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terça-feira, agosto 18, 2009

A luta

Fiz o que não queria. Mas como é que eu posso ter feito o que não queria? Eu não fui pressionado por ninguém. Existem duas leis em mim, dois senhores que se opõe um ao outro. Então e tu, já sentiste o vigoroso peso da consciência? Experimentaste essa lei moral que insiste em te fazer ver o dever?
Que tipo de explicação têm uma visão naturalista para esta batalha? Segundo sei nenhuma, porque esta lei moral não serve os propósitos da selecção natural, antes pelo contrário, é-lhe adversa. Pois esta lei opera obstando-nos de fazer aquilo que favoreceria a nossa vida (por exemplo roubar dinheiro a outrém). Logo, inevitavelmente, resta ao naturalismo uma resposta tímida e desprovida de provas, a qual já nos habituámos a ouvir: Simplesmente apareceu. Pois bem, o acaso mais uma vez é chamado à questão.
Mas uma resposta predefinida deve ser excluída por bem do saber. Pois não são os mesmos naturalistas que excluem as respostas predefinidas como: "foi Deus"? Ora uma resposta deve ser fundamentada, caso contrário deve ser rejeitada, em abono da verdade.
Como tal, já que as respostas naturalistas, materialistas, evolucionistas não demonstram sustentabilidade cabe-nos dar uma resposta metafísica.
Pois se é facto que há uma lei comum ao ser humano, e se é facto que não há lei sem legislador, esta lei também tem um legislador, e digo, pela Bíblia, que este Legislador é também o Criador, é também Jesus Cristo ressurrecto com vivas e infalíveis provas. Pois que outro que não o Criador poderia querer o bem e o sustento dos homens?
Pois essa luta dentro de ti é uma prova para o Deus que te quer vencer (num sentido amável), mas não te vence até que tu queiras ser vencido, até que tu queiras tomar uma cruz e ser crucificado diariamente para os teus desejos e tomar os desejos perfeitos do Criador. Pois os teus e os meus desejos podem parecer bons, mas o seu fim é a morte, mas os de Deus ainda que à pequena mente humana pareçam maus, o seu fim é a vida e vida abundante. Daí esta luta, entre o que eu quero e o que Deus quer, esta luta tu deves querer perder para que possas ganhar, porque se a quiseres ganhar, vais perdê-la.

sexta-feira, abril 24, 2009

Sobre Mal e Sofrimento

Tenho recentemente vindo a constatar coisa velha. Algumas pessoas culpando Deus pelas maldades do mundo. Apesar das pessoas que sofrem maldades geralmente não culparem Deus pelas mesmas eu ainda assim respeito o comentário destes críticos, quem me dera porém que elas pudessem ver Deus como Ele é.
Uma coisa tem de ser certa, nós que não sofremos tamanhos males apesar de podermos chamar a Deus injusto (que não é) deveríamos lhe agradecer também a nossa posição agradável de momento. Pois se o culpamos pelos males, porque não o elogiamos pelos bens?
Outra coisa engraçada é que se Deus não existe o conceito de mal torna-se relativo e por consequência sem relevância, PORÉM! Jamais na minha boca se oiça que ateu algum é imoral! Conheço muitos ateus mais morais que alguns (ou devo dizer muitos?) que se dizem crentes. Verdade é que o pensamento ateísta-naturalista conduz a um niilismo imoral, como disse Dostoievsky no seu último romance: "Se Deus não existe, tudo é permitido". Evidente que tudo é permitido de qualquer forma, o que Dostoievsky quis dizer, e eu também é que se não existe um Legislador Moral, a moral perde o sentido pois é relativa a cada individuo, para alguns povos a mutilação do clitóris é moralmente correcta, não entanto sabemos que não o é, mas se o nosso conhecimento de moral também tem origem natural não há termo de credibilidade. Melhor dizendo, se a moral surgiu por selecção natural para a preservação da espécie qual é realmente a a mais valia do pensamento ocidental sobre o africano? Ou qual é realmente a mais valia da moral?
É relevante ainda dizer que uma grande quantidade de maldades acontecem devido ao homem, C.S.Lewis falous de 4/5 do mal serem de origem humana (onde eu e tu estamos incluídos). Quero dizer que não podemos pedir a Deus que force a liberdade que Ele mesmo quis criar proibindo pessoas de matar por exemplo, Ele assumiu esse risco, a liberdade poderia se tornar numa coisa má, como de facto aconteceu. No entanto em toda a Teologia Cristã, existem também palavras como restauração e julgamento. Mas o que quero mesmo dizer é que ao pedirmos que Deus seja mais Divino estamos necessariamente a pedir ao Homem para ser menos humano, para não ter responsabilidade nos seus actos em última análise.
Apesar de ainda haver males que merecem uma discussão aprofundada, neste texto só quis abrir novas linhas de pensamento para que todos aqueles que comigo não se confinam a uma verdade intocável possam buscar uma verdade cada vez mais refinada.
Concluo falando àqueles que sinceramente questionam Deus ao verem o mal: Mostremos a nossa Humanidade que Deus mostrará a sua Divindade.

quarta-feira, março 18, 2009

O Argumento "Aontológico"

Não venho com este argumento excluir, desprestigiar ou até mesmo falar acerca do argumento ontológico para a existência de Deus, tanto mais que não o conheço assim tão profundamente. Acontece que aquilo que vou dizer pode parecer contrário ao argumento ontológico, avaliem então.
O argumento ontológico diz-nos que por Deus ser a entidade mais elevada que podemos pensar Ele deve necessariamente existir. Todavia penso que Deus é exactamente "Aquilo" que não poderíamos imaginar, e é exactamente por esta razão que eu acredito que este argumento é viável para a existência de Deus.
De salientar que o Deus a que me refiro é o Deus da definição Teísta, porque os deuses que têm forma visual são necessariamente todos o reflexo daquilo que conhecemos.
Como é que a ideia de um Deus perfeitamente bom poderia surgir num universo decadente? Como é que alguém poderia imaginar um Deus Criador, perfeitamente Bom, Inteligente e Poderoso, responsável por um universo em que a vida que existe nele, como disse C.S. Lewis - nasce a sofrer, vive infligindo sofrimento e a grande maioria morre a sofrendo, na mais complexa de todas as criaturas, o homem, devido à razão, ele é capaz de prever o seu sofrimento e sofre uma forte angústia mental lutando pela sua vida quando sabe que morrerá, além do mais deu capacidade ao homem para criar engenhos que criam muito mais sofrimento do que poderia existir naturalmente, a sua história é essencialmente guerras, crimes, doenças e terror, com uma pitada de felicidade suficiente para dar, enquanto dura, um medo agonizante de a perder e quando ela se perde a miséria pungente da lembrança.
Agora lembrem-se que a ideia teísta surgiu numa altura em que as doenças eram sinal de morte e não havia paracetamol! Logo eu só posso crer que evidentemente Deus se revelou aos Homens.
Levo este argumento mais além, no sentido que era impossível que Jesus Cristo fosse inventado, impossível até que um homem fizesse, vivesse e dissesse o que fez, viveu e disse, logo mais Jesus Cristo foi mais uma revelação de Deus há humanidade, desta feita para todos os seres. Saliento a excelente análise psicológica feita à inteligência de Cristo feita pelo psicólogo brasileiro Augusto Cury, que prova indubitavelmente que Ele foi uma pessoa fora do normal.
Concluo o meu argumento aontológico reafirmando: Era impossível surgir a ideia de Deus no contexto em que se vive se o próprio Deus não se tivesse revelado e que era impossível que um Homem como Jesus tivesse existido se ele não fosse mesmo Deus (mais impossível ainda ser inventado por humildes discípulos para morrerem por esta mentira).

domingo, outubro 05, 2008

Não há Desculpa

Uma pessoa que declara, em perfeito juízo que Deus não existe, não é "burro", não é falto de inteligência ou conhecimento, aliás até pode ser muito inteligente. É exactamente por esta razão que diante de Deus não terá qualquer tipo desculpa a respeito da existência de Deus. Porque se fosse "burro", ou falto de inteligência teria possivelmente desculpa, mas sendo assim não têm qualquer desculpa por não terem conhecido Deus. Não haverá qualquer argumento que possa ser apresentado.

Mas Deus mostra, dos céus, a sua ira contra todo o pecado e a injustiça dos homens, que impedem a revelação da verdade pela sua perversidade. Porque o que acerca de Deus se pode conhecer, eles sabem-no instintivamente. Deus manifesta-lhes essas coisas nas suas consciências. Desde a criação do mundo que os homens entendem e claramente vêem, através de tudo o que Deus fez, as suas qualidade invisíveis - o seu eterno poder e a sua natureza divina. Não terão, portanto, desculpa de não conhecer Deus. Romanos 1: 18 a 20

domingo, julho 06, 2008

No Areópago

Patósceles - O teu Deus é justo?!
Maquilátero - Deus não é meu, eu é que sou dele. E sim, Ele é justo, sempre justo.
Patósceles - O teu Deus mata?!
Maquilátero - Ele se matar alguém é para que não morram muitos.
Tácito - Mesmo inocentes?!
Maquilátero - Não sei, mas se o fizer alguma vez, até previne que essa pessoa se torne pecadora e morra em pecado.
Patósceles - Então e achas bem, pessoas que nunca ouviram falar do teu Cristo, que morram em seus pecados e vão para o inferno?
Maquilátero - Quem te disse que isso vai acontecer?
Tácito - Não diz a tua Bíblia que quem não crer em Cristo, morrerá em seus pecados?
Maquilátero - É a mesma que diz que Deus é Justo Juiz. E que diz que os gentios sem lei hão de ser julgados pela sua consciência, não leste a carta de Paulo à Igreja que está em Roma?
Tácito - Então para que evangelizas? Se pessoas poderão ser salvas sem Cristo?
Maquilátero - Cristo é o criador da lei moral que rege os nossos corações. Além do mais as pessoas são naturalmente más e não boas, são traidoras da consciência e percisam do favor de Deus para se tornarem novas criaturas.
Patósceles - O teu Deus perdoa o suicídio?
Maquilátero - Se a pessoa tiver tempo de se arrepender sim.
Patósceles - E se não tiver?
Maquilátero - Morrerá no seu pecado.
Patósceles - Então o teu Deus não perdoa tudo!
Maquilátero - Não está em causa o perdão de Deus mas o arrependimento do Homem.
Cesânio - Se Deus perdoa, eu faço o que me apetece e depois peço perdão.
Maquilátero - E se amanhã morreres? Não guardes para amanhã o que podes fazer hoje!
Tácito - Então responde-me a isto: Quem criou o mal?
Maquilátero - Eu não fui.
Tácito - Responde pela positiva, vá lá.
Maquilátero - Tu já sabes a resposta, já perguntaste isso uma vez a sós. Tu já sabes que o mal é um estado do bem, não foi criado.
Tácito - É incriado?
Maquilátero - Sim.
Tácito - Então é Deus! Ah ah ah! Desta apanhamos-te Maquilátero!
Cesânio - Ah ah! Safa-te lá desta ó crente!
Maquilátero - Romênio tu que crês num Deus responde: Deus criou a água liquida ou a água sólida?
Romênio - Penso que a água liquida.
Maquilátero - Então a água sólida é incriada. E nem por isso é Deus. Como disse o mal é um estado, uma atitude errada é o uso inapropriado do bem. Um adúltero, tem boas coisas, vontade por exemplo, portanto é necessário bem para fazer o mal. E como já disse o mal é um estágio do bem, deriva da intenção do coração, a qual Deus julgará.

quinta-feira, maio 22, 2008

Falácias da Argumentação

Analisemos duas falácias da argumentação do mesmo tipo, para depois se tirarem alguma conclusões:

Ninguém provou que Deus não existe.
Logo Deus não existe.

Ninguém provou que Deus existe.
Logo Deus não existe.

É claro que ambos já ouvimos argumentos desta espécie, são os chamados apelos à ignorância. Este argumente presume a afirmação pela ausência de negação, ou a negação pela ausência de afirmação. 
É certo que a posição mais confortável é a da ausência de provas, sendo assim requerido àquele que apela para uma existência o provar essa existência, por outro lado pode-se assumir uma inexistência contando que não existam de provas, isto acontece tanto para fantasmas, extra-terrestres, por aí em diante. 
Acontece que havendo provas manter essa posição é inaceitável, quando faz mais sentido a existência do que a inexistência, da mesma forma e tranquilamente, devemos assumir a existência por presença de indícios e provas.

terça-feira, maio 06, 2008

A liberdade

A: Se Deus existe como é que tantas crianças inocentes podem morrer à fome?
B: Eu perguntaria assim: Se a comida existe porque é que crianças inocentes morrem à fome?
A: Ora, porque a comida não é distribuída devidamente.
B: E é Deus o responsável pela partilha da comida?
A: Não, mas a bem pensar existem sítios mais propícios à existência de alimento que outros...
B: Na verdade o clima já foi bem diferente em toda terra. É exactamente por causa da mesma pessoa que não distribui os alimentos que isto ficou assim, já sabes que estou a falar de nós humanos.
A: Mas então e as mortes de pessoas inocentes?
B: Insisto: Quem é que mata?
A: Já sei os Homens, mas Deus permite.
B: Sim, a única coisa que te podes queixar é que Deus deu liberdade ao Homem, no entanto para te queixares da liberdade, precisas de liberdade! Estás a serrar o ramo onde estás assentado.
A: Isso não deve ser bem assim. Deus poderia condicionar a liberdade!
B: Liberdade condicionada...ehheh. Gosto desse termo, só não percebo o que é que isso tem de liberdade, se há coisas que não posso fazer, já não sou livre.
A: Mas ouve lá, nós temos liberdade condicionada a respeito das funcionalidades do nosso corpo.
B: Sim, de facto Deus permite-te fazer tudo mas não de todas as maneiras.
A: Explica-me isso...
B: tens liberdade para chegar a todas as sensações, todos os sentimentos, fazer tudo o que pensares, porém não da forma que queres. Pudemos chegar à Lua, mas não via teletransporte.
A: Mas Porquê?
B: Bem, liberdade não é poder fazer tudo! Poder fazer tudo é Omnipotência! Liberdade é poderes fazer tudo com as capacidade que tens à tua disposição, usando-as em toda a sua extensão.
A: Desisto, mas não desarmo.
B: Enfim, liberdade.

domingo, abril 06, 2008

A Borda do Universo

Aqueles que antigamente rejeitavam a ideia de que Universo era causa de um Deus eterno, refugiavam-se na ideia de um Universo eterno que não precisava ser criado, acontece que a ciência descobriu que afinal o Universo um dia iniciou, tal como diz o relato bíblico, também descobriu que um dia este universo em expansão um dia irá deixar de existir, como diz também a Bíblia. Desta forma, agora aqueles que querem rejeitar a existência do Deus eterno como criador, refugiam-se atrás do fino e transparente véu da crença que naturalmente do nada tudo simplesmente apareceu de uma forma estupidamente perfeita.

Está então a descoberto a acepção naturalista, cabe-me porém ainda tirar mais um pano que pode tornar esta clara visão menos translúcida. Pois o grande refúgio do naturalismo é esconder uma mentira e aceitá-la como verdade, faz-me lembrar um senhor que dizia que tinha todos os animais na sua mochila, e perguntava a quem punha em causa esta verdade que animal queria ver, a pessoa que inquiria este intrigante senhor constatava ao olhar para dentro da mala que a única coisa que lá estava dentro era um espelho. E assim se prolifera a mentira do naturalismo, esta mentira está numa mochila e acredita nela quem acreditar que é um animal.

Vamos agora tirar o pano que, creio, serve de refúgio a alguns. Eu próprio tinha este pano mesmo enquanto criacionista, digamos que para mim servia apenas como um paradoxo que tinha piada. Se o universo não é infinito então é finito, se é finito então o que está à volta dele? Mais universo! Logo o universo é infinito. Não! Nada disto. No começo do universo começaram também duas matrizes (acho que posso usar esta palavra), o tempo e o espaço. Logo não podemos conceber o que ronda o universo como algo espacial, a nossa mente não é capaz de pensar algo fora do tempo e do espaço, afinal também somos limitados no tempo e no espaço. Esta paradoxo apresenta-se como uma caixa dentro de outra caixa, mas não podemos pensar na caixa que encerra outra caixa, pois esta caixa é espacial e o espaço apenas está na primeira caixa. Um professor meu, disse em tom de brincadeira, porque não tinha mais nenhuma resposta que esse "espaço" era Deus. Não posso dizer nem que sim nem que não, mas posso dizer que Deus está nas "duas caixas".

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Desfazendo o Argumento da Imaterialidade

"Se não conseguimos ver, medir ou testar deus de nenhuma forma rigorosa com métodos físicos e experimentais, possivelmente ele não existe.

Qualquer coisa para existir necessita ter existência no espaço-tempo, e até agora deus nunca foi cientificamente medido (nem bem definido) no espaço-tempo."




O argumento para a inexistência de Deus em causa, é falacioso. Este argumento requer uma verdade a priori, é o facto de que apenas as coisas que podem ser testadas com métodos físicos exprimentais são verdadeiras, ora é impossível dizer isto. Primeiro porque o que ontem não podia ser provado, hoje porventura já o poderá ser, a história da ciência nos têm revelado isto. Segundo porque Deus não é físico e não se Deve esperar encontrá-lo directamente numa experiência físca. Em terceiro lugar este argumento é auto-destrutivo, porque este argumento não pode ser experimentado de uma forma física.


Resumindo e complementando, este argumento trata-se de uma pescadinha de rabo na boca, pois requer uma verdade, que é provada com o próprio argumento, o que é absurdo, é o mesmo que dizer Sim, porque Sim. Se Deus existe este argumento é falso, mas Deus não existe porque este argumento é verdadeiro, é isto que este argumento tenta dizer. Sem prova alguma assume uma posição, afinal é isto que o ateísmo é, uma ideia sem provas que se prova a si mesma.




sexta-feira, outubro 12, 2007

Devemos ensinar as crianças, bem!

Alguns ditos ateus dizem que não devemos ensinar a nenhuma criança alguma coisa que se ligue a religião, não devemos induzi-la, ou ensiná-la em algum caminho religioso, sejamos pais, ou avós, ou professores, etc. Alegam que as pessoas não devem ser induzidas desde pequenas a algo religioso, como tal não devem ser ensinadas a ser religiosas.
Como todos os clamores ateus, este também parte de uma expressão definida a priori, "Deus não existe", desta forma é óbvio que eles não querem que as crianças sejam ensinadas que Deus existe, e que Deus é a razão de todo o universo existir.
Enquanto religiosos, os religiosos também têm algumas directrizes que regulam a sua vida, e alegam que elas são fundamentais para vida, como tal também ensinam assim às crianças. Cada um instrui a criança, na verdade, como acha melhor, ainda que esteja a fazer o pior, que é o caso de pessoas, que dizem que Deus não existe e que tudo é relativo.
Crianças assim ensinadas não têm motivo para viver, não têm motivo para obedecerem a alguma regra, não têm motivo para ensinar sequer os ser futuros filhos, afinal se Deus não existe, que diferença faz acreditarmos n'Ele ou não?

domingo, julho 01, 2007

Problemas do Humanismo Secular

O Humanismo Secular é uma maneira de ver o mundo que assenta em princípios não empíricos, embora esta ideologia se considere apologista da razão e do método científico. Vou passar a transcrever alguns princípios do Humanismo secular seguidos de um comentário.

"o facto de desconhecermos qual a explicação para um fenómeno, não significa que esse seja um fenómeno sobrenatural. Significa simplesmente que estamos perante algo que merece a nossa investigação."

O Humanismo Secular faz um descrédito antecipado de fenómenos sobrenaturais, impressionante que não sabendo qualquer explicação para o acontecimento, os humanistas estão prontos a rejeitar a priori uma explicação sobrenatural, alimentando uma visão cega e não uma visão sábia, a visão sabia seria partir em aberto a qualquer explicação e não ser altamente céptico a tudo o que seja contrario à sua ideia de partida. Com uma ideia definida à partida as conclusões serão sempre derivadas da da ideia de partida, logo os resultados nunca serão autênticos.

"O Homem é um ser constituído por matéria e é produto da Natureza. A consciência do homem está ligada aos mecanismos da sua mente."


Para o Humanismo a diferença entre Hitler e Madre Teresa de Calcutá, é apenas produto da natureza, com esta maneira de pensar porquê punir alguém num tribunal? Afinal tratam-se de reacções incontroladas, o reconhecimento de bem e mal é derivado de mecanismos da nossa mente que evoluiram com o tempo. Eu pergunto, como podem saber isso? Segundo a mesma teoria a sua própria teoria não passa de um rumo da natureza.

"Dado que racionalmente não é possível provar a existência ou inexistência de um Deus, os Humanistas são geralmente Agnósticos ou Ateus."

Como pudemos constatar, o H.S. baseia-se em fundamentos não provados, nem explicados dos quais, a impossibilidade da explicação da existência de Deus, recusando assim a priori a discussão e o debate sobre este tema. Mais curioso ainda é que, devido ao facto de (segundo o H.S.) ser impossível provar a existência ou inexistência de Deus os Humanistas são geralmente ateus! agnósticos eu ainda "percebo", mas ateus? Segundo uma ideologia que diz que é impossível provar a inexistência de Deus, ter ateus... Só prova que alimentam uma fé cega e uma vontade impressionante de fugir da realidade Divina.

Abordei apenas alguns princípios, e não significa que todos os princípios do Humanismo secular sejam problemáticos. Quero porém deixar claro que o Humanismo é uma fuga a Deus, isenta da racionalidade que tanto defendem.

sexta-feira, maio 18, 2007

Afinal sabemos quem somos?

Ao ler algumas estatísticas relativas À taxa de suicídio e para-suicídio em Portugal, verifiquei que em primeiro lugar e infelizmente, que a taxa está a subir, depois também reparei que se acentua muito mais à medida que a idade avança, sendo que os mais jovens suicidam-se menos que os mais velhos.
É catastrófico alguém chegar a este ponto, o desespero, a falta de propósitos para a vida, a infelicidade. Um mundo que tem experimentado tudo e que tem tido cada vez mais coisas, está cada vez mais farto de tudo. A busca incessante por prazeres momentâneos e coisas novas, não fez com que o ser humano achasse o sentido da vida. E eu pergunto: "Sabemos que somos?".
O acesso à informação e ao conhecimento é cada vez maior, porém o mundo ainda não sabe quem é, com dúvidas de onde veio, sem certezas para onde vai, sem saber o que fazer aqui. O Homem tem buscado respostas dos mais variados tipos, mas será que alguma vez soube quem era? Tenho visto o mundo numa decadência moral e ética horrível. Os grandes objectivos do homem são angariar o maior número possível de posses, outros querem poder, outros contentam-se com a saúde, porém onde está a felicidade?
O ser humano sente que pode ser feliz, caso contrário não tentaria sê-lo, porém sem saber quem se é, não se pode ser feliz. Saber quem se é, é o ponto primordial para se descobrir o propósito para o qual fomos feitos.
Termino o post com uma resposta implícita nas palavras do ateu Bertrand Russell:
A menos que se admita a existência de Deus, a questão que se refere ao propósito para a vida não tem sentido.

segunda-feira, maio 14, 2007

Ateísmo condenado ao fracasso

Imaginemos uma sala cúbica mais ou menos do tamanho de um quarto comum. Se procurarmos um livro por esse quarto e o encontrarmos então concluímos obviamente que o livro existe, por outro lado se não o encontrarmos concluímos que o livro não existe.
Mas imaginemos agora se o tamanho desta sala for indefinidamente grande, ao encontrarmos o livro concluímos que ele existe, porém se o não encontrarmos, nunca poderemos concluir que ele não existe. Pode não existir, pode ser alguma coisa plausível de não existir, porém está longe de ser uma verdade confirmada.
Da mesma forma, quem tem provas de que Deus existe, pode afirmá-lo sem qualquer problema, é uma verdade confirmada. Mas, segundo todo o mesmo raciocínio, quem não tem provas da existência de Deus, não pode afirmar que Deus não existe, apenas se pode confortar com a sua vontade de ser ateu.
Nunca se pode provar a inexistência de alguma coisa quando não temos acesso à totalidade do espaço onde essa coisa pode ser inserida.
O que então constatamos no duelo, existência de Deus vs inexistência de Deus, são crentes mostrando as provas e ateus tentando aniquilar essas provas para ficarem condenados à inconvicção do que tentam aniquilar.
Porém nem a plausibilidade o ateísmo ganha para si, a crença na inexistência, como podemos ver, não pode ser provada, até porque o que tentam provar é exactamente que os argumentos a favor da existência de Deus estão errados e não que a sua ideia está certa. É neste sentido que em vez de analizarem factos e deles retirarem conclusões, os ateus partem da conclusão a priori da inexistência de Deus e repescam factos que devido a más interpretações e associações se tornam armas contra uma ideologia que por sinal usa os mesmos factos.
Uma teoria que tem a sua conclusão defenida antes de ser analisada, está obviamente condenada, uma vez que toda a pesquisa vai estar subordinada a uma conclusão em vez da conclusão estar subordinada à pesquisa.

domingo, março 25, 2007

Deus criou tudo, quem criou Deus?

Neste post venho abordar mais uma questão, bastante usada para de alguma forma pôr em causa a existência de Deus, vamos também ver que é mais uma questão sem sustento.

Tudo o que existe tem uma causa
Se Deus existe tem de ter uma causa
Deus não tem causa
Logo Deus não existe


Este argumento está filosoficamente bem feito, mas temos de provar que as premissas são verdadeiras para o aceitarmos. Se as premissas forem verdadeiras é plausível que o argumento aponte para a inexistência de Deus, se por outro lado as premiças forem falsas então este argumento não demonstra sustento.

Esclarecendo a lei da causalidade
Se conseguirmos provar que a primeira premiça não se aplica a Deus então o argumento não tem viabilidade. Vamos a isso.
Existem leis universais que são obviamente axiomas, como a lei da causa efeito, mas talvez tenham excepções.
A lei da causalidade, causa efeito, foi descoberta observando o universo, se alguma coisa não está delimitada ao universo, então essa lei pode não ter efeito a essa coisa.
A Bíblia demonstra que Deus não está limitado ao universo, Ele mesmo o criou, logo Deus pode não estar condicionado à lei da causalidade, uma vez que não tem limites de qualquer nivel, seja ao nível do espaço, ou do tempo.

Criador das leis
Deus que criou tudo, logo também criou as leis de tudo o que criou, logo se Deus criou as leis, Ele existia antes das leis, logo não está condicionado a essas leis. Desta forma observamos que a lei da causalidade não se aplica a Deus.

Conclusão
Desta feita vamos reformular o argumento e as premissas:

Tudo o que existe no universo tem uma causa
Deus está além do universo
Logo, Deus não carece de causa


sexta-feira, março 02, 2007

O argumento não demonstra sustento

Neste post vou abordar provavelmente as duas perguntas mais delicadas no que diz respeito a Deus e à sua existência, que são:

1ª Se um Deus perfeito e todo-poderoso existe, então como é possivel existir o mal?

2ª Quando Deus criou os seres humanos, sabia a priori que alguns iriam para o Inferno, então porque mesmo assim os criou?


PERGUNTA 1

Intro
Vamos começar pela primeira.
A pergunta é plausivel, mas não tem senso em relação à primeira permissa (Se um Deus [...] existe...). Porquê? Porque a existência do mal aponta-me para a existência de um agente maléfico (Satanás) e não para a inexistência de Deus. Mas vamos mais fundo. Suponhamos que alguém alteraria a pergunta para qualquer coisa assim:
Se um Deus perfeito, amoroso e todo-poderoso existe, então porque permite a existência do mal?
Em primeiro lugar, onde fomos buscar a ideia de mal e bem? Nasceu connosco, como tal o próprio Deus capacitou-nos para detectar o mal e o bem. C. S. Lewis disse:

[como ateu], meu argumento contra Deus era que o Universo parecia cruel e injusto demais. Mas de que modo eu tinha esta ideia de justo e injusto? Um homem não diz que uma linha está torta até que alguém tenha uma ideia do que seja uma linha recta. Com o que eu estava comparando este Universo quando o chamei de injusto?(1)

Contra Argumento
Se esta primeira pergunta for usada como reveladora da inexistência de Deus, então nesse caso, teremos de inverter a pergunta:
Se um Deus perfeito, amoroso e todo-poderoso não existe, então porque existe o bem?
Se por existir o mal Deus não existe, então por existir o bem Deus existe! Estou simplesmente a usar a lógica da primeira pergunta. Então Deus, o mal e o bem podem coexistir e ser explicados, vejamos o que disse G. K. Chesterton:

O mal é tão mau que não podemos evitar pensar que o bem é um acaso; o bem é tão bom que ficamos certos que o mal pode ser explicado.(2)

Livre Arbítrio
Apenas o ser humano se preocupa com a questão do mal, os animais simplesmente vivem como se nada fosse, mas o homem vive inquieto, procura soluções e respostas, parece-me que este peso sobre o ser humano acerca desta questão seja o indício de que este seja o culpado, ou um dos culpados da existência do mal, a Bíblia diz percisamente isso.
De facto, o mal entrou no mundo porque o ser humano o permitiu, o mal não é nada mais, nada menos que ausência de bem. Quando Adão e Eva pecaram eles rejeitaram a voz de Deus e assumiram a possibilidade dessa voz estar errada, ou seja, puseram o bem para o lado e aí começou o mal.
Hoje em dia o mesmo acontece, Deus como não criou seres robóticos, deu a liberdade para o ser humano escolher, tanto matar uma pessoa como salvar uma vida, porém um dia as coisas mudarão.
Deus podia impedir acontecimentos, como o 11 de Setembro, mas para o fazer também tinha de impedir cada um de nós de fazer seja qual mal fosse, ainda que "pequeno", como mentir ou até ter a intenção de mentir.

Benefícios do Mal
Se o mal existe, então podemos valorizar melhor o bem. Quem é que pode ser chamado de corajoso se não enfrentou nenhuma situação de perigo? E a comida não sabe melhor quando temos fome? Experimentar o ódio não nos faz alegrar mais com o amor?
Ainda que melhor fosse o mal não existir, uma vez que existe, ele pode ter um propósito sublime.

O Ovo
Vamos desmaterializar a nossa maneira de pensar. Jesus é enfático no que diz respeito à desmaterialização da nossa maneira de pensar. Jesus sempre dizia para pensarmos mais na vida eterna do que na terrena, no céu e não na terra, procurar os tesouros do paraíso e não os do mundo, etc, etc.
Imaginemos a vida como um ovo, esta fase que vivemos é apenas a casca, a casca serve para manter o interior do ovo conservado, interior esse que tem utilidade. Desta forma devemos ter em mente a eternidade e não a efemeridade desta vida, afinal ela é só a casca. Com esta maneira de pensar olhamos para o mal como algo que não existirá na vida eterna no céu, encaramos o mal como algo efémero.
Quando matam uma criança, atónitos, muitos de nós perguntamos: Porque Deus permitiu? Bem, Deus agora tem essa criança no céu e ela está bem melhor que nós, seu corpo era a casca, mas o seu interior é muito mais importante.

O Fim do Mal
O mal e todos aqueles que amam o mal vão para um sítio chamado Inferno. Quem não ama o bem já ama o mal, porque quem ama o mal odeia o bem. Quem não quer ir para o Inferno deve encaminhar-se para o Céu, porque o Céu é para quem quer, o Inferno é para quem não quer. Jesus é para quem quer salvação, Satanás é para quem não quer salvação. Quem quer perdição, não quer salvação. Porque todos nós fomos projectados para ir para o céu, como tal quem não quiser o céu, vai para o local dos que não querem. Com isto Deus faz um favor àqueles que não quiseram que Deus estivesse com eles na terra. Se não quiseram Deus com eles na terra, Deus, no Céu, também não os quererá.

PERGUNTA 2
Intro
A pergunta 1 já foi explicada, mas desta explicação pode suscitar uma outra pergunta, a pergunta 2:
Quando Deus criou os seres humanos, sabia a priori que alguns iriam para o Inferno, então porque mesmo assim os criou?
A estratégia da pergunta é basicamente tentar mostrar que afinal Deus não amou a sua criação e tentar mostrar que a Bíblia se contradiz. Mas não é isso que acontece.
Como é que um Deus que não ama a sua criação, poderia dar-lhe uma exelente habitação, capacidade de ser feliz, amor, preocupação? Ainda que permitindo o aparecimento do mal, chegou ao ponto de dar o seu filho para salvação de TODA a criação e ainda para mais nos tem preparado lugar junto de sí na sua própria habitação, como pode não amar? E ainda hoje ajuda e soluciona, como não ama? Agora vejamos quem somos e tentemos vislumbrar o que é um Deus ilimitado...Amou, defenitivamente amou.
A resposta não é falta de amor, então é outra, mas antes de eu a dizer abordemos melhor a pergunta.


Hipóteses

Deus tinha 5 hipóteses:
1 Não criar nada
2 Ter criado um mundo sem liberdade
3 Ter criado um mundo livre onde não poderiamos pecar
4 Ter criado um mundo livre onde poderiamos pecar mas no qual todos aceitariam a salvação de Deus
5 Ter criado um mundo como temos agora

Vamos comparar a hipótese 5 com todas as outras:
1 Quanto à hipotese 1, não é comparável, não se compara nada com alguma coisa, seria como comparar maçãs com não-maçãs, impossivel.
2 A segunda opção seria sem dúvida uma opção onde não haveria mal, mas também não haveria bem moral, ninguém poderia sentir o amor, seria tudo mecânico.
3 e 4 Estas opções são incompativeis com elas mesmas, sendo livres as pessoas poderiam fazer o que quisessem, se estivessem limitadas a fazer tudo menos pecar, já não seriam livres. Da mesma forma no ponto 4 não existe liberdade, se todos fossem levados a aceitar a salvação então eles já não seriam livres.

A liberdade de escolher implica escolhas, se uns teimam em fazer a má...é exactamente isso, liberdade.

Persciência é diferente de Predestinação
Deus ao criar cada pessoa sabia o que essa iria ser, mas não destinou o que iria ser. A Bíblia está repleta de profecias, as profecias não foram escritas como que sendo predestinações, não, as profecias foram escritas através da presciência de Deus, Deus sabia o que aconteceria antes desse facto acontecer. Judas traiu Jesus, não porque estava profetizado, mas sim porque ele quis.
Então quando Deus deseja mesmo assim criar uma pessoa sabendo que esta escolherá o Inferno, ele não predestina essa pessoa ao Inferno, simplesmente sabe as escolhas que essa pessoa irá fazer.


O Porquê
Para provar que Deus realmente deu liberdade de escolher, para provar que quem não quisesse ir para o céu não iria. Se Deus evitasse o nascimento daqueles que não quereriam estar com Jesus, então Deus não poderia provar que se alguém escolheu o Inferno era para lá que iria. Não estaria na Bíblia que aqueles que praticassem o que Deus não quer e não se arrependessem estariam separados dEle, porque não haveria prova disso.

O Bem está acessivel a todos
O Bem está acecivel a quem quiser, o céu é para quem quiser, se alguém não foi para lá foi porque não quis, Deus jamais colocou no Inferno quem quis o Céu. A pessoa de Jesus Cristo revela isso mesmo, salvação para quem quiser, sem acepção de pessoas.

A Minha Ignorância
Declaro que este texto tem afirmações que não tive espaço para explicar melhor, tem afirmações que não sei explicar melhor e existem coisas que jamais conseguiremos entender. Sei pouco, mas com o pouco que sei, vejo e sinto, através de um raciocínio simples leva-me a estas respostas. O Mal ainda perturba, é dificil entendê-lo, mais dificil explicá-lo. Apenas conhecemos em parte, mas quando vier o que é perfeito o que é em parte será aniquilado(3)

CONCLUSÃO
Este tema defenitivamente poderia ser mais desenvolvido, além do mais existem mais perguntas e mais respostas acerca do mal, do bem e de Deus, mas este post já foi bastante longe...Espero que alguém o leia e compreenda que nenhuma das perguntas abordadas tem sustento suficiente para agredir evidência de Deus.



1 C.S. Lewis, Mere Christianity (Cristianismo puro e simples), pag 45
2 G.K. Chesterton, The man who was thursday (O Homem que era quinta-feira), pag 176
3
1Co 13:10
Philip Yancey, Rumores de outro mundo
Norman Geisler & Frank Turek, Não tenho fé suficiente para ser ateu