.
Meus caros eu vos aconselho a verificarem todas as ligações, verifiquem com outros, que no fundo partilham do mesmo equipamento, verifiquem todas as ligações antes de desligarem essa aparelhagem.
história fictícia
À partida o que era suposto abstrair os sons distractivos, e fazer o som desejável mais nítido e perceptível num local ruidoso, acabou por dificultar ainda mais a audibilidade desse som.
Existe no meio de nós um "aparelho", deixem-me falar assim, que deveria criar uma abstracção de ruídos e facilitar o acesso a determinada informação. Estou a falar da religião. É verdade aquilo que supostamente deveria aproximar as pessoas de Deus, afinal as tem afastado, não pela religião em si, mas pela enorme quantidade de "headphones" estragados e mal ligados.
Quando oiço um ateu ou um agnóstico, ou alguém que se afastou do Cristianismo falar que já experimentou a religião e tudo aquilo era mais absurdo que claro, eu tenho a certeza que ele está a falar verdade, infelizmente constato que ele foi ludibriado por um auscultador em condições débeis. Ah! O que eu faria para lhe dar a um desses meus parceiros o meu auscultador da esquerda ou da direita para ele poder ouvir esta melodia! Uma melodia transformadora que toca o mais profundo do meu ser.
Meus caros eu vos aconselho a verificarem todas as ligações, verifiquem com outros, que no fundo partilham do mesmo equipamento, verifiquem todas as ligações antes de desligarem essa aparelhagem.
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quinta-feira, abril 16, 2009
Sobre Omnipotênica
Analisemos, algumas passagens da Bíblia e perdoem-me não colocar as respectivas referências.
"Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo."
"Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos;"
"Que ninguém, em presença da tentação, diga que é Deus quem o está a tentar. Porque Deus não está sujeito à acção do mal, e por isso também nunca poderia tentar ninguém a praticá-lo."
"Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação." (não pode mudar)
"Porque para Deus nada é impossível."
Antes de mais, temos todos que entender que Deus é transcendente*, o que não significa de maneira nenhuma que é contraditório. Nunca entenderíamos realmente o que seria um cubo se vivêssemos apenas a duas dimensões, no entanto a possibilidade de existência do cubo não é contraditória. Em segundo lugar é necessário entender que Deus não é um atributo, é todos. Ele não é somente Omnipotente, Ele é Omnisciente, Amor, Bondoso, Justo, etc.
É importante compreender esta parte porque alguém poderia dizer: "Se Deus é Justo então porque não aniquila todos os malvados deste mundo?" A resposta seria: "Deus não faz isso porque Ele não é somente Justo, Ele é também Misericordioso, logo mais tardio em fazer Justiça porque espera o arrependimento".
Existe uma grande diferença entre querer e poder. Eu posso dizer que não posso vender o meu computador por 20€, isto porque seria absurdo e extremamente injusto para mim (sim o meu computador vale mais que 20€!), no entanto isto não quer dizer que eu não tenha a capacidade de o vender a este preço, simplesmente não quero. Outro exemplo a este respeito seria uma questão de princípios. Eu não posso roubar - diria eu - bom na verdade posso, porque tenho faculdades que me permitem fazê-lo, mas não posso porque vai contra os meus princípios.
Com Deus o mesmo se aplica, Deus não pode mentir, não porque não tenha esse poder, mas sim devido à sua essência não poder mudar, ou seja Deus está comprometido com Ele mesmo.
Algumas questões:
Deus pode deixar ser Deus? Sim em Poder (possibilidade/capacidade), e não, porque Ele não é somente Omnipotente, Ele é também Imutável, não pode mudar. Os seus atributos não se contradizem, mas se interligam.
Deus Pode criar uma parede intransponível e uma uma bala que a consiga atravessar? Estamos diante de um dilema lógico, como existem inúmeros. Creio que não podemos dizer qualquer tipo de disparate e depois acrescentar a palavra omnipotência e esperar que Deus possa fazê-lo, já que essa coisa não seria possível de maneira nenhuma. Bom mas permitam-me surpreender-vos(ou não). Se a lógica for apenas uma criação de Deus, apesar de não o querer, Deus pode fazê-la mudar, porém se se tratar também de um atributo Divino (como eu creio) não a pode alterar, sem deixar de ser Deus (coisa que não pode fazer não por causa de falta de capacidade mas por causa daquilo que Deus é).
Não acredito que seja realmente importante pensar muito acerca disto, sei no entanto que um dia irei perceber tudo isto, quando eu puder conhecer Deus como Ele é (que louco que eu sou pensam alguns...deixa ser). Vale no entanto mostrar àqueles que têm esta reserva para não se chegarem a Deus, que os Atributos de Deus se complementam e devem ser entendidos de forma não simplista, e no fim de tudo dizer: "Deus é mais do que aquilo que eu posso imaginar."
* por exemplo: Deus não está condicionado nem ao tempo nem ao espaço, isto é assunto que não sendo contraditório, nos transcende.
"Se formos infiéis, ele permanece fiel; não pode negar-se a si mesmo."
"Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos;"
"Que ninguém, em presença da tentação, diga que é Deus quem o está a tentar. Porque Deus não está sujeito à acção do mal, e por isso também nunca poderia tentar ninguém a praticá-lo."
"Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação." (não pode mudar)
"Porque para Deus nada é impossível."
Antes de mais, temos todos que entender que Deus é transcendente*, o que não significa de maneira nenhuma que é contraditório. Nunca entenderíamos realmente o que seria um cubo se vivêssemos apenas a duas dimensões, no entanto a possibilidade de existência do cubo não é contraditória. Em segundo lugar é necessário entender que Deus não é um atributo, é todos. Ele não é somente Omnipotente, Ele é Omnisciente, Amor, Bondoso, Justo, etc.
É importante compreender esta parte porque alguém poderia dizer: "Se Deus é Justo então porque não aniquila todos os malvados deste mundo?" A resposta seria: "Deus não faz isso porque Ele não é somente Justo, Ele é também Misericordioso, logo mais tardio em fazer Justiça porque espera o arrependimento".
Existe uma grande diferença entre querer e poder. Eu posso dizer que não posso vender o meu computador por 20€, isto porque seria absurdo e extremamente injusto para mim (sim o meu computador vale mais que 20€!), no entanto isto não quer dizer que eu não tenha a capacidade de o vender a este preço, simplesmente não quero. Outro exemplo a este respeito seria uma questão de princípios. Eu não posso roubar - diria eu - bom na verdade posso, porque tenho faculdades que me permitem fazê-lo, mas não posso porque vai contra os meus princípios.
Com Deus o mesmo se aplica, Deus não pode mentir, não porque não tenha esse poder, mas sim devido à sua essência não poder mudar, ou seja Deus está comprometido com Ele mesmo.
Algumas questões:
Deus pode deixar ser Deus? Sim em Poder (possibilidade/capacidade), e não, porque Ele não é somente Omnipotente, Ele é também Imutável, não pode mudar. Os seus atributos não se contradizem, mas se interligam.
Deus Pode criar uma parede intransponível e uma uma bala que a consiga atravessar? Estamos diante de um dilema lógico, como existem inúmeros. Creio que não podemos dizer qualquer tipo de disparate e depois acrescentar a palavra omnipotência e esperar que Deus possa fazê-lo, já que essa coisa não seria possível de maneira nenhuma. Bom mas permitam-me surpreender-vos(ou não). Se a lógica for apenas uma criação de Deus, apesar de não o querer, Deus pode fazê-la mudar, porém se se tratar também de um atributo Divino (como eu creio) não a pode alterar, sem deixar de ser Deus (coisa que não pode fazer não por causa de falta de capacidade mas por causa daquilo que Deus é).
Não acredito que seja realmente importante pensar muito acerca disto, sei no entanto que um dia irei perceber tudo isto, quando eu puder conhecer Deus como Ele é (que louco que eu sou pensam alguns...deixa ser). Vale no entanto mostrar àqueles que têm esta reserva para não se chegarem a Deus, que os Atributos de Deus se complementam e devem ser entendidos de forma não simplista, e no fim de tudo dizer: "Deus é mais do que aquilo que eu posso imaginar."
* por exemplo: Deus não está condicionado nem ao tempo nem ao espaço, isto é assunto que não sendo contraditório, nos transcende.
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quarta-feira, março 18, 2009
O Argumento "Aontológico"
Não venho com este argumento excluir, desprestigiar ou até mesmo falar acerca do argumento ontológico para a existência de Deus, tanto mais que não o conheço assim tão profundamente. Acontece que aquilo que vou dizer pode parecer contrário ao argumento ontológico, avaliem então.
O argumento ontológico diz-nos que por Deus ser a entidade mais elevada que podemos pensar Ele deve necessariamente existir. Todavia penso que Deus é exactamente "Aquilo" que não poderíamos imaginar, e é exactamente por esta razão que eu acredito que este argumento é viável para a existência de Deus.
De salientar que o Deus a que me refiro é o Deus da definição Teísta, porque os deuses que têm forma visual são necessariamente todos o reflexo daquilo que conhecemos.
Como é que a ideia de um Deus perfeitamente bom poderia surgir num universo decadente? Como é que alguém poderia imaginar um Deus Criador, perfeitamente Bom, Inteligente e Poderoso, responsável por um universo em que a vida que existe nele, como disse C.S. Lewis - nasce a sofrer, vive infligindo sofrimento e a grande maioria morre a sofrendo, na mais complexa de todas as criaturas, o homem, devido à razão, ele é capaz de prever o seu sofrimento e sofre uma forte angústia mental lutando pela sua vida quando sabe que morrerá, além do mais deu capacidade ao homem para criar engenhos que criam muito mais sofrimento do que poderia existir naturalmente, a sua história é essencialmente guerras, crimes, doenças e terror, com uma pitada de felicidade suficiente para dar, enquanto dura, um medo agonizante de a perder e quando ela se perde a miséria pungente da lembrança.
Agora lembrem-se que a ideia teísta surgiu numa altura em que as doenças eram sinal de morte e não havia paracetamol! Logo eu só posso crer que evidentemente Deus se revelou aos Homens.
Levo este argumento mais além, no sentido que era impossível que Jesus Cristo fosse inventado, impossível até que um homem fizesse, vivesse e dissesse o que fez, viveu e disse, logo mais Jesus Cristo foi mais uma revelação de Deus há humanidade, desta feita para todos os seres. Saliento a excelente análise psicológica feita à inteligência de Cristo feita pelo psicólogo brasileiro Augusto Cury, que prova indubitavelmente que Ele foi uma pessoa fora do normal.
Concluo o meu argumento aontológico reafirmando: Era impossível surgir a ideia de Deus no contexto em que se vive se o próprio Deus não se tivesse revelado e que era impossível que um Homem como Jesus tivesse existido se ele não fosse mesmo Deus (mais impossível ainda ser inventado por humildes discípulos para morrerem por esta mentira).
O argumento ontológico diz-nos que por Deus ser a entidade mais elevada que podemos pensar Ele deve necessariamente existir. Todavia penso que Deus é exactamente "Aquilo" que não poderíamos imaginar, e é exactamente por esta razão que eu acredito que este argumento é viável para a existência de Deus.
De salientar que o Deus a que me refiro é o Deus da definição Teísta, porque os deuses que têm forma visual são necessariamente todos o reflexo daquilo que conhecemos.
Como é que a ideia de um Deus perfeitamente bom poderia surgir num universo decadente? Como é que alguém poderia imaginar um Deus Criador, perfeitamente Bom, Inteligente e Poderoso, responsável por um universo em que a vida que existe nele, como disse C.S. Lewis - nasce a sofrer, vive infligindo sofrimento e a grande maioria morre a sofrendo, na mais complexa de todas as criaturas, o homem, devido à razão, ele é capaz de prever o seu sofrimento e sofre uma forte angústia mental lutando pela sua vida quando sabe que morrerá, além do mais deu capacidade ao homem para criar engenhos que criam muito mais sofrimento do que poderia existir naturalmente, a sua história é essencialmente guerras, crimes, doenças e terror, com uma pitada de felicidade suficiente para dar, enquanto dura, um medo agonizante de a perder e quando ela se perde a miséria pungente da lembrança.
Agora lembrem-se que a ideia teísta surgiu numa altura em que as doenças eram sinal de morte e não havia paracetamol! Logo eu só posso crer que evidentemente Deus se revelou aos Homens.
Levo este argumento mais além, no sentido que era impossível que Jesus Cristo fosse inventado, impossível até que um homem fizesse, vivesse e dissesse o que fez, viveu e disse, logo mais Jesus Cristo foi mais uma revelação de Deus há humanidade, desta feita para todos os seres. Saliento a excelente análise psicológica feita à inteligência de Cristo feita pelo psicólogo brasileiro Augusto Cury, que prova indubitavelmente que Ele foi uma pessoa fora do normal.
Concluo o meu argumento aontológico reafirmando: Era impossível surgir a ideia de Deus no contexto em que se vive se o próprio Deus não se tivesse revelado e que era impossível que um Homem como Jesus tivesse existido se ele não fosse mesmo Deus (mais impossível ainda ser inventado por humildes discípulos para morrerem por esta mentira).
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quarta-feira, novembro 12, 2008
Amores
Apresento três personagens, um jovem de 34 anos (André) que deseja ser padre e cumprir o celibato; uma jovem de 30 (Sílvia) apaixonada pelo mesmo; e uma personagem completamente alheia ao diálogo que encabeça o meu ponto de vista (Megafone).
Sílvia - André tu amas-me?
André - Sim eu amo, mas eu amo mais a Deus.
Megafone - Então mas desde quando é que amar a Deus é incompatível com amar uma mulher? O Deus que criou a mulher para o homem, e o homem para a mulher diga-se de passagem, é o mesmo que desafia pessoas para o servir de uma forma específica.
Sílvia - Mas porque é que não podes ficar comigo também?
André - Sílvia, é porque Deus assim quer.
Megafone - É pá! Não em parece... "Costuma dizer-se, e com verdade, que se alguém pretende ser pastor* numa assembleia cristã, esse é um excelente desejo. Esse pastor tem de ser uma pessoa irrepreensível; deve ser o esposo de uma só mulher..." 1 TIM 3:1e2
*A Palavra padre é uma palavra de origem latina, que quer dizer pai, na verdade foram instituídos por Deus pastores ou bispos, a Igreja Católica decidiu chamar aos pastores de padres.
domingo, outubro 12, 2008
Pensamentos Sobre Economia
O mundo atravessa uma grande crise em vários sentidos, dos quais uma crise económica. Para lá de todas as explicações para a grande crise, saliento duas causas.
A primeira é a base da economia de cada país, é uma quebra de um mandamento de Deus, refiro-me aos juros. Deus proíbe lucrar com empréstimos de dinheiro, isto quer dizer que o juro é permitido no sentido de aquando da devolução de um empréstimo o dinheiro tenha o mesmo valor, isto porque o dinheiro desvaloriza e valoriza. Bem sabemos que a ruína de tantas pessoas tem sido o facto de não conseguirem pagar juros elevadíssimos, eu sei que se o mundo obedecer a este mandamento todo o conceito de banco teria de mudar, mas deveria ser como Deus diz.
A segunda é a destruição de dinheiro. Como é que se destrói dinheiro? Na guerra. O mundo tem-se colocado ao longo da história em guerras absurdas, se quisermos um exemplo podemos olhar para a América, segundo um professor meu doutorado em economia aquando da saída de Bill Clinton do governo as contas do país estavam no topo, George Bush colocou-se em guerras e mais guerras destruindo pessoas e dinheiro. Exportações e Importações transitam dinheiro mas as guerras destroem.
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domingo, outubro 05, 2008
Não há Desculpa
Uma pessoa que declara, em perfeito juízo que Deus não existe, não é "burro", não é falto de inteligência ou conhecimento, aliás até pode ser muito inteligente. É exactamente por esta razão que diante de Deus não terá qualquer tipo desculpa a respeito da existência de Deus. Porque se fosse "burro", ou falto de inteligência teria possivelmente desculpa, mas sendo assim não têm qualquer desculpa por não terem conhecido Deus. Não haverá qualquer argumento que possa ser apresentado.
Mas Deus mostra, dos céus, a sua ira contra todo o pecado e a injustiça dos homens, que impedem a revelação da verdade pela sua perversidade. Porque o que acerca de Deus se pode conhecer, eles sabem-no instintivamente. Deus manifesta-lhes essas coisas nas suas consciências. Desde a criação do mundo que os homens entendem e claramente vêem, através de tudo o que Deus fez, as suas qualidade invisíveis - o seu eterno poder e a sua natureza divina. Não terão, portanto, desculpa de não conhecer Deus. Romanos 1: 18 a 20
quinta-feira, setembro 25, 2008
Fadas e Universos Paralelos
Algumas pessoas acreditam que podem existir múltiplos universos nos quais as leis da física podem ser completamente diferentes, digamos que existem infinitos universos e como tal é possível (segundo a acepção naturalista), apesar da elevada dificuldade de surgir vida, que em algum deles a vida possa surgir por meio a processos aleatórios como aconteceu no nosso universo (mas que grande sorte anh!). Saliente-se que não sabemos como é que surgem estas condicionantes.
Como é evidente a ciência baseia-se em factos, porém a ideia de universos paralelos não passa para já de uma fábula, não existe qualquer fundamento para afirmar a existência de múltiplos universos, esta ideia tem o mesmo valor do que a de existirem fadas. Porém ainda considerando a hipótese de universos paralelos ainda há uma questão no ar, aquela questão. De onde vieram todos esses universos?
Algumas pessoas têm dito que crer num Deus é a mesma coisa que acreditar em fadas. Mas vejamos quem é obrigado a acreditar em fábulas. Supondo que tudo pode acontecer num outro universo paralelo, umas muito pequenas mudanças poderiam fazer que indivíduos do sexo feminino ao longo do tempo por processos aleatórios ganhassem asas e voassem, a acrescentar a isso só é necessário que por processos aleatórios átomos se agregassem para fazer uma varinha mágica (nome este que surgiu por acaso no cérebro de uma pessoa), e que finalmente estes indivíduos voadores tivesses uma particular atracção por varinhas mágicas. Aqui temos como facilmente num universo qualquer podem surgir fadas, porém eu julgo que as fadas que dão dinheiro por dentes é noutro universo ainda.
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quarta-feira, setembro 17, 2008
O Bem e o Mal são Relativos ao Prazer e à Dor?
Se o que me gera dor é o que é mal e o que me gera prazer é o que é bom, então o bem e o mal são relativos, nesse caso o meu bem é diferente do teu, tal como o mal. Creio que esta ideia não só é falsa, mas também que as pessoas que a defendem só o fazem mentalmente pois duvido que alguém a defenda na prática. Passo a defender os meus pontos de vista.
Creio que o primeiro ponto que devemos salientar é que se o bem e o mal dependem das reacções que em mim efectuam, então o bem e o mal diferenciam de pessoa para pessoa. Para mim usar um touro para diversão matando-o não me causa prazer, causa mais algo do género de repugnância, tendo como pressuposto esta distinção de bem e mal então para um toureiro algo que é bom para mim é mau. Fica então assente que o que dá prazer a um não dá a outro, inclusivamente pode causar dor a outro (o caso de uma vingança).
Se esta noção de bem e mal fosse aplicada à nossa sociedade, viveríamos no que chamamos uma anarquia, ou uma selvajaria para me tornar visualmente mais concreto. Porque o bem e o mal decretado por um Juiz estaria relativo a ele e seria muitas vezes diferente da opinião do réu. É por isto que digo que esta ideia não funciona, se ela for verdadeira, venha a mentira pois ela gera vida e organização. Ora eu não conheço nenhuma mentira que dê bons frutos, ou se os der é por pouco tempo, por isso calculo que esta ideia de bem dependendo do prazer e mal dependendo da dor está errada, mas vamos analisá-la. Porém antes quero ressalvar que o bem sempre trará prazer e o mal sempre trará dor, porém o mal e o bem não dependem daquilo que provocam, pois numa primeira instância podem causar o efeito inverso. A moral está acima do que sentimos.
Passo a exemplificar situações em que o bem não deriva do prazer, nem o mal da dor.
Amputar um membro com gangrena a uma pessoa, não lhe causará prazer, nem no momento nem depois (uma vez que ele deixará é de ter dor passando a um estado de normalidade) no entanto isto é o melhor que pode acontecer a esta pessoa. Aqui também podemos ver que aquilo que trás dor vai acabar também por tirá-la de uma vez por todas.
De onde vem o bem e o mal então? Parte da moralidade está no nosso eu, é a nossa consciência, a lei natural como alguns lhe chamam, ela está escrita por Deus nas nossas mentes, porém como seres "caídos" precisamos de algo mais para nos decretar absolutamente todo o bem e todo o mal, isto que me refiro é a revelação de Deus.
quarta-feira, setembro 10, 2008
O Grande Colisor de Hadrões
O maior acelerador de partículas do mundo entrou hoje em funcionamento (acabei de dizer uma verdade relativa para quem ler este texto amanhã ou depois). Este acelerador de partículas está assente numa expectativa muito grande, pois nele pode surgir uma grande descoberta científica, ou talvez humana, tendo em conta que ponderam alguns dar um novo passo para descobrir as nossas origens.
Deus é a favor da descoberta, Ele capacitou-nos a descobrir, a entender o universo, estou certo que qualquer descoberta científica glorifica a Deus. Cito Galileu: Não me sinto obrigado a acreditar que o mesmo Deus que nos dotou de sentidos, razão e intelecto, pretenda que não os utilizemos.
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segunda-feira, setembro 01, 2008
Deus Ama-te
É Verdade, Deus ama a Todos. Se acreditas que a Bíblia é uma carta de Deus para a Humanidade, nela tu encontras esta expressão de uma forma muito clara. Se não acreditas, deixa-me ser eu o intermediário entre a Bíblia e a tua pessoa, dizendo que Deus realmente te ama.
De facto a vinda de Jesus ao mundo não teve outro sentido senão revelar o amor de Deus. Jesus disse que não vinha condenar, mas que vinha salvar. Salvar do quê? Da tua incredulidade, da tua maldade, dos teus vícios, afinal de tudo aquilo que te separa dele, tudo o que te retira dignidade. Ele tem feito isto com muitos, e todos esses têm declarado que Deus os ama, eu também posso dar testemunho disso. Hoje a mensagem não é da física, da química, da filosofia, mas é do amor, que no final de tudo é aquilo que ainda dá esperança ao Homem, ainda que não seja directamente um amor a Deus, mas é um acesso à essência de Deus, que é o amor. Verdadeiramente tudo o que existe de Bom vem de Deus, Ele Ama-te como tal não é um desmancha prazeres.
domingo, julho 06, 2008
No Areópago
Patósceles - O teu Deus é justo?!
Maquilátero - Deus não é meu, eu é que sou dele. E sim, Ele é justo, sempre justo.
Patósceles - O teu Deus mata?!
Maquilátero - Ele se matar alguém é para que não morram muitos.
Tácito - Mesmo inocentes?!
Maquilátero - Não sei, mas se o fizer alguma vez, até previne que essa pessoa se torne pecadora e morra em pecado.
Patósceles - Então e achas bem, pessoas que nunca ouviram falar do teu Cristo, que morram em seus pecados e vão para o inferno?
Maquilátero - Quem te disse que isso vai acontecer?
Tácito - Não diz a tua Bíblia que quem não crer em Cristo, morrerá em seus pecados?
Maquilátero - É a mesma que diz que Deus é Justo Juiz. E que diz que os gentios sem lei hão de ser julgados pela sua consciência, não leste a carta de Paulo à Igreja que está em Roma?
Tácito - Então para que evangelizas? Se pessoas poderão ser salvas sem Cristo?
Maquilátero - Cristo é o criador da lei moral que rege os nossos corações. Além do mais as pessoas são naturalmente más e não boas, são traidoras da consciência e percisam do favor de Deus para se tornarem novas criaturas.
Patósceles - O teu Deus perdoa o suicídio?
Maquilátero - Se a pessoa tiver tempo de se arrepender sim.
Patósceles - E se não tiver?
Maquilátero - Morrerá no seu pecado.
Patósceles - Então o teu Deus não perdoa tudo!
Maquilátero - Não está em causa o perdão de Deus mas o arrependimento do Homem.
Cesânio - Se Deus perdoa, eu faço o que me apetece e depois peço perdão.
Maquilátero - E se amanhã morreres? Não guardes para amanhã o que podes fazer hoje!
Tácito - Então responde-me a isto: Quem criou o mal?
Maquilátero - Eu não fui.
Tácito - Responde pela positiva, vá lá.
Maquilátero - Tu já sabes a resposta, já perguntaste isso uma vez a sós. Tu já sabes que o mal é um estado do bem, não foi criado.
Tácito - É incriado?
Maquilátero - Sim.
Tácito - Então é Deus! Ah ah ah! Desta apanhamos-te Maquilátero!
Cesânio - Ah ah! Safa-te lá desta ó crente!
Maquilátero - Romênio tu que crês num Deus responde: Deus criou a água liquida ou a água sólida?
Romênio - Penso que a água liquida.
Maquilátero - Então a água sólida é incriada. E nem por isso é Deus. Como disse o mal é um estado, uma atitude errada é o uso inapropriado do bem. Um adúltero, tem boas coisas, vontade por exemplo, portanto é necessário bem para fazer o mal. E como já disse o mal é um estágio do bem, deriva da intenção do coração, a qual Deus julgará.
Maquilátero - Deus não é meu, eu é que sou dele. E sim, Ele é justo, sempre justo.
Patósceles - O teu Deus mata?!
Maquilátero - Ele se matar alguém é para que não morram muitos.
Tácito - Mesmo inocentes?!
Maquilátero - Não sei, mas se o fizer alguma vez, até previne que essa pessoa se torne pecadora e morra em pecado.
Patósceles - Então e achas bem, pessoas que nunca ouviram falar do teu Cristo, que morram em seus pecados e vão para o inferno?
Maquilátero - Quem te disse que isso vai acontecer?
Tácito - Não diz a tua Bíblia que quem não crer em Cristo, morrerá em seus pecados?
Maquilátero - É a mesma que diz que Deus é Justo Juiz. E que diz que os gentios sem lei hão de ser julgados pela sua consciência, não leste a carta de Paulo à Igreja que está em Roma?
Tácito - Então para que evangelizas? Se pessoas poderão ser salvas sem Cristo?
Maquilátero - Cristo é o criador da lei moral que rege os nossos corações. Além do mais as pessoas são naturalmente más e não boas, são traidoras da consciência e percisam do favor de Deus para se tornarem novas criaturas.
Patósceles - O teu Deus perdoa o suicídio?
Maquilátero - Se a pessoa tiver tempo de se arrepender sim.
Patósceles - E se não tiver?
Maquilátero - Morrerá no seu pecado.
Patósceles - Então o teu Deus não perdoa tudo!
Maquilátero - Não está em causa o perdão de Deus mas o arrependimento do Homem.
Cesânio - Se Deus perdoa, eu faço o que me apetece e depois peço perdão.
Maquilátero - E se amanhã morreres? Não guardes para amanhã o que podes fazer hoje!
Tácito - Então responde-me a isto: Quem criou o mal?
Maquilátero - Eu não fui.
Tácito - Responde pela positiva, vá lá.
Maquilátero - Tu já sabes a resposta, já perguntaste isso uma vez a sós. Tu já sabes que o mal é um estado do bem, não foi criado.
Tácito - É incriado?
Maquilátero - Sim.
Tácito - Então é Deus! Ah ah ah! Desta apanhamos-te Maquilátero!
Cesânio - Ah ah! Safa-te lá desta ó crente!
Maquilátero - Romênio tu que crês num Deus responde: Deus criou a água liquida ou a água sólida?
Romênio - Penso que a água liquida.
Maquilátero - Então a água sólida é incriada. E nem por isso é Deus. Como disse o mal é um estado, uma atitude errada é o uso inapropriado do bem. Um adúltero, tem boas coisas, vontade por exemplo, portanto é necessário bem para fazer o mal. E como já disse o mal é um estágio do bem, deriva da intenção do coração, a qual Deus julgará.
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sábado, junho 28, 2008
O Programa do Filipe
Xy3 - Duas rectas paralelas nunca se intersectam não é?
Xy4 - Precisamente
3 - Mas essa é uma verdade que não se alcança pela experimentação não é?
4 - Sim, rectas são um conceito abstracto, no mundo natural não encontramos nada de idêntico que nos possa levar a uma verificação.
3 - Sendo assim como podemos garantir que isto que disse de início possa ser verdadeiro?
4 - De facto, é devido à lógica, um atributo que está com o ser humano e que é impossível contraditar, o pensamento filosófico e matemático baseia-se nisto.
3 - A lógica é exclusivamente humana?
4 - De facto o raciocínio dedutivo propriamente dito até hoje só foi encontrado no ser humano. Se mostrar um rebuçado a um chimpanzé e de seguida o agarrar e trocar esse rebuçado de mão de forma a ludibriar o animal e de seguida abrir a mão que não tem o rebuçado, o animal em questão não entenderá que o doce está na mão fechada.
3 - Mas não são os macacos capazes de decorar sequências de números?
4 - Sim, porém isso não se trata de raciocínio dedutivo, raciocínio dedutivo seria ele saber resolver uma equação, mesmo que simples, e ainda que não apresentada na forma de cálculo, como o jogo do rebuçado que falei.
3 - Nesse caso eles têm boa memória mas não têm raciocínio lógico.
4 - Precisamente.
3 - Como é que o ser humano adquiriu este sentido? Terá sido através da evolução?
4 - Bom, esse raciocínio não se conclui por métodos dedutivos, mas sim por indutivos, a indução é frágil, porque parte de uma observação restrita e a aplica na generalidade.
3 - Mas, desculpe interromper, alguém já observou evolução propriamente dita?
4 - A única coisa que nós podemos observar são os animais que temos, e alguns poucos fosseis, mas nada nos prova directamente evolução.
3 - Nesse caso é um raciocínio indutivo com muito poucos alicerces, parece quase um palpite.
4 - De facto podemos ver algumas mutações em colónias de bactérias, isso faz-nos crer, lá está indução, que por serem muito mais pequenas as bactérias evoluam mais rapidamente que os humanos, logo a evolução humana demoraria muito mais tempo.
3 - Seguindo o mesmo raciocínio indutivo eu devo acreditar que se uma bactéria que em poucos dias se adapta e transforma, passados alguns anos e após milhares de gerações de bactérias eu deva ter lá algo parecido com aquilo que a evolução nos retrata, porém não é o caso.
4 - Sim a evolução ainda é uma indução muito frágil, é como um desenho de ligar pontos em que só temos o primeiro, o último e dois ou três intermédios perdidos.
3 - Existe alguma alternativa viável?
4 - Existe uma corrente também indutiva que diz que em vez de evolução, cada espécie foi criada por um Ser Poderoso.
3 - E esse Ser Poderoso também criou os microrganismos patogénicos?
4 - Depende da religião.
3 - Como assim?
4 - Se você for panteísta e acreditar que esse Ser é tudo e todos, então Ele nem propriamente criou mas vai se criando a Ele mesmo, tanto as coisas boas como más, Ele é a evolução até. Se você for por exemplo Cristão, Deus apenas criou os microrganismos saudáveis, porém após a queda do Homem, do pecado, estes sofreram maldição.
3 - Um castigo?
4 - Para um céptico sim, para um crente uma consequência de um acto.
3 - E para si?
4 - Eu não sei.
3 - Não existe mais nenhuma alternativa? De onde veio a lógica então?
4 - Devemos avaliar a versão mais viável, existe mais uma ideia, mas é menos viável, dessa não precisamos, que é a panspermia.
3 - Ah! Extra-terrestres trouxeram a inteligência à terra? Isso não será apenas uma fuga? Quem criou os extra terrestres?
Jorge - Filho desliga lá esse programa gerador de debates fictícios, já me está a fazer pensar demasiado na vida, e além do mais quero dormir!
Filipe - Tudo bem pai, tenho que comprar da net o Xy5, é mais inteligente.
Jorge - Poupa-me... Amanhã falamos.
Xy4 - Precisamente
3 - Mas essa é uma verdade que não se alcança pela experimentação não é?
4 - Sim, rectas são um conceito abstracto, no mundo natural não encontramos nada de idêntico que nos possa levar a uma verificação.
3 - Sendo assim como podemos garantir que isto que disse de início possa ser verdadeiro?
4 - De facto, é devido à lógica, um atributo que está com o ser humano e que é impossível contraditar, o pensamento filosófico e matemático baseia-se nisto.
3 - A lógica é exclusivamente humana?
4 - De facto o raciocínio dedutivo propriamente dito até hoje só foi encontrado no ser humano. Se mostrar um rebuçado a um chimpanzé e de seguida o agarrar e trocar esse rebuçado de mão de forma a ludibriar o animal e de seguida abrir a mão que não tem o rebuçado, o animal em questão não entenderá que o doce está na mão fechada.
3 - Mas não são os macacos capazes de decorar sequências de números?
4 - Sim, porém isso não se trata de raciocínio dedutivo, raciocínio dedutivo seria ele saber resolver uma equação, mesmo que simples, e ainda que não apresentada na forma de cálculo, como o jogo do rebuçado que falei.
3 - Nesse caso eles têm boa memória mas não têm raciocínio lógico.
4 - Precisamente.
3 - Como é que o ser humano adquiriu este sentido? Terá sido através da evolução?
4 - Bom, esse raciocínio não se conclui por métodos dedutivos, mas sim por indutivos, a indução é frágil, porque parte de uma observação restrita e a aplica na generalidade.
3 - Mas, desculpe interromper, alguém já observou evolução propriamente dita?
4 - A única coisa que nós podemos observar são os animais que temos, e alguns poucos fosseis, mas nada nos prova directamente evolução.
3 - Nesse caso é um raciocínio indutivo com muito poucos alicerces, parece quase um palpite.
4 - De facto podemos ver algumas mutações em colónias de bactérias, isso faz-nos crer, lá está indução, que por serem muito mais pequenas as bactérias evoluam mais rapidamente que os humanos, logo a evolução humana demoraria muito mais tempo.
3 - Seguindo o mesmo raciocínio indutivo eu devo acreditar que se uma bactéria que em poucos dias se adapta e transforma, passados alguns anos e após milhares de gerações de bactérias eu deva ter lá algo parecido com aquilo que a evolução nos retrata, porém não é o caso.
4 - Sim a evolução ainda é uma indução muito frágil, é como um desenho de ligar pontos em que só temos o primeiro, o último e dois ou três intermédios perdidos.
3 - Existe alguma alternativa viável?
4 - Existe uma corrente também indutiva que diz que em vez de evolução, cada espécie foi criada por um Ser Poderoso.
3 - E esse Ser Poderoso também criou os microrganismos patogénicos?
4 - Depende da religião.
3 - Como assim?
4 - Se você for panteísta e acreditar que esse Ser é tudo e todos, então Ele nem propriamente criou mas vai se criando a Ele mesmo, tanto as coisas boas como más, Ele é a evolução até. Se você for por exemplo Cristão, Deus apenas criou os microrganismos saudáveis, porém após a queda do Homem, do pecado, estes sofreram maldição.
3 - Um castigo?
4 - Para um céptico sim, para um crente uma consequência de um acto.
3 - E para si?
4 - Eu não sei.
3 - Não existe mais nenhuma alternativa? De onde veio a lógica então?
4 - Devemos avaliar a versão mais viável, existe mais uma ideia, mas é menos viável, dessa não precisamos, que é a panspermia.
3 - Ah! Extra-terrestres trouxeram a inteligência à terra? Isso não será apenas uma fuga? Quem criou os extra terrestres?
Jorge - Filho desliga lá esse programa gerador de debates fictícios, já me está a fazer pensar demasiado na vida, e além do mais quero dormir!
Filipe - Tudo bem pai, tenho que comprar da net o Xy5, é mais inteligente.
Jorge - Poupa-me... Amanhã falamos.
segunda-feira, junho 02, 2008
A Árvore da Vida e A Árvore do Conhecimento
Aquilo que irão ler de seguida pode ser parecer ligeiramente especulativo, e é, se for verdadeiro permanecerá, se for falso ruirá, escrevo-o confiado na promessa que a Bíblia tem sempre coisas novas e coisas antigas, assim eu continuo a buscar a verdade cada vez mais refinada, a verdade absoluta que eu ainda não conheço absolutamente.
No relato do génesis existem duas árvores que são salientadas, a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. Deus proibiu comer da árvore do conhecimento, porém permitiu a possibilidade de se comer desta árvore. Só Deus pode conhecer o bem e o mal na totalidade, só ele pode conhecer o mal existindo apenas o bem*, isto também é omnisciência. Porém o Homem necessita de que exista tanto o bem como o mal para conhecer qualquer um dos dois, o homem só conhece os limites de uma folha se vir a mesa onde esta está apoiada, logo se Adão conhecesse o mal tendo unicamente o bem, ele seria Deus. Adão e Eva ou seriam Deuses (conhecer o bem e o mal sem que o mal exista), ou seriam o que somos hoje, pessoas que conhecem o bem e o mal, lidando com ambos (situação que por sinal acabaram por escolher), ou seriam inocentes desconhecedores tanto do bem como do mal, como "crianças" (foi assim que Deus os criou).
A mentira da Serpente foi que o Homem conheceria o bem e o mal como Deus o conhecia. Porém Deus tinha estabelecido o limite e como tal Adão e Eva conheceram o bem e o mal, mas também o mal tomou posse, tanto do mundo como do homem, pois Deus assim o tinha decretado. A partir do dia em que o Homem pecou veio a morte à terra. E agora se o Homem comesse da Árvore da vida? Bom ainda bem que Deus não permitiu que isso acontecesse, pois me parece que uma vida eterna sem regeneração seria algo mais parecido com o inferno do que qualquer outra coisa, desta forma aquilo que era mau tornou-se num alívio, falo da morte (biológica). Quem quer viver neste mundo para sempre, sofrendo as inúmeras e crescentes consequências do pecado? Ninguém! Porém partir deste mundo sem regeneração, sem uma nova natureza, é ainda pior, creio que será o oposto do Éden, viver no mal sabendo o que o bem e o mal são. Nós porém que fomos regenerados e tomámos parte da essência de Deus, somos seus filhos, poderemos viver num lugar bom sabendo o que é o bem e o mal.
As questões que até aqui possam ter surgido devem ter sido inúmeras, porém o que não percebermos aqui perceberemos depois, por Jesus Cristo temos promessa de conhecimento total, aquilo que aqui num mundo decaído nunca poderemos ter.
*Deus pode conhecer o mal existindo apenas bem, porém o contrário não é possível. Deus é a essência de todo o bem, Como tal existindo, existe bem. Se só Ele existir existe apenas bem.
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quinta-feira, maio 22, 2008
Falácias da Argumentação
Analisemos duas falácias da argumentação do mesmo tipo, para depois se tirarem alguma conclusões:
Ninguém provou que Deus não existe.
Logo Deus não existe.
Ninguém provou que Deus existe.
Logo Deus não existe.
É claro que ambos já ouvimos argumentos desta espécie, são os chamados apelos à ignorância. Este argumente presume a afirmação pela ausência de negação, ou a negação pela ausência de afirmação.
É certo que a posição mais confortável é a da ausência de provas, sendo assim requerido àquele que apela para uma existência o provar essa existência, por outro lado pode-se assumir uma inexistência contando que não existam de provas, isto acontece tanto para fantasmas, extra-terrestres, por aí em diante.
Acontece que havendo provas manter essa posição é inaceitável, quando faz mais sentido a existência do que a inexistência, da mesma forma e tranquilamente, devemos assumir a existência por presença de indícios e provas.
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terça-feira, maio 06, 2008
A liberdade
A: Se Deus existe como é que tantas crianças inocentes podem morrer à fome?
B: Eu perguntaria assim: Se a comida existe porque é que crianças inocentes morrem à fome?
A: Ora, porque a comida não é distribuída devidamente.
B: E é Deus o responsável pela partilha da comida?
A: Não, mas a bem pensar existem sítios mais propícios à existência de alimento que outros...
B: Na verdade o clima já foi bem diferente em toda terra. É exactamente por causa da mesma pessoa que não distribui os alimentos que isto ficou assim, já sabes que estou a falar de nós humanos.
A: Mas então e as mortes de pessoas inocentes?
B: Insisto: Quem é que mata?
A: Já sei os Homens, mas Deus permite.
B: Sim, a única coisa que te podes queixar é que Deus deu liberdade ao Homem, no entanto para te queixares da liberdade, precisas de liberdade! Estás a serrar o ramo onde estás assentado.
A: Isso não deve ser bem assim. Deus poderia condicionar a liberdade!
B: Liberdade condicionada...ehheh. Gosto desse termo, só não percebo o que é que isso tem de liberdade, se há coisas que não posso fazer, já não sou livre.
A: Mas ouve lá, nós temos liberdade condicionada a respeito das funcionalidades do nosso corpo.
B: Sim, de facto Deus permite-te fazer tudo mas não de todas as maneiras.
A: Explica-me isso...
B: tens liberdade para chegar a todas as sensações, todos os sentimentos, fazer tudo o que pensares, porém não da forma que queres. Pudemos chegar à Lua, mas não via teletransporte.
A: Mas Porquê?
B: Bem, liberdade não é poder fazer tudo! Poder fazer tudo é Omnipotência! Liberdade é poderes fazer tudo com as capacidade que tens à tua disposição, usando-as em toda a sua extensão.
A: Desisto, mas não desarmo.
B: Enfim, liberdade.
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quinta-feira, maio 01, 2008
"A Fé dos Humanistas"
Quando alguém tenta juntar a Bíblia com o Humanismo faz uma mistura que o levará a algum lugar, porém nunca ao Deus criador e salvador.
Quando uma Igreja abres as portas ao Humanismo, à concepção humana em vez da integridade da Palavra de Deus, Deus está fora desse negócio, Ele é inteiramente Santo e a única autoridade indubitável é a Sua Palavra, ela está acima de qualquer pensamento ou ideia feita por um homem decaído, não importando a dose de verdade que possa ter.
Tenho aprendido que quando alguém escreve algo que eu não posso melhorar, nem resumir, nem dizer por outras palavras, devo o mais possível citar essa fonte. É isso que faço neste post, disponibilizo um texto do grande pensador Francis Shaeffer, que aborda precisamente a questão que falei à pouco enfatizando como a Igreja Católica Romana se deixou corromper pelo Humanismo defraudando os princípios, as duas colunas (como diz Shaeffer) da Igreja Primitiva. Eis o link:
domingo, abril 06, 2008
A Borda do Universo
Aqueles que antigamente rejeitavam a ideia de que Universo era causa de um Deus eterno, refugiavam-se na ideia de um Universo eterno que não precisava ser criado, acontece que a ciência descobriu que afinal o Universo um dia iniciou, tal como diz o relato bíblico, também descobriu que um dia este universo em expansão um dia irá deixar de existir, como diz também a Bíblia. Desta forma, agora aqueles que querem rejeitar a existência do Deus eterno como criador, refugiam-se atrás do fino e transparente véu da crença que naturalmente do nada tudo simplesmente apareceu de uma forma estupidamente perfeita.
Está então a descoberto a acepção naturalista, cabe-me porém ainda tirar mais um pano que pode tornar esta clara visão menos translúcida. Pois o grande refúgio do naturalismo é esconder uma mentira e aceitá-la como verdade, faz-me lembrar um senhor que dizia que tinha todos os animais na sua mochila, e perguntava a quem punha em causa esta verdade que animal queria ver, a pessoa que inquiria este intrigante senhor constatava ao olhar para dentro da mala que a única coisa que lá estava dentro era um espelho. E assim se prolifera a mentira do naturalismo, esta mentira está numa mochila e acredita nela quem acreditar que é um animal.
Vamos agora tirar o pano que, creio, serve de refúgio a alguns. Eu próprio tinha este pano mesmo enquanto criacionista, digamos que para mim servia apenas como um paradoxo que tinha piada. Se o universo não é infinito então é finito, se é finito então o que está à volta dele? Mais universo! Logo o universo é infinito. Não! Nada disto. No começo do universo começaram também duas matrizes (acho que posso usar esta palavra), o tempo e o espaço. Logo não podemos conceber o que ronda o universo como algo espacial, a nossa mente não é capaz de pensar algo fora do tempo e do espaço, afinal também somos limitados no tempo e no espaço. Esta paradoxo apresenta-se como uma caixa dentro de outra caixa, mas não podemos pensar na caixa que encerra outra caixa, pois esta caixa é espacial e o espaço apenas está na primeira caixa. Um professor meu, disse em tom de brincadeira, porque não tinha mais nenhuma resposta que esse "espaço" era Deus. Não posso dizer nem que sim nem que não, mas posso dizer que Deus está nas "duas caixas".
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quinta-feira, março 27, 2008
Sobre os Atributos de Deus
Creio que por vezes não se consegue entender verdadeiramente os atributos de Deus, posso estar a ser teologicamente herético, mas presumo que esta é uma ideia equilibrada e explica muito melhor certos conceitos Bíblicos. Analise, se discorda diga-me, que transpareça a verdade. Sem mais delongas vamos ao raciocínio.
Se Deus é omnipresente, então está em todo o lugar, se está em todo o lugar então está no Inferno (local de tormento).
Devido à maneira como comummente analisamos os atributos de Deus podemos ser enredados por este silogismo, que é falso. Não faz sentido acreditar que seja verdadeiro, não faz sentido acreditar que Deus por ser omnipresente esteja num coração de uma pessoa que o rejeita. Então o que é afinal omnipresença? Possibilidade, repito, possibilidade de estar em qualquer lugar.
Pois não faz sentido que Deus por ser Todo-Poderoso esteja continuamente fazendo o uso de todo seu poder. Faço-me entender? Vamos aprofundar.
Nesse caso a omnisciência não é Deus saber tudo, é sim, possibilidade de saber tudo. Creio que Deus não sabe tudo o que vai acontecer, mas têm possibilidade de o saber quando quiser. Por esta razão, penso, Jesus (que é Deus) disse que nem Ele sabia o dia do seu retorno, e podia sabê-lo, porque Cristo também é omnisciente (parece-me que esta visão evita muitos problemas, não é por isso deve estar certa).
Seguindo o meu raciocínio, Deus pode fazer tudo, mas não faz tudo (ex: mentir); Deus pode saber tudo, mas não sabe tudo (será que sabe o nosso destino final?); Deus pode estar em todo o lugar, mas não está em todo o lugar (ex: "Inferno").
Será que estou a pôr Deus dentro de uma caixa? Bem, longe de mim querer fazer isso, mas pensando bem isto confere mais poder a Deus e não menos, talvez isto realce outro atributo, o seu controlo, poder fazer mas não faz, poder saber mas não sabe, poder estar mas não está. Vejamos como somos vulneráveis a fazer tudo o que podemos: Se começou a ler isto, pare agora e salte para próxima linha! Não leia este bocado. Não! Porquê saciar essa curiosidade?
Leram até ao fim? Acho que sim.
Último ponto ao qual cheguei, sei que Deus criou o ser humano como é para o salvar, para o resgatar, para mostrar o amor da maior forma possível, amando mesmo depois da traição. Então o ser humano enquanto falível foi feito com a possibilidade de falhar e Deus sabia que ele ia falhar, estava planeado. Mas será que Deus quis saber quem aceitaria o resgate? Ou deixou isso no nosso livre-arbítrio? Independentemente das nossas escolhas ele sempre está à espera de nos resgatar, não sabendo o nosso amanhã ele age sempre da mesma maneira, não que não fosse capaz mesmo sabendo o nosso final, mas simplesmente não o quis, para conforto nosso talvez.
Estou a ser altamente especulativo, se estas ideias lhe fazem confusão desista delas, mas confesso que a mim esta visão sobre os atributos de Deus me deu frescura e clareza.
Se Deus é omnipresente, então está em todo o lugar, se está em todo o lugar então está no Inferno (local de tormento).
Devido à maneira como comummente analisamos os atributos de Deus podemos ser enredados por este silogismo, que é falso. Não faz sentido acreditar que seja verdadeiro, não faz sentido acreditar que Deus por ser omnipresente esteja num coração de uma pessoa que o rejeita. Então o que é afinal omnipresença? Possibilidade, repito, possibilidade de estar em qualquer lugar.
Pois não faz sentido que Deus por ser Todo-Poderoso esteja continuamente fazendo o uso de todo seu poder. Faço-me entender? Vamos aprofundar.
Nesse caso a omnisciência não é Deus saber tudo, é sim, possibilidade de saber tudo. Creio que Deus não sabe tudo o que vai acontecer, mas têm possibilidade de o saber quando quiser. Por esta razão, penso, Jesus (que é Deus) disse que nem Ele sabia o dia do seu retorno, e podia sabê-lo, porque Cristo também é omnisciente (parece-me que esta visão evita muitos problemas, não é por isso deve estar certa).
Seguindo o meu raciocínio, Deus pode fazer tudo, mas não faz tudo (ex: mentir); Deus pode saber tudo, mas não sabe tudo (será que sabe o nosso destino final?); Deus pode estar em todo o lugar, mas não está em todo o lugar (ex: "Inferno").
Será que estou a pôr Deus dentro de uma caixa? Bem, longe de mim querer fazer isso, mas pensando bem isto confere mais poder a Deus e não menos, talvez isto realce outro atributo, o seu controlo, poder fazer mas não faz, poder saber mas não sabe, poder estar mas não está. Vejamos como somos vulneráveis a fazer tudo o que podemos: Se começou a ler isto, pare agora e salte para próxima linha! Não leia este bocado. Não! Porquê saciar essa curiosidade?
Leram até ao fim? Acho que sim.
Último ponto ao qual cheguei, sei que Deus criou o ser humano como é para o salvar, para o resgatar, para mostrar o amor da maior forma possível, amando mesmo depois da traição. Então o ser humano enquanto falível foi feito com a possibilidade de falhar e Deus sabia que ele ia falhar, estava planeado. Mas será que Deus quis saber quem aceitaria o resgate? Ou deixou isso no nosso livre-arbítrio? Independentemente das nossas escolhas ele sempre está à espera de nos resgatar, não sabendo o nosso amanhã ele age sempre da mesma maneira, não que não fosse capaz mesmo sabendo o nosso final, mas simplesmente não o quis, para conforto nosso talvez.
Estou a ser altamente especulativo, se estas ideias lhe fazem confusão desista delas, mas confesso que a mim esta visão sobre os atributos de Deus me deu frescura e clareza.
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