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quinta-feira, novembro 26, 2009

sexta-feira, abril 24, 2009

Sobre Mal e Sofrimento

Tenho recentemente vindo a constatar coisa velha. Algumas pessoas culpando Deus pelas maldades do mundo. Apesar das pessoas que sofrem maldades geralmente não culparem Deus pelas mesmas eu ainda assim respeito o comentário destes críticos, quem me dera porém que elas pudessem ver Deus como Ele é.
Uma coisa tem de ser certa, nós que não sofremos tamanhos males apesar de podermos chamar a Deus injusto (que não é) deveríamos lhe agradecer também a nossa posição agradável de momento. Pois se o culpamos pelos males, porque não o elogiamos pelos bens?
Outra coisa engraçada é que se Deus não existe o conceito de mal torna-se relativo e por consequência sem relevância, PORÉM! Jamais na minha boca se oiça que ateu algum é imoral! Conheço muitos ateus mais morais que alguns (ou devo dizer muitos?) que se dizem crentes. Verdade é que o pensamento ateísta-naturalista conduz a um niilismo imoral, como disse Dostoievsky no seu último romance: "Se Deus não existe, tudo é permitido". Evidente que tudo é permitido de qualquer forma, o que Dostoievsky quis dizer, e eu também é que se não existe um Legislador Moral, a moral perde o sentido pois é relativa a cada individuo, para alguns povos a mutilação do clitóris é moralmente correcta, não entanto sabemos que não o é, mas se o nosso conhecimento de moral também tem origem natural não há termo de credibilidade. Melhor dizendo, se a moral surgiu por selecção natural para a preservação da espécie qual é realmente a a mais valia do pensamento ocidental sobre o africano? Ou qual é realmente a mais valia da moral?
É relevante ainda dizer que uma grande quantidade de maldades acontecem devido ao homem, C.S.Lewis falous de 4/5 do mal serem de origem humana (onde eu e tu estamos incluídos). Quero dizer que não podemos pedir a Deus que force a liberdade que Ele mesmo quis criar proibindo pessoas de matar por exemplo, Ele assumiu esse risco, a liberdade poderia se tornar numa coisa má, como de facto aconteceu. No entanto em toda a Teologia Cristã, existem também palavras como restauração e julgamento. Mas o que quero mesmo dizer é que ao pedirmos que Deus seja mais Divino estamos necessariamente a pedir ao Homem para ser menos humano, para não ter responsabilidade nos seus actos em última análise.
Apesar de ainda haver males que merecem uma discussão aprofundada, neste texto só quis abrir novas linhas de pensamento para que todos aqueles que comigo não se confinam a uma verdade intocável possam buscar uma verdade cada vez mais refinada.
Concluo falando àqueles que sinceramente questionam Deus ao verem o mal: Mostremos a nossa Humanidade que Deus mostrará a sua Divindade.

quarta-feira, setembro 17, 2008

O Bem e o Mal são Relativos ao Prazer e à Dor?

Se o que me gera dor é o que é mal e o que me gera prazer é o que é bom, então o bem e o mal são relativos, nesse caso o meu bem é diferente do teu, tal como o mal.  Creio que esta ideia não só é falsa, mas também que as pessoas que a defendem só o fazem mentalmente pois duvido que alguém a defenda na prática. Passo a defender os meus pontos de vista.

Creio que o primeiro ponto que devemos salientar é que se o bem e o mal dependem das reacções que em mim efectuam, então o bem e o mal diferenciam de pessoa para pessoa. Para mim usar um touro para diversão matando-o não me causa prazer, causa mais algo do género de repugnância, tendo como pressuposto esta distinção de bem e mal então para um toureiro algo que é bom para mim é mau. Fica então assente que o que dá prazer a um não dá a outro, inclusivamente pode causar dor a outro (o caso de uma vingança).

Se esta noção de bem e mal fosse aplicada à nossa sociedade, viveríamos no que chamamos uma anarquia, ou uma selvajaria para me tornar visualmente mais concreto. Porque o bem e o mal decretado por um Juiz estaria relativo a ele e seria muitas vezes diferente da opinião do réu. É por isto que digo que esta ideia não funciona, se ela for verdadeira, venha a mentira pois ela gera vida e organização. Ora eu não conheço nenhuma mentira que dê bons frutos, ou se os der é por pouco tempo, por isso calculo que esta ideia de bem dependendo do prazer e mal dependendo da dor está errada, mas vamos analisá-la. Porém antes quero ressalvar que o bem sempre trará prazer e o mal sempre trará dor, porém o mal e o bem não dependem daquilo que provocam, pois numa primeira instância podem causar o efeito inverso. A moral está acima do que sentimos.

Passo a exemplificar situações em que o bem não deriva do prazer, nem o mal da dor.
Amputar um membro com gangrena a uma pessoa, não lhe causará prazer, nem no momento nem depois (uma vez que ele deixará é de ter dor passando a um estado de normalidade) no entanto isto é o melhor que pode acontecer a esta pessoa. Aqui também podemos ver que aquilo que trás dor vai acabar também por tirá-la de uma vez por todas. 

De onde vem o bem e o mal então? Parte da moralidade está no nosso eu, é a nossa consciência, a lei natural como alguns lhe chamam, ela está escrita por Deus nas nossas mentes, porém como seres "caídos" precisamos de algo mais para nos decretar absolutamente todo o bem e todo o mal, isto que me refiro é a revelação de Deus. 



domingo, julho 06, 2008

No Areópago

Patósceles - O teu Deus é justo?!
Maquilátero - Deus não é meu, eu é que sou dele. E sim, Ele é justo, sempre justo.
Patósceles - O teu Deus mata?!
Maquilátero - Ele se matar alguém é para que não morram muitos.
Tácito - Mesmo inocentes?!
Maquilátero - Não sei, mas se o fizer alguma vez, até previne que essa pessoa se torne pecadora e morra em pecado.
Patósceles - Então e achas bem, pessoas que nunca ouviram falar do teu Cristo, que morram em seus pecados e vão para o inferno?
Maquilátero - Quem te disse que isso vai acontecer?
Tácito - Não diz a tua Bíblia que quem não crer em Cristo, morrerá em seus pecados?
Maquilátero - É a mesma que diz que Deus é Justo Juiz. E que diz que os gentios sem lei hão de ser julgados pela sua consciência, não leste a carta de Paulo à Igreja que está em Roma?
Tácito - Então para que evangelizas? Se pessoas poderão ser salvas sem Cristo?
Maquilátero - Cristo é o criador da lei moral que rege os nossos corações. Além do mais as pessoas são naturalmente más e não boas, são traidoras da consciência e percisam do favor de Deus para se tornarem novas criaturas.
Patósceles - O teu Deus perdoa o suicídio?
Maquilátero - Se a pessoa tiver tempo de se arrepender sim.
Patósceles - E se não tiver?
Maquilátero - Morrerá no seu pecado.
Patósceles - Então o teu Deus não perdoa tudo!
Maquilátero - Não está em causa o perdão de Deus mas o arrependimento do Homem.
Cesânio - Se Deus perdoa, eu faço o que me apetece e depois peço perdão.
Maquilátero - E se amanhã morreres? Não guardes para amanhã o que podes fazer hoje!
Tácito - Então responde-me a isto: Quem criou o mal?
Maquilátero - Eu não fui.
Tácito - Responde pela positiva, vá lá.
Maquilátero - Tu já sabes a resposta, já perguntaste isso uma vez a sós. Tu já sabes que o mal é um estado do bem, não foi criado.
Tácito - É incriado?
Maquilátero - Sim.
Tácito - Então é Deus! Ah ah ah! Desta apanhamos-te Maquilátero!
Cesânio - Ah ah! Safa-te lá desta ó crente!
Maquilátero - Romênio tu que crês num Deus responde: Deus criou a água liquida ou a água sólida?
Romênio - Penso que a água liquida.
Maquilátero - Então a água sólida é incriada. E nem por isso é Deus. Como disse o mal é um estado, uma atitude errada é o uso inapropriado do bem. Um adúltero, tem boas coisas, vontade por exemplo, portanto é necessário bem para fazer o mal. E como já disse o mal é um estágio do bem, deriva da intenção do coração, a qual Deus julgará.

terça-feira, maio 06, 2008

A liberdade

A: Se Deus existe como é que tantas crianças inocentes podem morrer à fome?
B: Eu perguntaria assim: Se a comida existe porque é que crianças inocentes morrem à fome?
A: Ora, porque a comida não é distribuída devidamente.
B: E é Deus o responsável pela partilha da comida?
A: Não, mas a bem pensar existem sítios mais propícios à existência de alimento que outros...
B: Na verdade o clima já foi bem diferente em toda terra. É exactamente por causa da mesma pessoa que não distribui os alimentos que isto ficou assim, já sabes que estou a falar de nós humanos.
A: Mas então e as mortes de pessoas inocentes?
B: Insisto: Quem é que mata?
A: Já sei os Homens, mas Deus permite.
B: Sim, a única coisa que te podes queixar é que Deus deu liberdade ao Homem, no entanto para te queixares da liberdade, precisas de liberdade! Estás a serrar o ramo onde estás assentado.
A: Isso não deve ser bem assim. Deus poderia condicionar a liberdade!
B: Liberdade condicionada...ehheh. Gosto desse termo, só não percebo o que é que isso tem de liberdade, se há coisas que não posso fazer, já não sou livre.
A: Mas ouve lá, nós temos liberdade condicionada a respeito das funcionalidades do nosso corpo.
B: Sim, de facto Deus permite-te fazer tudo mas não de todas as maneiras.
A: Explica-me isso...
B: tens liberdade para chegar a todas as sensações, todos os sentimentos, fazer tudo o que pensares, porém não da forma que queres. Pudemos chegar à Lua, mas não via teletransporte.
A: Mas Porquê?
B: Bem, liberdade não é poder fazer tudo! Poder fazer tudo é Omnipotência! Liberdade é poderes fazer tudo com as capacidade que tens à tua disposição, usando-as em toda a sua extensão.
A: Desisto, mas não desarmo.
B: Enfim, liberdade.

terça-feira, junho 19, 2007

Influência

É incrível o estado a que um ser humano pode chegar, a um estado completo de degradação, a ponto de se tornar assassino, adúltero, traidor, pedófilo, suicida, entre todos os outros nomes relativos a acções degradantes. É demasiado mau para se compreender, porém é inevitável fazer a pergunta, como alguém chega a este estado?
Estou consciente que as personalidades não surgem do nada, como qualquer outra coisa, por vezes os maus tratos na infância, crescer sem educadores ou sem atenção dos mesmos, perder um familiar numa altura específica da vida, traumas, infelicidade, solidão, desprezo por parte da sociedade em geral, um sei lá de coisas que não desculpam, mas ajudam-nos a perceber muitas vezes o porquê de determinadas acções.
Se pensarmos num problema de alguém e recuarmos uma geração, a influência será imaginemos, de um pai, por outro lado este pai, esteve na guerra e o seu consciente ficou alterado, por conseguinte esta guerra surgiu devido a influência de duas pessoas, as quais negligenciaram os seus ensinos devido àquilo que a vida foi para eles, o que os levou a tomar medidas que não fariam se não passassem pelo que passaram, e assim poderíamos ir, indefinidamente, chegaríamos então a um Adão que diz que a culpa foi da Eva, a uma Eva que diz que a culpa foi da serpente, a uma serpente que não diz nada porque também nada lhe foi perguntado e também porque não tinha nada a dizer porquanto todo o mal surgiu a partir desta.
Todo o mal é devido a este agente, directamente ou indirectamente. Perguntamos: portanto o mal não é devido às pessoas? Não. As pessoas fazem as coisas, poderiam não as fazer, ainda que aliciadas para tal, como por exemplo Eva, por outro lado Eva deu do fruto a Adão sem qualquer influência directa da serpente, tal como Adão a comeu sem qualquer influência directa da serpente. O mal existe devido a uma influência directa e indirecta do Diabo, pessoas em estado caótico são causa de sua permissividade face a influências directas ou indirectas por parte de demónios.
Quando alguém está num estado caótico essa pessoa não deve ser discriminada porque fez isto ou aquilo, por ser este ou aquele, as pessoas são assim devido a influências, estas pessoas são falíveis, todos nós o somos, mas o mal praticado é devido à influência, a nossa natureza pecaminosa já por si é uma influência indirecta que descende desde Eva.
Daí não está em causa o grau de maldade alguma vez feita por um ser humano, o amor de Deus é e será para com este,o ódio de Deus é e será para com o Diabo e os seus demónios sempre.

sexta-feira, maio 25, 2007

A Origem do Mal 2

O Fim do Mal
Segundo toda a lógica do post anterior, o mal só pode deixar de existir por duas maneiras, ou o bem deixa de existir, ou então todas as criaturas racionais passarão apenas a tomar decisões conforme devem ser tomadas (atenção, não exige o fim do livre-arbítrio).

Predominância do Bem
Por outro lado uma solução plausível para acabar com o mal é colocá-lo numa "quarentena" infinita, para assim predominar o bem num local distinto.

A favor colocar os comentários deste e do post anterior na secção destinada a este post.

quarta-feira, maio 23, 2007

A Origem do Mal

O que é o Mal
o antónimo de bem, nocivo, prejudicial, etc.

O Mal é precisamente ausência de Bem. A escuridão é ausência de luz, frio é ausência de calor, mal é ausência de Bem. O texto que passo a transcrever dá uma ideia muito boa do que quero dizer.

"O mal não é um ser ou uma coisa. Não é concreto mas abstrato. Portanto, não é uma criatura ou uma criação. O mal é uma característica ou estado de um ser, coisa ou facto. É como um apêndice que precisa de um suporte. O "mal" é um título que damos para algo mau. Se eliminarmos o "algo", não sobrará nenhum mal, pois este está condicionado à existência do seu portador ou hospedeiro."

O mal é sempre um parasita, não existe por si só. O mal existe mediante um acontecimento contrário ao que foi projectado para proporcionar o bem. A título de exemplo, comer é uma coisa boa, porém se esta acção for feita da forma contrária à qual foi determinada , torna-se algo mau.
Assim se alguém pode ser responsável pelo mal é quem arbitrariamente decide rejeitar o bem e o que este implica.

Conclusões
O mal é algo que não é criado, o mal está dependente do bem para existir. Existe mediante a existência do bem, o bem pode transformar-se em mal, mediante o seu mau "uso". Logo se o mal não é criado nem Deus nem Satanás o criaram.
Um certo pensamento moderno tem pendido para a ideia de que nem bem nem mal existe, acho que não é difícil perceber ao olhar para o mundo, que existem coisas más e coisas boas, aliás parece-me até que é uma ideia inata.

Bíblia
A Bíblia claramente diz que Deus é bom e nele não há mal, que não consegue conviver com o mal, etc. Por outro lado aparece um versículo na Bíblia aparentemente contraditório, vejamos o que diz:

Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas.
Isa 45:7


Segundo o texto hebraico original o que este trecho significa é que Deus castiga, e não que Deus realmente tenha criado o mal, tanto mais que este "crio o mal" vem por oposição a "faço a paz" e não em oposição de bem.


este post está interdito a comentários, para comentar, é favor comentar na parte 2 deste post

sexta-feira, março 02, 2007

O argumento não demonstra sustento

Neste post vou abordar provavelmente as duas perguntas mais delicadas no que diz respeito a Deus e à sua existência, que são:

1ª Se um Deus perfeito e todo-poderoso existe, então como é possivel existir o mal?

2ª Quando Deus criou os seres humanos, sabia a priori que alguns iriam para o Inferno, então porque mesmo assim os criou?


PERGUNTA 1

Intro
Vamos começar pela primeira.
A pergunta é plausivel, mas não tem senso em relação à primeira permissa (Se um Deus [...] existe...). Porquê? Porque a existência do mal aponta-me para a existência de um agente maléfico (Satanás) e não para a inexistência de Deus. Mas vamos mais fundo. Suponhamos que alguém alteraria a pergunta para qualquer coisa assim:
Se um Deus perfeito, amoroso e todo-poderoso existe, então porque permite a existência do mal?
Em primeiro lugar, onde fomos buscar a ideia de mal e bem? Nasceu connosco, como tal o próprio Deus capacitou-nos para detectar o mal e o bem. C. S. Lewis disse:

[como ateu], meu argumento contra Deus era que o Universo parecia cruel e injusto demais. Mas de que modo eu tinha esta ideia de justo e injusto? Um homem não diz que uma linha está torta até que alguém tenha uma ideia do que seja uma linha recta. Com o que eu estava comparando este Universo quando o chamei de injusto?(1)

Contra Argumento
Se esta primeira pergunta for usada como reveladora da inexistência de Deus, então nesse caso, teremos de inverter a pergunta:
Se um Deus perfeito, amoroso e todo-poderoso não existe, então porque existe o bem?
Se por existir o mal Deus não existe, então por existir o bem Deus existe! Estou simplesmente a usar a lógica da primeira pergunta. Então Deus, o mal e o bem podem coexistir e ser explicados, vejamos o que disse G. K. Chesterton:

O mal é tão mau que não podemos evitar pensar que o bem é um acaso; o bem é tão bom que ficamos certos que o mal pode ser explicado.(2)

Livre Arbítrio
Apenas o ser humano se preocupa com a questão do mal, os animais simplesmente vivem como se nada fosse, mas o homem vive inquieto, procura soluções e respostas, parece-me que este peso sobre o ser humano acerca desta questão seja o indício de que este seja o culpado, ou um dos culpados da existência do mal, a Bíblia diz percisamente isso.
De facto, o mal entrou no mundo porque o ser humano o permitiu, o mal não é nada mais, nada menos que ausência de bem. Quando Adão e Eva pecaram eles rejeitaram a voz de Deus e assumiram a possibilidade dessa voz estar errada, ou seja, puseram o bem para o lado e aí começou o mal.
Hoje em dia o mesmo acontece, Deus como não criou seres robóticos, deu a liberdade para o ser humano escolher, tanto matar uma pessoa como salvar uma vida, porém um dia as coisas mudarão.
Deus podia impedir acontecimentos, como o 11 de Setembro, mas para o fazer também tinha de impedir cada um de nós de fazer seja qual mal fosse, ainda que "pequeno", como mentir ou até ter a intenção de mentir.

Benefícios do Mal
Se o mal existe, então podemos valorizar melhor o bem. Quem é que pode ser chamado de corajoso se não enfrentou nenhuma situação de perigo? E a comida não sabe melhor quando temos fome? Experimentar o ódio não nos faz alegrar mais com o amor?
Ainda que melhor fosse o mal não existir, uma vez que existe, ele pode ter um propósito sublime.

O Ovo
Vamos desmaterializar a nossa maneira de pensar. Jesus é enfático no que diz respeito à desmaterialização da nossa maneira de pensar. Jesus sempre dizia para pensarmos mais na vida eterna do que na terrena, no céu e não na terra, procurar os tesouros do paraíso e não os do mundo, etc, etc.
Imaginemos a vida como um ovo, esta fase que vivemos é apenas a casca, a casca serve para manter o interior do ovo conservado, interior esse que tem utilidade. Desta forma devemos ter em mente a eternidade e não a efemeridade desta vida, afinal ela é só a casca. Com esta maneira de pensar olhamos para o mal como algo que não existirá na vida eterna no céu, encaramos o mal como algo efémero.
Quando matam uma criança, atónitos, muitos de nós perguntamos: Porque Deus permitiu? Bem, Deus agora tem essa criança no céu e ela está bem melhor que nós, seu corpo era a casca, mas o seu interior é muito mais importante.

O Fim do Mal
O mal e todos aqueles que amam o mal vão para um sítio chamado Inferno. Quem não ama o bem já ama o mal, porque quem ama o mal odeia o bem. Quem não quer ir para o Inferno deve encaminhar-se para o Céu, porque o Céu é para quem quer, o Inferno é para quem não quer. Jesus é para quem quer salvação, Satanás é para quem não quer salvação. Quem quer perdição, não quer salvação. Porque todos nós fomos projectados para ir para o céu, como tal quem não quiser o céu, vai para o local dos que não querem. Com isto Deus faz um favor àqueles que não quiseram que Deus estivesse com eles na terra. Se não quiseram Deus com eles na terra, Deus, no Céu, também não os quererá.

PERGUNTA 2
Intro
A pergunta 1 já foi explicada, mas desta explicação pode suscitar uma outra pergunta, a pergunta 2:
Quando Deus criou os seres humanos, sabia a priori que alguns iriam para o Inferno, então porque mesmo assim os criou?
A estratégia da pergunta é basicamente tentar mostrar que afinal Deus não amou a sua criação e tentar mostrar que a Bíblia se contradiz. Mas não é isso que acontece.
Como é que um Deus que não ama a sua criação, poderia dar-lhe uma exelente habitação, capacidade de ser feliz, amor, preocupação? Ainda que permitindo o aparecimento do mal, chegou ao ponto de dar o seu filho para salvação de TODA a criação e ainda para mais nos tem preparado lugar junto de sí na sua própria habitação, como pode não amar? E ainda hoje ajuda e soluciona, como não ama? Agora vejamos quem somos e tentemos vislumbrar o que é um Deus ilimitado...Amou, defenitivamente amou.
A resposta não é falta de amor, então é outra, mas antes de eu a dizer abordemos melhor a pergunta.


Hipóteses

Deus tinha 5 hipóteses:
1 Não criar nada
2 Ter criado um mundo sem liberdade
3 Ter criado um mundo livre onde não poderiamos pecar
4 Ter criado um mundo livre onde poderiamos pecar mas no qual todos aceitariam a salvação de Deus
5 Ter criado um mundo como temos agora

Vamos comparar a hipótese 5 com todas as outras:
1 Quanto à hipotese 1, não é comparável, não se compara nada com alguma coisa, seria como comparar maçãs com não-maçãs, impossivel.
2 A segunda opção seria sem dúvida uma opção onde não haveria mal, mas também não haveria bem moral, ninguém poderia sentir o amor, seria tudo mecânico.
3 e 4 Estas opções são incompativeis com elas mesmas, sendo livres as pessoas poderiam fazer o que quisessem, se estivessem limitadas a fazer tudo menos pecar, já não seriam livres. Da mesma forma no ponto 4 não existe liberdade, se todos fossem levados a aceitar a salvação então eles já não seriam livres.

A liberdade de escolher implica escolhas, se uns teimam em fazer a má...é exactamente isso, liberdade.

Persciência é diferente de Predestinação
Deus ao criar cada pessoa sabia o que essa iria ser, mas não destinou o que iria ser. A Bíblia está repleta de profecias, as profecias não foram escritas como que sendo predestinações, não, as profecias foram escritas através da presciência de Deus, Deus sabia o que aconteceria antes desse facto acontecer. Judas traiu Jesus, não porque estava profetizado, mas sim porque ele quis.
Então quando Deus deseja mesmo assim criar uma pessoa sabendo que esta escolherá o Inferno, ele não predestina essa pessoa ao Inferno, simplesmente sabe as escolhas que essa pessoa irá fazer.


O Porquê
Para provar que Deus realmente deu liberdade de escolher, para provar que quem não quisesse ir para o céu não iria. Se Deus evitasse o nascimento daqueles que não quereriam estar com Jesus, então Deus não poderia provar que se alguém escolheu o Inferno era para lá que iria. Não estaria na Bíblia que aqueles que praticassem o que Deus não quer e não se arrependessem estariam separados dEle, porque não haveria prova disso.

O Bem está acessivel a todos
O Bem está acecivel a quem quiser, o céu é para quem quiser, se alguém não foi para lá foi porque não quis, Deus jamais colocou no Inferno quem quis o Céu. A pessoa de Jesus Cristo revela isso mesmo, salvação para quem quiser, sem acepção de pessoas.

A Minha Ignorância
Declaro que este texto tem afirmações que não tive espaço para explicar melhor, tem afirmações que não sei explicar melhor e existem coisas que jamais conseguiremos entender. Sei pouco, mas com o pouco que sei, vejo e sinto, através de um raciocínio simples leva-me a estas respostas. O Mal ainda perturba, é dificil entendê-lo, mais dificil explicá-lo. Apenas conhecemos em parte, mas quando vier o que é perfeito o que é em parte será aniquilado(3)

CONCLUSÃO
Este tema defenitivamente poderia ser mais desenvolvido, além do mais existem mais perguntas e mais respostas acerca do mal, do bem e de Deus, mas este post já foi bastante longe...Espero que alguém o leia e compreenda que nenhuma das perguntas abordadas tem sustento suficiente para agredir evidência de Deus.



1 C.S. Lewis, Mere Christianity (Cristianismo puro e simples), pag 45
2 G.K. Chesterton, The man who was thursday (O Homem que era quinta-feira), pag 176
3
1Co 13:10
Philip Yancey, Rumores de outro mundo
Norman Geisler & Frank Turek, Não tenho fé suficiente para ser ateu