quarta-feira, setembro 05, 2007

Centena

Associamos ao número 100 um significado característico, é um número redondo, achamos apropriado celebrá-lo. Os centenários geralmente são todos celebrados de uma forma especial, mais especial que o número 99 ou 101, o 100 tem um significado especial. A razão é meramente cultural. Bem mas para quê esta introdução? Simplesmente porque também eu achei agradável celebrar o post número 100. Foram muitos comentários, algum tempo a pensar, algum tempo a repensar, algum tempo a escrever, etc.
Dou graças a Deus por tudo o que escrevi e tudo o que aprendi ao escrever para outros, é uma experiência interessantíssima, é impossível calcular os efeitos de 100 posts, só sei que para mim tem sido muito bom.
Quem sabe, se Deus quiser e eu também, no post 200 farei outro post deste género. Até lá continuarei contra toda a impiedade, contra toda a idolatria, contra toda a falsidade, contra toda a teoria contrária ao conhecimento de Cristo, contra os idealismos pós-modernos, contra todas as aberrações filosóficas, contra toda a fonte humana e/ou diabólica que contamina mais este mundo, manifestando a única Verdade, os fundamentos inabaláveis, no nome de Jesus Cristo, o grande Eu Sou.

sábado, setembro 01, 2007

Insectos, Vírus e Bactérias

(...)
Rogério: Então nesse caso estás a dizer que o teu Deus, também criou bactérias, vírus e insectos. Então Ele é o responsável pelas doenças de todo o mundo!
Mário: Se criou tudo obviamente que também criou as bactérias, os vírus e os insectos.
(...)


Relato do Génesis
O Relato do Génesis acerca da criação, por incrível que pareça, não faz menção a nenhum dos seres mencionados pelo Rogério. Porém sabemos que a única pessoa que pode criar, no sentido de originar, é Deus. Como tal Deus realmente criou insectos, vírus e bactérias, mas não os criou no início do mundo, Ele criou tudo perfeito, como Ele é.

Origem dos Insectos, Vírus e Bactérias
A meu ver, o que vou dizer não está literalmente escrito na Bíblia, todos esses seres surgiram como consequência do pecado, para que se cumprissem as palavras de Deus "certamente morrereis". "Espinhos, e cardos também, te produzirá;" e com os espinhos e os cardos, possivelmente vieram também os insectos, as bactérias e os vírus.

Os Benefícios Destes Seres
Existem evidentemente alguns benefícios a respeito dos insectos por exemplo, produzem ceda, mel, laca, seda, etc, para lá de que alguns ajudam na composição. Mas o que é que isto quer dizer? Não tenho dúvida que se Deus quisesse exterminar o mundo faria um dilúvio, o caso não é esse, é como que a lembrar o pecado, moer o Homem e a muitos provocar a morte. Se estes "bichos" não são completamente maus, ou têm algumas coisas, as quais o ser humano tornou em bom, graças a Deus, nem tudo é mau.

segunda-feira, agosto 20, 2007

Resiste e Vencerás, Sacia e Perderás.

Quando alguém tem falta de alguma coisa, uma vez a tendo, tenta de alguma maneira recuperar a falta dessa coisa, com o seu uso excessivo. Como por exemplo, alguém que tem muita sede, ou melhor, tem muita falta de água, ao encontrar água, ou até um outro liquido, abusa desse mesmo liquido, mais do que beberia no seu estado normal, muito mais. Acontece com a sede, com a fome, com a saudade, etc.

Por experiência, reconheço que quanto mais tempo se fica com a falta de algo, mais loucamente se reage face à utilização dessa coisa uma vez encontrada. A indústria cinematográfica, particularmente, tem explorado bastante esta ideia, na qual pessoas se matam por comida, medicamentos, pessoas.

Onde quero chegar é que a falta, tem um efeito interessantíssimo, especialmente no ser humano. Mas atenção, a falta de algo que já se teve.
Ainda se pode observar, que esta ânsia por satisfazer a falta, não dura muito tempo, porque acaba com a morte do desejo. A pessoa faminta acaba por morrer, o vingador acaba por desistir, o amante acaba por desanimar, o detective pára de procurar.
Em resumo, a procura morre com o desejo.

Se saciarmos a sede, ela desaparece por um pouco, mas volta. Muitas vezes combater a falta é ficar escravizado por ela. Existem muitas coisas que devemos deixar de alimentar e de procurar, na verdade vamos passar fome delas, mas ficaremos libertos delas também.
A interpretação fica com o leitor, mas permita-me abordar um outro ponto. Para um viciado em droga, ficar livre, ele não precisa de suplementos para enganar o desejo, isso acaba por ser alimentar o desejo, assim o vício nunca desaparecerá, a resistência até à "morte" é a única maneira de vencer.

Por último deixe-me esclarecer a dependência lícita e a ilícita, porque existe o desejo lícito e o desejo ilícito. Uma vez disse a certa pessoa para ela largar o vício do tabaco, essa pessoa disse que eu era viciado em comida. Ora desejar comida em medida e comer regularmente, não é nem um desejo ilícito (porque faz bem à saúde), nem um vício (porque sem ela não posso viver). Uma dependência envolve um aprisionamento a uma coisa da qual não depende a minha vida.

terça-feira, agosto 07, 2007

Descanso

A Bíblia relata que Deus depois de ter criado o mundo descansou. Ora não acredito que Deus se canse ou sofra desgaste, como tal não me parece que Deus precise de descansar no sentido de restabelecer forças. Todavia a Palavra de Deus demonstra tantas vezes a sua inspiração Divina, mostrando aparentes contradições, mas que servem mesmo para esconder verdades fantásticas. É impressionante que o Génesis comece a relatar o poder Criador de Deus e depois diga que ele está condicionado ao cansaço! Não faz sentido, diz o "olhar superficial". Porém aí o que se quer dizer é alguma outra coisa.

O Cansaço e o Descanso

Existem pessoas, que dizem: "Deus descansou, porque não eu?". Bem, o descanso é algo muito necessário, e Deus aliás queria é que nem nos cansássemos. Se repararmos, o cansaço parece-me uma consequência do pecado: "No suor do teu rosto comerás o teu pão". Creio firmemente que Deus criou o homem imune ao cansaço, como Ele mesmo era.
Acredito que se quisermos descansar, fazemos bem e Deus apoia, só acho que não é porque Deus tenha ou não feito a mesma coisa, mas sim porque precisamos.

O Descanso Divino

Algumas pessoas podem dizer que este descanso era o acto de observar e contemplar o que tinha criado. Não quero fazer qualquer tipo de dogma, e se esta ideia lhe é útil eu acho que deve considerá-la. A mim porém não é, mas posso vir a mudar de ideias, de qualquer forma a minha salvação não depende desta questão!
Se o descanso de Deus está associado à contemplação, a Bíblia deveria dizer que Deus descansou após cada dia, uma vez que contemplou e viu que era bom. Continuo a achar que este descanso esconde algo fantástico.

"E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera." Gen 2:3

Deus abençoou e santificou o dia em que descansou. Este dia ficou tão importante, ao ponto deste dia se tornar o dia por excelência para o louvor a Deus, tanto que algumas outras práticas deveriam ser cessadas. Parece-me o que o dia do sábado é aquele em que Deus, recebeu louvor pela sua criação, louvor tanto da parte de anjos como da própria criação "terrena". Como tal me parece que o descanso de Deus seja o tempo onde realmente Ele parou, não por cansaço mas por vontade de ver a sua criação em acção e em acção louvando o seu nome. Tanto que esse dia ficou separado para a função de louvor a Deus.

Guardaremos o Sábado?

Nós não sabemos o dia da semana em que Deus realmente descansou, até podia ser uma quarta-feira! O importante é haver um dia da semana, o qual separamos especialmente para Deus. Os Cristãos primitivos escolheram o Domingo, como celebração da ressurreição (que foi no primeiro dia da semana) e como celebração também da descida do Espírito Santo (que também foi no primeiro dia da semana).
Se quiser guardar todos os dias da semana para louvar a Deus, é livre para isso! E isso é bom! Mas não obrigue ninguém a guardar o mesmo dia que aquele que você guarda. O Apostolo Paulo diz: "ninguém vos julgue pela guarda dos dias".

Descanse, não porque Deus descansou, mas porque você precisa.

sábado, julho 28, 2007

C.S. Lewis e Antony Flew

Ambos foram ateus, ambos deixaram de o ser. C.S. Lewis era professor de literatura medieval e renascentista, Antony Flew era professor e filosofo. Ambos por vários anos defenderam o ateísmo, acontece que a dada altura substituíram uma fé que não conseguíam sustentar, pela evidência da existência de Deus.
C.S. Lewis ficou impotente diante da moralidade presente em cada ser humano, concluiu que existia alguém que queria que agíssemos de uma maneira e não de outra. Flew confessou que as teorias ateístas sobre a origem da vida e da reprodução geravam demasiadas perguntas em vez de respostas, concluiu que só Deus podia gerar a vida. Assumiu que a ideia de algo inorgânico vir a se tornar um ser de alta complexidade é um absurdo.
Flew e Lewis são apenas exemplos célebres, em todo o mundo muitas pessoas têm renunciado ao orgulho e assumido que realmente Deus existe.

segunda-feira, julho 16, 2007

Jesus é Deus

Ele existiu, duvidar da sua existência é querer deixar em oculto toda a história antiga, uma vez que Ele é a pessoa mais documentada do mundo antigo, tanto por crentes, como por cépticos. Morreu e ressuscitou, provou que era Deus, mostrando o domínio sobre a morte, comprovou que a sua atitude e os seus ditos eram de um Deus pessoal que se fez Homem. Está aberto o campo da fé, para crer nele como único e suficiente Salvador ou como Impostor. Ou Deus ou Louco. Ele não deixou mais nenhuma hipótese de escolha, como disse C.S. Lewis. Era intolerável um grande mestre de moral, dizer-se Filho de Deus e perdoar pecados, ora com que direito alguém que eu nem conheço diz que os pecados de quem pecou contra mim estão perdoados, caso não seja Deus?
Considere-o louco e loucos os que o seguem, ou então "ajoelhe-se e chame-o de Senhor e Deus" e irmãos aos que o seguem. Contudo fique lembrado que dará contas da sua decisão e a sua eternidade está dependente disso. Se não o quiser, Ele não o quererá, por outro lado, se o desejar, Ele já está aí ao seu lado.

quarta-feira, julho 04, 2007

Mudança

Ouvimos falar muito de mudanças, principalmente em relação ao ser humano, mudança em relação à atitude ambiental, mudança em relação a determinadas leis, mudanças de comportamentos, etc.
Acredito que muitas das mudanças que o ser humano quer fazer são úteis, por outro lado também sei que nunca terão sucesso da forma que as querem implementar.

Uma verdadeira mudança é de dentro para fora e não de fora para dentro como tentaram alguns regimes totalitários. Essa mudança verdadeira muda tudo ao redor, a mudança totalitária muda tudo ao redor menos o coração de cada um, por isso não é nada que possa fazer alguém feliz, apenas cria revolta.
Um mau coração torna tudo à sua volta em algo mau, mesmo que tudo seja bom, um coração bom torna tudo à sua volta em algo bom, mesmo que tudo seja mau. Como tal para uma humanidade melhor precisamos de bons corações.

Se queres mudar o mundo, tens de começar a mudar-te a ti mesmo, esse é o rumo a seguir, o que está à tua volta mudará instantaneamente, os teus gostos, a tua maneira de ser, etc. Uma mudança interior mudará tudo aquilo a que estás de alguma maneira ligado, não me estou a referir às pessoas que te rodeiam, elas podem mudar ou não, mas será mais fácil elas mudarem se tu mudares primeiro.

A mudança a que me refiro é a única que te pode mudar completamente, porque é aquela que exige uma entrega total. Entrega total, mudança total; entrega parcial, mudança parcial. Se mudares a tua maneira de pensar será bom mas não é suficiente, tens de mudar o rumo do teu coração, uma mudança que transforme os gostos, não pode ser pela força intelectual, não seria uma mudança genuína, seria como uma pessoa que decide fazer uma dieta e está numa constante luta entre o que quer e o que pode querer. Uma mudança deste género não é total, é preciso mudar o gosto, a vontade. Mas para mudar o gosto e a vontade, isso é impossível ao ser humano, precisamente por este facto de ser impossível ninguém se pode gloriar desta mudança e também nem sequer importa o estado em que tu estás, não serás tu a mudar-te, mudar-te-ão a ti. Se aceitares esta mudança, não te vais transformar numa boa pessoa, vais te transformar numa nova pessoa, porque tudo vai mudar em ti, começando desde o mais íntimo que há em ti até àquilo que te rodeia.
Vem mudar, não venhas como deves ser, nem como deverias ter sido, vem tal e qual como és, mostra que precisas de mudar.

Apenas esta mudança pode mudar o mundo, porque é a única que transforma completamente. Esta transformação é tão poderosa porque é feita por Deus, podes ser mudado pedindo para Ele te transformar, aconteceu comigo e com milhões porque é que não pode acontecer contigo? Só não muda quem não quer mudar, quem acha que é bom o suficiente e se achas que és bom o suficiente porque é que ainda não mudaste o mundo?

domingo, julho 01, 2007

Problemas do Humanismo Secular

O Humanismo Secular é uma maneira de ver o mundo que assenta em princípios não empíricos, embora esta ideologia se considere apologista da razão e do método científico. Vou passar a transcrever alguns princípios do Humanismo secular seguidos de um comentário.

"o facto de desconhecermos qual a explicação para um fenómeno, não significa que esse seja um fenómeno sobrenatural. Significa simplesmente que estamos perante algo que merece a nossa investigação."

O Humanismo Secular faz um descrédito antecipado de fenómenos sobrenaturais, impressionante que não sabendo qualquer explicação para o acontecimento, os humanistas estão prontos a rejeitar a priori uma explicação sobrenatural, alimentando uma visão cega e não uma visão sábia, a visão sabia seria partir em aberto a qualquer explicação e não ser altamente céptico a tudo o que seja contrario à sua ideia de partida. Com uma ideia definida à partida as conclusões serão sempre derivadas da da ideia de partida, logo os resultados nunca serão autênticos.

"O Homem é um ser constituído por matéria e é produto da Natureza. A consciência do homem está ligada aos mecanismos da sua mente."


Para o Humanismo a diferença entre Hitler e Madre Teresa de Calcutá, é apenas produto da natureza, com esta maneira de pensar porquê punir alguém num tribunal? Afinal tratam-se de reacções incontroladas, o reconhecimento de bem e mal é derivado de mecanismos da nossa mente que evoluiram com o tempo. Eu pergunto, como podem saber isso? Segundo a mesma teoria a sua própria teoria não passa de um rumo da natureza.

"Dado que racionalmente não é possível provar a existência ou inexistência de um Deus, os Humanistas são geralmente Agnósticos ou Ateus."

Como pudemos constatar, o H.S. baseia-se em fundamentos não provados, nem explicados dos quais, a impossibilidade da explicação da existência de Deus, recusando assim a priori a discussão e o debate sobre este tema. Mais curioso ainda é que, devido ao facto de (segundo o H.S.) ser impossível provar a existência ou inexistência de Deus os Humanistas são geralmente ateus! agnósticos eu ainda "percebo", mas ateus? Segundo uma ideologia que diz que é impossível provar a inexistência de Deus, ter ateus... Só prova que alimentam uma fé cega e uma vontade impressionante de fugir da realidade Divina.

Abordei apenas alguns princípios, e não significa que todos os princípios do Humanismo secular sejam problemáticos. Quero porém deixar claro que o Humanismo é uma fuga a Deus, isenta da racionalidade que tanto defendem.

segunda-feira, junho 25, 2007

Duas Naturezas

Maria é a mãe de Jesus
Jesus é Deus
Logo Maria é mãe de Deus


Seguindo este simples silogismo ficaríamos com uma ideia errada acerca de Jesus e da Bíblia, as premissas são apenas retiradas da Bíblia o argumento está bem construído, afinal qual é o problema?
O Problema é que Jesus tem duas naturezas, a Divina e a humana. Maria é a mãe de Jesus homem, porém não de Jesus Deus o qual existe desde o "princípio", logo seria impossível Maria ser mãe de alguém que já existia antes desta nascer.
Jesus tem duas naturezas, Maria é apenas a mãe física de Jesus homem, a mulher escolhida para Jesus vir à terra. O problema do silogismo é que mistura duas naturezas, Jesus é apenas uma pessoa, porém com duas naturezas, Ele é o filho de Deus e ao mesmo tempo filho do Homem, ora Deus é homem? Não, o que isto significa é que Jesus tem duas naturezas. Talvez estes versículos:

"Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;" Filipenses 2: 6 e 7

É difícil de entender, para nós que só temos natureza humana, porém não se trata de algo ilógico, vejamos então desta forma:

Maria é (foi) a mãe de Jesus homem
Jesus é o filho de Deus
Logo, Jesus tem duas naturezas

terça-feira, junho 19, 2007

Influência

É incrível o estado a que um ser humano pode chegar, a um estado completo de degradação, a ponto de se tornar assassino, adúltero, traidor, pedófilo, suicida, entre todos os outros nomes relativos a acções degradantes. É demasiado mau para se compreender, porém é inevitável fazer a pergunta, como alguém chega a este estado?
Estou consciente que as personalidades não surgem do nada, como qualquer outra coisa, por vezes os maus tratos na infância, crescer sem educadores ou sem atenção dos mesmos, perder um familiar numa altura específica da vida, traumas, infelicidade, solidão, desprezo por parte da sociedade em geral, um sei lá de coisas que não desculpam, mas ajudam-nos a perceber muitas vezes o porquê de determinadas acções.
Se pensarmos num problema de alguém e recuarmos uma geração, a influência será imaginemos, de um pai, por outro lado este pai, esteve na guerra e o seu consciente ficou alterado, por conseguinte esta guerra surgiu devido a influência de duas pessoas, as quais negligenciaram os seus ensinos devido àquilo que a vida foi para eles, o que os levou a tomar medidas que não fariam se não passassem pelo que passaram, e assim poderíamos ir, indefinidamente, chegaríamos então a um Adão que diz que a culpa foi da Eva, a uma Eva que diz que a culpa foi da serpente, a uma serpente que não diz nada porque também nada lhe foi perguntado e também porque não tinha nada a dizer porquanto todo o mal surgiu a partir desta.
Todo o mal é devido a este agente, directamente ou indirectamente. Perguntamos: portanto o mal não é devido às pessoas? Não. As pessoas fazem as coisas, poderiam não as fazer, ainda que aliciadas para tal, como por exemplo Eva, por outro lado Eva deu do fruto a Adão sem qualquer influência directa da serpente, tal como Adão a comeu sem qualquer influência directa da serpente. O mal existe devido a uma influência directa e indirecta do Diabo, pessoas em estado caótico são causa de sua permissividade face a influências directas ou indirectas por parte de demónios.
Quando alguém está num estado caótico essa pessoa não deve ser discriminada porque fez isto ou aquilo, por ser este ou aquele, as pessoas são assim devido a influências, estas pessoas são falíveis, todos nós o somos, mas o mal praticado é devido à influência, a nossa natureza pecaminosa já por si é uma influência indirecta que descende desde Eva.
Daí não está em causa o grau de maldade alguma vez feita por um ser humano, o amor de Deus é e será para com este,o ódio de Deus é e será para com o Diabo e os seus demónios sempre.

quarta-feira, junho 13, 2007

Super-Heróis

Ao olhar para algumas bandas desenhadas, filmes, séries e até desenhos animados é engraçado encontrar super-heróis, aqueles que salvam pessoas e muitas vezes o mundo inteiro no último segundo por serem homens ou mulheres com algum poder, ou por terem alguma capacidade mais desenvolvida.
Sem dúvida isto revela alguma coisa, revela no mínimo que a temática dá dinheiro, se dá dinheiro então é porque as pessoas gostam, é uma opção a ver o noticiário, onde geralmente os vilões vencem sempre e pessoas morrem constantemente. O que as pessoas querem e eu também, é a paz, porém muitos de nós não o conseguindo ficamos pela esperança de um super-herói, ou de um médico sobredotado, para nos livrar de alguns dos nossos problemas, ou até talvez toda esta história de super-heróis, para alguns simplesmente seja um bom passatempo, ou então como disse à pouco uma alternativa ao mundo real.
Não tenho dúvida nenhuma que existem muitas pessoas sem paz que têm vivido a vida à espera de um super-herói, têm até colocado a sua confiança nesse "herói", seja ele um político, um filósofo, um santo, até mesmo em Deus como salvador, mas salvador circunstancial, vivendo a vida a seu belo prazer, sem paz, porém no aperto da vida, Deus é o nome por quem chama, não sei se por influência do estereotipo de herói, o qual salva pessoas e nunca revela a sua identidade, um super-herói sempre lá porém com o qual não venha a existir relacionamento.
Só posso constatar que grande parte da Humanidade, vê em Deus um super-herói, daí até muitos nem acreditem nele, mas Deus não é um super-herói. Enquanto não se entender isto, nunca haverá paz pessoal, ainda que sejamos muito religiosos, seremos apenas fãs de super-heróis, enquanto deveríamos ser, porque este é o propósito para a vida, filhos de Deus. O filho, não colecciona t-shirts, autocolantes, estátuas e jogos de computador do seu Pai, ele tem algo muito melhor, um relacionamento. No último momento não grita por socorro, tem algo melhor, o conselho prévio do seu pai.

quarta-feira, junho 06, 2007

Os media no tocante ao Divino

Os media como parte integrante e modeladora da sociedade obviamente transparecem a sociedade, ou no mínimo algo da sociedade, seja no tocante a que tema for, neste post gostaria de deixar uma reflexão sobre os media e a sua relação com o Divino.

Os media são um mercado, se pensarmos que estes são apenas servidores do consumidor é falso, existe toda uma mercantilização, especialmente na televisão. Os media mostram o que lhes trás conveniência, infelizmente. se possível diriam até mentiras e às vezes dizem, talvez só não digam mais para não perderem "clientes". Desta maneira podemos encontrar os media numa linguagem de conveniência ainda que esta se contradiga, não é de admirar, o carácter principal é agradar a quem vê, porém agradar nem sempre é fazer o correcto. É muito fácil encontrar linguagem dupla nos media, tal como linguagem de conveniência, um exemplo de conveniência:
Todos sabemos o que aconteceu com a menina de nacionalidade britânica, Madeline, foi e é uma situação muito triste e embora os media pudessem ajudar com a sua cobertura, não passou porém de conveniência, o exemplo disso são as outras crianças que desaparecem em Portugal, todas as que estão a morrer à fome, todas as que são maltratadas pelos pais, etc, que não são retratadas.

No que diz respeito a Deus, religião, etc, trata-se apenas de conveniência e mercantilização, infelizmente. São poucos os casos, e apenas acontece quando feito por terceiros, em que a abordagem do Divino não é feita numa linguagem de conveniência, porém já a cedência é uma estratégia para angariar mais audiências ou leitores.
Quero abordar três exemplos:

"Código de Da Vinci" VS Fraude do "Código de Da Vinci" : É engraçado que os media no recente lançamento do livro de Dan Brown, apoiaram até a ideia e quiseram até deixar em aberto toda a controvérsia, quando estava a deixar de vender então fizeram alguma coisa para demonstrar que era falso e continuaram a vender.

Islamismo e Terrorismo: O que tenho assistido nos media foi que só se passou a falar de Islamismo (com algum destaque) após acontecimentos terroristas, especialmente o 11 de Setembro. E é interessante também que a abordagem ao Islamismo só aconteceu por causa do Terrorismo, assim todo o noticiário e até documentários não passam de estratégias (salvo excepções).

Cristianismo e Catolicismo: Principalmente na televisão Portuguesa, Cristianismo é sinónimo de Catolicismo. Porquê? Conveniência! Quando alguém é convidado para falar da Bíblia, do Natal, da Páscoa, de Jesus, etc, quem é convidado é um Padre, porque não é um ministro de outra denominação? Conveniência. Uma vez que existem muito mais católicos (praticantes ou não) que todas as outras denominações juntas dar abertura a outros para falar que não católicos era pôr em causa muitas audiências.

quinta-feira, maio 31, 2007

O Projecto Inteligente é Ciência

Tem existido um, de vários clamores, por parte do ateísmo em relação ao Projecto Inteligente que diz que este não pode ser considerado ciência. Com este argumento falacioso poderia ser descartada a ideia do Desenho Inteligente sem sequer saber no que se baseia, avaliemos a afirmação então.
A ciência é uma busca pelas causas, existem causas inteligentes e causas naturais. Porém a definição tendenciosa por parte de alguns darwinistas é tendenciosa, ela rejeita à partida causas inteligentes. O paradigma reside em que os darwinsitas não rejeitam a arqueologia, a ciência criminal, entre outras. A questão do Projecto Inteligente não ser ciência é apenas uma desculpa. O Projecto Inteligente também utiliza o método científico e está pronta a ser refutada se surgir algo que possa refutar. A ciência das origens está aberta a descobrir causas inteligentes, a predefinição discriminadora usada por alguns darwinistas é que não é ciência, afinal foi decretada por uma forma inteligente...
As portas fechadas a Deus por uma pseudo-ciência são apenas devido a uma visão naturalista das cosias e não porque isso tenha sido descoberto.

domingo, maio 27, 2007

O Inferno

A Bíblia é explícita em dizer que existe Inferno. É também explícita em dizer que foi criado para o diabo e os demónios.

Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; Mat 25:41

Ao lermos este versículo e também os que o antecedem entendemos que o Inferno também vai ser (uma vez que Jesus está a ter um relato profético) um local para onde irão humanos. E assim surge uma espécie de duelo ético, no sentido em que um Deus sobremaneira bondoso, coloca parte da sua criação, que ama / amava num local horrível.

Diabo e seus anjos
Esta espécie de criaturas não têm perdão, foram traidores. Criaturas cujas capacidades lhe conferem mais responsabilidade, no sentido de que estes não têm perdão ao pecarem.

Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram... 2Pe 2:4

É notório que para estes foi unicamente o Inferno preparado.

Humanos
O ser humano não é uma criatura angélica, e em toda a Bíblia está manifesto que Deus não quer que este vá para o Inferno, aliás, nem sequer o Inferno foi criado para o Homem como pudemos ver. Por outro lado existem pessoas que vão para o Inferno.

Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva.... Eze 33:11

É manifesto que Deus quer que os seres que criou, que têm hipótese de reconciliação, vivam e vivam eternamente com Ele.
O facto de Deus mandar alguém para o Inferno é unicamente um favor, concedendo àqueles que na terra não quiseram a Deus, que assim vivam para todo o sempre, é também verdade que enquanto o ser humano vive, Deus quer que este aceite o dom da vida eterna e o perdão dos pecados que Ele tem para oferecer.

Deus é Amor e quer fazer da vida de cada um, uma vida com sentido, o Inferno não é para o ser humano, ir para lá significa ser enganado por aquele que já tem a sentença ditada, felizmente o perdão ainda é real.

sexta-feira, maio 25, 2007

A Origem do Mal 2

O Fim do Mal
Segundo toda a lógica do post anterior, o mal só pode deixar de existir por duas maneiras, ou o bem deixa de existir, ou então todas as criaturas racionais passarão apenas a tomar decisões conforme devem ser tomadas (atenção, não exige o fim do livre-arbítrio).

Predominância do Bem
Por outro lado uma solução plausível para acabar com o mal é colocá-lo numa "quarentena" infinita, para assim predominar o bem num local distinto.

A favor colocar os comentários deste e do post anterior na secção destinada a este post.

quarta-feira, maio 23, 2007

A Origem do Mal

O que é o Mal
o antónimo de bem, nocivo, prejudicial, etc.

O Mal é precisamente ausência de Bem. A escuridão é ausência de luz, frio é ausência de calor, mal é ausência de Bem. O texto que passo a transcrever dá uma ideia muito boa do que quero dizer.

"O mal não é um ser ou uma coisa. Não é concreto mas abstrato. Portanto, não é uma criatura ou uma criação. O mal é uma característica ou estado de um ser, coisa ou facto. É como um apêndice que precisa de um suporte. O "mal" é um título que damos para algo mau. Se eliminarmos o "algo", não sobrará nenhum mal, pois este está condicionado à existência do seu portador ou hospedeiro."

O mal é sempre um parasita, não existe por si só. O mal existe mediante um acontecimento contrário ao que foi projectado para proporcionar o bem. A título de exemplo, comer é uma coisa boa, porém se esta acção for feita da forma contrária à qual foi determinada , torna-se algo mau.
Assim se alguém pode ser responsável pelo mal é quem arbitrariamente decide rejeitar o bem e o que este implica.

Conclusões
O mal é algo que não é criado, o mal está dependente do bem para existir. Existe mediante a existência do bem, o bem pode transformar-se em mal, mediante o seu mau "uso". Logo se o mal não é criado nem Deus nem Satanás o criaram.
Um certo pensamento moderno tem pendido para a ideia de que nem bem nem mal existe, acho que não é difícil perceber ao olhar para o mundo, que existem coisas más e coisas boas, aliás parece-me até que é uma ideia inata.

Bíblia
A Bíblia claramente diz que Deus é bom e nele não há mal, que não consegue conviver com o mal, etc. Por outro lado aparece um versículo na Bíblia aparentemente contraditório, vejamos o que diz:

Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas.
Isa 45:7


Segundo o texto hebraico original o que este trecho significa é que Deus castiga, e não que Deus realmente tenha criado o mal, tanto mais que este "crio o mal" vem por oposição a "faço a paz" e não em oposição de bem.


este post está interdito a comentários, para comentar, é favor comentar na parte 2 deste post

sexta-feira, maio 18, 2007

Afinal sabemos quem somos?

Ao ler algumas estatísticas relativas À taxa de suicídio e para-suicídio em Portugal, verifiquei que em primeiro lugar e infelizmente, que a taxa está a subir, depois também reparei que se acentua muito mais à medida que a idade avança, sendo que os mais jovens suicidam-se menos que os mais velhos.
É catastrófico alguém chegar a este ponto, o desespero, a falta de propósitos para a vida, a infelicidade. Um mundo que tem experimentado tudo e que tem tido cada vez mais coisas, está cada vez mais farto de tudo. A busca incessante por prazeres momentâneos e coisas novas, não fez com que o ser humano achasse o sentido da vida. E eu pergunto: "Sabemos que somos?".
O acesso à informação e ao conhecimento é cada vez maior, porém o mundo ainda não sabe quem é, com dúvidas de onde veio, sem certezas para onde vai, sem saber o que fazer aqui. O Homem tem buscado respostas dos mais variados tipos, mas será que alguma vez soube quem era? Tenho visto o mundo numa decadência moral e ética horrível. Os grandes objectivos do homem são angariar o maior número possível de posses, outros querem poder, outros contentam-se com a saúde, porém onde está a felicidade?
O ser humano sente que pode ser feliz, caso contrário não tentaria sê-lo, porém sem saber quem se é, não se pode ser feliz. Saber quem se é, é o ponto primordial para se descobrir o propósito para o qual fomos feitos.
Termino o post com uma resposta implícita nas palavras do ateu Bertrand Russell:
A menos que se admita a existência de Deus, a questão que se refere ao propósito para a vida não tem sentido.

segunda-feira, maio 14, 2007

Ateísmo condenado ao fracasso

Imaginemos uma sala cúbica mais ou menos do tamanho de um quarto comum. Se procurarmos um livro por esse quarto e o encontrarmos então concluímos obviamente que o livro existe, por outro lado se não o encontrarmos concluímos que o livro não existe.
Mas imaginemos agora se o tamanho desta sala for indefinidamente grande, ao encontrarmos o livro concluímos que ele existe, porém se o não encontrarmos, nunca poderemos concluir que ele não existe. Pode não existir, pode ser alguma coisa plausível de não existir, porém está longe de ser uma verdade confirmada.
Da mesma forma, quem tem provas de que Deus existe, pode afirmá-lo sem qualquer problema, é uma verdade confirmada. Mas, segundo todo o mesmo raciocínio, quem não tem provas da existência de Deus, não pode afirmar que Deus não existe, apenas se pode confortar com a sua vontade de ser ateu.
Nunca se pode provar a inexistência de alguma coisa quando não temos acesso à totalidade do espaço onde essa coisa pode ser inserida.
O que então constatamos no duelo, existência de Deus vs inexistência de Deus, são crentes mostrando as provas e ateus tentando aniquilar essas provas para ficarem condenados à inconvicção do que tentam aniquilar.
Porém nem a plausibilidade o ateísmo ganha para si, a crença na inexistência, como podemos ver, não pode ser provada, até porque o que tentam provar é exactamente que os argumentos a favor da existência de Deus estão errados e não que a sua ideia está certa. É neste sentido que em vez de analizarem factos e deles retirarem conclusões, os ateus partem da conclusão a priori da inexistência de Deus e repescam factos que devido a más interpretações e associações se tornam armas contra uma ideologia que por sinal usa os mesmos factos.
Uma teoria que tem a sua conclusão defenida antes de ser analisada, está obviamente condenada, uma vez que toda a pesquisa vai estar subordinada a uma conclusão em vez da conclusão estar subordinada à pesquisa.

quarta-feira, maio 09, 2007

Síndrome de Escrivão de Éfeso

Atos 19: 35 e 36
"Então o escrivão da cidade, tendo apaziguado a multidão, disse: Homens efésios, qual é o homem que não sabe que a cidade dos efésios é a guardadora do templo da grande deusa Diana, e da imagem que desceu de Júpiter? Ora, não podendo isto ser contraditado, convém que vos aplaqueis e nada façais temerariamente;"


Este senhor, escrivão da cidade de Éfeso, disse uma coisa que pode ser ouvida pela parte de outro ser humano, que estando errada, às vezes passa impune à correcção como se fosse uma grande verdade, todavia não passa de uma "calinada", como se diz no bom português. Não se trata de um erro de discurso, mas um erro lógico.
Como não se pode contradiar então é verdade, dizia ele! Vejam só, não se diz nada contra então é verdadeiro.
Vamos à analise detalhada.

A Atitude
Em primeiro lugar a atitude deste senhor é de medo de estar errado, parece-me a mim, não vos aconteceu que quando alguém está diante de um confronto às suas ideias e não está confiante, começa a dizer repetidamente a sua ideia sem qualquer fundamentação, e a dizer que não a tudo o que dizemos, e a fazer coisas piores alguns...enfim. Este senhor estava com medo de que aquilo que Paulo andava a pregar fosse verdade, a Ásia estava a ser atingida pelas grandes verdades de Deus através deste homem, portanto o escrivão nem queria ser abordado, mandou o bitaite e acabou por ali a grande discução que se estava a gerar, mas não provou que a sua frase era verdadeira.

As Evidências
De facto este senhor dizia que não podia ser contradito, mas ele nem sabia como defender a sua ideologia, como tal dizer que por não haver anda que contradie então está certa. Existia porém alguma prova?
Se eu disser que todos os acidentes de automóvel acontecem devido às pessoas estarem calçadas, porque em todos os acidentes elas estavam calçadas, seguidamente digo, isto é verdade uma vez que não pode ser contradito. Não faz sentido, as verdades devem ser evidenciadas por provas e não por vontade.

O Apelo
Quem é que não sabe, dizia ele num sentido retórico, quem é o homem que não sabe!? Este senhor está claramente a fazer o apelo do género "O rei vai nu" (história em que apenas os intilegentes conseguiam ver a roupa do rei). Está a dizer que quem não sabe isto não sabe uma cosia evidente, que por sinal não tinha evidencias. A defesa estóica desta tese, por parte deste senhor não passa de discurso, evidências..."pufft!"

Analogia
Alguém diz: "Ninguém provou que os extra-terrestres não existem, então existem", raciocinemos ao contrário'(e da maneira certa): "Ninguém provou que os extra-terrestres existem, então é absolutamente plausível pensar que não existem".
Que fique claro que o que se diz tem de ter provas, se não existirem é absurdo acreditar seja em teorias, histórias, mitos, boatos, etc. Argumentação do género, não existem provas contrárias então é verdadeiro, é falaciosa.

sexta-feira, maio 04, 2007

Saúl, 3 vidas ou má intrepretação?

No último post vimos que Deus não pode fazer coisas ilógicas, hoje vamos desmistificar uma suposta contradição Bíblica ou seja algo ilógico. Trata-se de saber como realmente morreu Saul, uma vez que aparentemente morreu de três maneiras diferentes, mas não, só morreu de uma maneira.
Vamos analisar os textos que têm esta aparência contundente:

I Samuel 31:4

"Então disse Saul ao seu pajem de armas: Arranca a tua espada, e atravessa-me com ela, para que porventura não venham estes incircuncisos, e me atravessem e escarneçam de mim. Porém o seu pajem de armas não quis, porque temia muito; então Saul tomou a espada, e se lançou sobre ela."

II Samuel 1 9 e 10
"Então ele me disse: Peço-te, arremessa-te sobre mim, e mata-me, porque angústias me têm cercado, pois toda a minha vida está ainda em mim.
Arremessei-me, pois, sobre ele, e o matei, porque bem sabia eu que não viveria depois da sua queda, e tomei a coroa que tinha na cabeça, e o bracelete que trazia no braço, e os trouxe aqui a meu senhor."


II Samuel 21:12
"Então foi Davi, e tomou os ossos de Saul, e os ossos de Jônatas seu filho, dos moradores de JabesGileade, os quais os furtaram da rua de Bete-Sã, onde os filisteus os tinham pendurado, quando feriram a Saul em Gilboa."

Pois é, parecem contradições, primeiro Saul suicida-se uma vez que o pagem não o quis matar, depois parece que foi morto por um amalequita o qual alega que Saul lhe pediu para que o matasse, ainda o último versículo aparenta que foi morto pelos Filisteus. Bem...Saúl era grande, mas só tinha uma vida, também é certo que não reencarnou, nem fingiu que morreu, então o que foi? Vamos a isso!
Não se sabe ao certo quem escreveu 1ª e 2ª de Samuel, porém sabemos que foram escritos por um mesmo autor, já que estes dois livros já foram apenas um. Como tal é improvável que uma mesma pessoa escreva a morte de uma pessoa de três maneiras distintas passemos à análise propriamente dita:

Morto por Filisteus?
Não, Saul não foi morto por Filisteus, o versiculo diz que feriram e penduraram, não diz que mataram, passo a explicar, Saul já estava morto porém o povo Filisteu cortou a cabeça a Saúl e pendurou o seu corpo num muro. "E cortaram-lhe a cabeça, e o despojaram das suas armas, e enviaram pela terra dos filisteus, em redor, a anunciá-lo no templo dos seus ídolos e entre o povo. E puseram as suas armas no templo de Astarote, e o seu corpo o afixaram no muro de Bete-Seã." I Samuel 31:9 e 10 Já antes Saul estava morto "Assim faleceu Saul, e seus três filhos, e o seu pajem de armas, e também todos os seus homens morreram juntamente naquele dia." I Samuel 31:6
Saul não foi morto por Filisteus é tudo uma questão de percepção, se eu disser que o individuo A retirou 100 euros ao individuo B todos acham o individuo A criminoso, mas se eu disser que ao Individuo A lhe foi roubada a quantida de 100 euros pelo individuo B, tudo muda. A Bíblia funciona de maneira parecida nestes casos.

Suicídio?
Sim. Explicitamente, dito pelo escritor e mais que uma vez na Bíblia, sem dúvida Saul suicidou-se. "Então disse Saul ao seu escudeiro: Arranca a tua espada, e atravessa-me com ela; para que porventura não venham estes incircuncisos e escarneçam de mim. Porém o seu escudeiro não quis, porque temia muito; então tomou Saul a espada, e se lançou sobre ela." I Crónicas 10:4

Morto pelo moço amalequita?
Não. Em primeiro lugar esta história foi não foi escr pelo escritor do livro. O escritor deste livro, inspirado por Deus, relatou a história que este moço contou a David. A Bíblia relata muitas mentiras ditas, inclusivamente pela serpente no paraíso, etc. No entanto não devem ser acreditadas. E aliás David ficou muito duvidoso no que diz respeito à história dita por esse moço, se alguém ler todo o capitulo repara isso muito bem.
Realmente este moço pregou uma mentira a David, ainda para mais é improvável que o pagem de Saul permitisse que alguém o matasse de forma tão descarada.

Um PS
Pela Bíblia dizer que Saul se suicidou, esta não defende isso, aliás se repararmos o comportamento de Saúl nem estava a ser conforme a vontade de Deus nestes seus últimos tempos de vida. As acções relatadas na Bíblia que devemos fazer são aquelas que Jesus fez ou que vão em conformidade com o escrito de forma explícita para o fazermos e o suícidio não se insere em nenhuma destas.