quinta-feira, março 20, 2008

não consigo ter um título

Não acredito que tudo o que se possa dizer haja já alguém o dito melhor, pois essa pessoa que o disse melhor anteriormente não tinha ninguém que o pudesse dizer melhor. Porém sinto que existem frases que têm um poder de tal maneira mítico que dúvido que alguém as consiga dizer alguma vez melhor. A que escolho hoje abafaria qualquer acessório que lhe quisesse dar, seria como agarrar num cinzel e ir dar mais um toque à "Piedade" de Michelangelo. Deixem-me apenas então dar um certo contexto e logo mais sobressairá uma frase que merece no mínimo alguns momentos de reflexão, seja você quem for.
Deus é amor, se ele mandar alguém para o Inferno continuará a ser Amor, e com muita dor o fará, vejamos então a brilhante frase que (creio eu) Deus deu a C.S. Lewis:

Em suma, existem somente dois tipos de pessoas: as que dizem a Deus: Faça-se a tua vontade; e aquelas a quem Deus lhes dirá por último: Faça-se a tua vontade.



terça-feira, março 18, 2008

Sujeição da Fé ao Livre Arbítrio

Se a argumentação a favor da fé em Deus fosse completamente estanque, o mundo estaria repleto de praticantes convictos de um único credo. Agora imagine-se um mundo assim, em que a oportunidade de escolher livremente a crença fosse negada pela certeza da evidência. Que interesse teria?
Francis Collins


Uma evidência inquestionável a respeito da existência de Deus iria comprometer a possibilidade de termos fé em Deus por livre vontade. Na verdade até Adão na sua existência gloriosa precisou de fé para crer em Deus, tal como Eva. O que é certo é que não creram nos atributos de Deus e deixaram-se enganar pela serpente. O escritor da carta aos Hebreus quando começa a enumerar os heróis da fé começa por Abel, saltando Adão e Eva que não foram exemplo nenhum a nivel de fé.

De facto Deus projectou o Homem com a possibilidade de crer nele ou não, ainda que essa evidência fosse tremendamente óbvia antes da queda. Hoje após a queda do Homem essa evidência não é tão clara, porém continuam a existir motivos suficientes para se crer e ainda liberdade suficiente para não crer.


sábado, março 08, 2008

Arco-iris, Sobrenatural ou Natural?

No século XIII um monge chamado Roger Bacon deparou-se com uma dificuldade que devido à maneira como algumas pessoas a interpretaram lhe valeu o título de herege e como consequência a prisão. Este monge descobriu que o arco-iris ao contrário do que pensava é produzido por uma causa natural, o que se tornou grande dificuldade pois o arco-iris estava associado a um acto sobrenatural de Deus após o dilúvio. A Bíblia diz-nos que Deus estabeleceu um sinal nas nuvens, a aliança entre Deus e os Homens. De que maneira é que isto, enquanto acção de Deus, é algo sobrenatural?

Tenho a dizer que obviamente o arco-íris é um milagre que advém dos grandes milagres que foram a criação da luz e da água com as suas propriedades, logo o arco-íris foi um milagre que Deus preveu que acontecesse quando aparecesse o sol em simultâneo com as nuvens, sendo este o sinal de aliança que Deus de antemão premeditou, fantástico como Deus já tinha planeado graça antes de acontecer a desgraça.

Isto não quer dizer que quando alguém borrifasse água e esta água fosse interceptada por um raio do sol não acontecesse este fenómeno, é claro que acontecia, aqui está em causa que a aliança que Deus fez foi pôr o arco nas nuvens (Gen 9:13) e sabemos que este evento foi o primeiro, porque até este dia nunca o sol apareceu ao mesmo tempo que a chuva (Gen 2:5).

Pode ainda surgir outra questão, será que aquando do dilúvio este arco apareceu? Pode ter aparecido mas quem o viu morreu, quem não morreu não o viu (Noé e família), isto é só o viu no terminar do dilúvio. Quem viu este arco, se é que viu, antes do dilúvio estar consumado viu simbolicamente a aliança a desaparecer, ao contrário de Noé e família que a viu aparecer, o significado teológico permanece.


sexta-feira, março 07, 2008

terça-feira, março 04, 2008

Impossibilidade do "Aparecimento" da Primeira Célula

"Se fizermos uma experiência num tubo estéril e colocar-mos lá alguns fluidos com sais certos, com um equilíbrio perfeito de acidez e alcalinidade, à temperatura correcta, as condições perfeitas para um célula viver e colocar lá dentro uma célula viva. Esta célula está viva e tem tudo o que precisa para viver. Agora pego numa agulha estéril e pico aquela célula e todo o seu conteúdo escapa para o tubo de teste. Tens neste pequeno e engraçado tubo de teste todas as moléculas necessárias para uma célula viver, não só as partes das moléculas mas as moléculas em si. E não consegues criar uma célula viva com o que tens. Não podes voltar a juntar o Humpty Dumpty 1. Então o que te faz pensar que uns quantos aminoácidos dissolvidos no oceano te vão dar um célula com vida? É completamente irrealista!"

Jonathan Wells - Biólogo
(Estraído do documentário A Case for a Creator)


___________________

1 Humpty Dumpty trata-se de uma personagem imaginária que é uma espécie de homem-ovo. Esta personagem estava em cima de um muro, depois caiu e ninguém mais o conseguiu voltar a pôr de pé.


domingo, março 02, 2008

Paradoxo do Transexualismo

Se alguém nasce pensando que nasceu com o sexo errado, essa pessoa tem um problema, concordo com os transexuais, é um problema. Acontece que a solução para esse problema não é uma cirurgia ao corpo, mas sim uma cirurgia à alma. Não pensem que o problema é nascer com o sexo errado, o problema reside num distúrbio psicológico e espiritual que leva a pensar que se nasceu com o sexo errado. Seguindo o mesmo raciocínio qualquer cleptomaníaco em vez de um acompanhamento psicológico ele precisa é que o deixem roubar, absolutamente ridículo. Espero que não usem o mesmo método, que infelizmente têm usado, para alguém que pense ter nascido macaco, ou algo assim. Não estou a tentar ridicularizar, só estou a expor uma situação que é ridícula por natureza.
Posso comprovar com facilidade o que digo, vejamos: Os transexuais dizem que nascem com um sexo diferente do género a que realmente pertencem, porém depois da operação plástica, ou melhor de umas 17 operações plásticas, precisam de acompanhamento psicológico. Afinal há no meio de tudo isto muito mais a se dizer.
Saibam que o que os transexuais precisam enquanto criaturas de Deus, é descobrir os seus propósitos, e Deus está disposto a revelá-los.


segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Porporcionalidade da Nacionalidade em Relação à Religião

Existem pessoas que dizem que consoante o sítio onde determinada pessoa nasceu, essa pessoa tem maior tendência a adquirir a religião predominante nesse determinado lugar, creio que podemos concordar. Não posso todavia concordar que alguém se torna seguidor de determinada religião unicamente por causa do contexto onde nasceu. É certo que enquanto não se dá abertura a alternativas, caso dos países islâmicos, qualquer individuo tende a aceitar como caminho para a sua libertação espiritual o caminho que conhece, ou dentro os que conhece. É certo que não podem existir Cristãos sem conhecer sequer quem é Cristo.
Eu sou Cristão não porque nasci no Ocidente, embora possa ter sido influenciado por isso, mas o Ocidente está aberto a tudo, existe liberdade religiosa, inclusive liberdade de professar que não aceitamos religião alguma. Desta forma não é viável dizer que a religião predominante no Ocidente é o Cristianismo porque ela já tem sido desde há muito tempo a religião predominante. Quer isto dizer que em algum instante não o foi e logo adquiriu esse posto. Ainda outro factor a ponderar é que quando confrontados com a Verdade Cristã países, continentes ou impérios, que tinham outro tipo de crenças aceitaram a mudança, podemos falar do Império Romano, da actual China, do próprio continente Europeu (sim, o Cristianismo não surgiu na Europa).
Cabe-me dizer que a perspectiva racional a respeito da proporcionalidade nação/religião não é taxativa, ela deve ser avaliada e considerada, mas apenas até certo ponto, o contexto no qual se desenrolou a nossa vida influencia a nossa tendência religiosa, mas não a determina.


segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Criacionistas Também são Cientistas

É errado pensar que os estudos a nível científico podem ser pejorativamente afectados devido à crença de uma pessoa. Isso é uma pura fraude e a discriminação de cientistas criacionistas deve acabar. O trabalho das pessoas que são contrárias ao darwinismo não deve ser negligenciado, nem as suas asserções acerca do criacionismo, nem, e muito menos, a sua carreira científica no sentido geral.

Pensemos da seguinte forma: temos uma ciência operativa e uma ciência das origens, são compatíveis porém distintas, usam processos idênticos mas não se interligam directamente, já as abordaremos melhor. Quero dizer para já, no sentido mais lato, que se você for operada por um médico cristão ele fará um trabalho da mesma ordem que um ateu. Um professor de biologia criacionista deve ser aceite também na comunidade científica. E não há problema nenhum porque a ciência operativa é precisamente da mesma espécie tanto para criacionistas como para darwinistas. 

O que varia então é a ciência das origens. Vejamos a seguinte tabela para consolidar-mos o que aqui foi dito:


                                 Ciência Operativa                 Ciência das Origens

Baseado em:           sentidos                                 assunções acerca do passado

Usa:                           experiência                           extrapolação

Trabalha com:       presente                                 passado  

Resultados:            conclusões repetiveis        histórias irrepetiveis


quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Discutindo algo Absurdo

A - Sabia que aquilo a que chamas vida não passa de um sonho?
Y - Hum?
A - Tudo isto que vivemos, inclusivamente este momento é um sonho, não passa disso.
Y - Deixe de dizer disparates.
A - Verdade.
Y - Quer-me você dizer que me acordou para dizer um disparate destes?
A - Mas qual disparate? É verdade, a morte é o acordar e o nascer é o adromecer para este sonho.
Y - Como me pode provar isso?
A - Na verdade não posso mas você deveria acreditar nas minhas palavras, mas deixe-me mostrar que faz sentido: A existência são sonhos dentro de sonhos de uma forma indeterminada, mas na verdade estamos num estágio baixo no qual não se pode perceber muito bem que isto é um sonho, só o perceberemos quando acordarmos, tal como os comuns e básicos sonhos que temos neste sonho maior ao qual você chama vida.
Y - Há aí uma certa inconsistência...
A - Qual?
Y -Repara os meus sonhos são o reflexo de algo vivido, na sua maneira de ver sonhado com mais intensidade e defenição, e isto é ponto acente pois os cegos não sonham com imagens, logo os meus sonhos são reflexo das minhas vivências. Ponto acente?
A - Sim...
Y - Veja então, se isto que chamamos vida é um sonho é também, o sonho de estágio mais avançado nada tem de novo, pois esta vida seria apenas o reflexo desse sonho maior, logo não me parece que isso faça muito sentido esse estágio amis avançado haver.
A - Não, é tudo uma questão de controlo. Nos seus sonhos você tem pouco controlo, na sua vida mais controlo, mais escolhas. Em estágios mais avançados o controlo será cada vez maior.
Y - Nesse caso permita-me fazer-lhe uma pergunta.
A - Disponha
Y - Nos meus sonhos consigo voar e fazer coisas que nesta vida, ou neste sonho, não consigo. Seguindo o mesmo raciocínio do controlo, significa que há medida que avanço nos estágios dos sonhos tendo a ganhar mais controlo, mas a perder capacidades, certo?
A - Hum...não necessariamente.
Y - Explique
A - É um grande mistério.
Y - Ainda tenho mais um argumento contrário à sua ideia
A - Lembre-se que isto é tudo um sonho e nos sonhos o que parece fazer sentido em estágios mais avançados é afinal um absurdo.
Y - De qualquer maneira seguindo o mesmo argumento do controlo. Nos sonhos não sinto dor, na vida sinto, logo em estágios superiores àquilo que chamo vida, serei sobremaneira sensivel à dor.
A - Não.
Y - Porquê?
A - Não é assim que funciona.
Y - Como é que você sabe?
A - Você não conseguiria entender.
Y - Tudo bem, se não há nenhum prenúncio de um estágio superior, neste meu estágio não vale a pena me preocupar.
A - Mas veja que existem estágios inferiores, isso só por si é um indício.
Y - Mas eu em estágios inferiores não vou a outros inferiores ainda.
A - Porque não pode, só se pode descer um e subir um.
Y - Então como se pode saber que há mais?
A - Um grande mistério
Y - Posso matá-lo?
A - Não pense numa coisa dessas!
Y - Então? Vá lá! Isto é só um sonho, é da maneira que ia mais rápido para um estágio superior
A - Isso não funciona assim, por favor baixe essa arma! Socorro!
Y - Num estágio superior certamente você controlaria melhor a sua bexiga...


domingo, fevereiro 10, 2008

Humanistas, Sigam a Cristo!

Sendo Cristo de longe a melhor pessoa que alguma vez veio à face da terra, de longe os melhores habitantes da mesma serão os que lhe seguirem os passsos. Quem segue a Cristo segue-o na íntegra, quem não segue a Cristo na íntegra está se afastando dos seus modelos, cada vez mais. Quem não acredita que Cristo foi a de longe a melhor pessoa que alguma vez veio à face da terra, nega a história ou o bom-senso. Têm aqui o raciocínio pelo qual todos os humanistas se deveriam tornar Cristãos.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Desfazendo o Argumento da Imaterialidade

"Se não conseguimos ver, medir ou testar deus de nenhuma forma rigorosa com métodos físicos e experimentais, possivelmente ele não existe.

Qualquer coisa para existir necessita ter existência no espaço-tempo, e até agora deus nunca foi cientificamente medido (nem bem definido) no espaço-tempo."




O argumento para a inexistência de Deus em causa, é falacioso. Este argumento requer uma verdade a priori, é o facto de que apenas as coisas que podem ser testadas com métodos físicos exprimentais são verdadeiras, ora é impossível dizer isto. Primeiro porque o que ontem não podia ser provado, hoje porventura já o poderá ser, a história da ciência nos têm revelado isto. Segundo porque Deus não é físico e não se Deve esperar encontrá-lo directamente numa experiência físca. Em terceiro lugar este argumento é auto-destrutivo, porque este argumento não pode ser experimentado de uma forma física.


Resumindo e complementando, este argumento trata-se de uma pescadinha de rabo na boca, pois requer uma verdade, que é provada com o próprio argumento, o que é absurdo, é o mesmo que dizer Sim, porque Sim. Se Deus existe este argumento é falso, mas Deus não existe porque este argumento é verdadeiro, é isto que este argumento tenta dizer. Sem prova alguma assume uma posição, afinal é isto que o ateísmo é, uma ideia sem provas que se prova a si mesma.




domingo, janeiro 20, 2008

A Experiência Estética

O ser humano é o único ser da Terra que tem a capacidade de contemplar e discernir o que é o belo, o único capaz de produzir uma obra de arte, mais, o único capaz de a contemplar e retirar dela determinado prazer, prazer este que não faz parte das suas necessidades básicas. Refiro-me então à experiência estética. Não é uma experiência que os animais tenham, ponha música clássica a tocar para uma vaca, no máximo aumentará a produção de leite, já ao ser humano pode levá-lo a dançar ou a chorar, qualquer coisa que faz vibrar mais do que os nossos tímpanos. O mesmo acontece com outras vertentes da arte em que o ser humano fica deveras extasiado, o apogeu de tudo isto é a experiência estética em relação à natureza, conseguimos ficar fascinados com a beleza de um peixe sem pensarmos de alguma forma em comê-lo. Fascinante como somos um ser superior, criado para usufruir da natureza, mas também criado para contemplar, criado para criar e recriar e contemplar criações.


domingo, janeiro 06, 2008

Autonomia

A Etimologia diz-nos que a palavra autonomia, deriva do grego autós (próprio) + nómos (lei), ou seja, autonomia diz respeito a cada individuo, está associado à individualidade.
A partir de que ponto alguém se torna autónomo? Quando adquirimos autonomia? Esta individualidade de escolher, de viver, etc.
Apenas o que é gerado tem autonomia, por outro lado apenas seres autónomos podem gerar seres autónomos1. Se a frase anterior for verdadeira, então os seres vivos nunca vieram a existir por meio da evolução, mas tiveram que ser criados*, caso contrário nunca poderiam e nunca poderíamos ser autónomos.
Desta forma, se a evolução é verdade, então ninguém é autónomo e todas as acções não são feitas realmente por nós, mas pelo andar do cosmos. Se a teoria da evolução é verdadeira por favor libertem todos os assassinos, ladrões, violadores e pedófilos, eles não são autónomos, quem está a fazer tudo isto é ninguém, chamam-lhe acaso. Se acreditamos na teoria da evolução então quem melhor expressou o estado do homem e do mundo foi Jean Paul Sartre expressando a ideia de que o homem é uma piada trágica num contexto de total absurdo cósmico.

*
A verdade é que o homem foi criado e não gerado, mas Deus criou um homem gerado (com todos os atributos de um homem gerado), com capacidade de gerar, pois Deus não criou uma criança, mas um homem, Adão. Logo depois criou uma mulher e não uma menina. Criou seres autónomos.

1 alteração feita passado algum tempo

sexta-feira, dezembro 21, 2007

Feliz Natal e Óptimo 2008

Apenas quero desejar a todas as pessoas que lêem este blog, ou que de alguma forma vieram aqui, um feliz Natal repleto do seu significado e umas excelentes entradas.
Até para o Ano.



quarta-feira, dezembro 19, 2007

Um pouco sobre Verdade

Diz bem a Bíblia que nada podemos contra a Verdade, senão a favor da Verdade. Na realidade a Verdade tem um carácter de auto-subsistência. Imaginemos que dizemos que a Verdade não existe, essa afirmação é auto-destrutiva, tal como todas contra a Verdade, pois se for verdade que a verdade não existe, então já existe verdade. Sabemos que a Verdade tem necessariamente de existir, mas ela não só existe, como subsiste, pois a Verdade tem um carácter eterno, pois se dissermos que qualquer verdade pode vir a se tornar falsa, também esta verdade a respeito da Verdade poderá tornar-se falsa.
A Verdade é absoluta, pois se dissermos que a Verdade é relativa, já estamos a dizer uma afirmação Absoluta (Toda a Verdade é relativa), isto não quer dizer que não hajam verdades relativas a determinado espaço ou a determinado momento, mas para reconhecermos isso precisamos de verdades absolutas, das quais o reconhecimento que existem factores que relativizam determinadas verdades (tempo e espaço por exemplo).
Se existe Verdade, então também existe Mentira (ou falsidade), pois quaisquer coisas que se oponham à Verdade e ao seu carácter têm de ser falsas, já que a Verdade tem de ser Verdadeira.
Ficam aqui uns princípios bastante resumidos, só mesmo para nos levar a pensar um pouco.


quarta-feira, dezembro 12, 2007

O Naturalismo e a Verdade

Qualquer visão materialista do homem, é incompatível com a existência da Verdade. A visão Naturalista das coisas pressupõe que todas as coisas vieram a existir por processos naturais, até mesmo os nossos pensamentos, dos quais o raciocínio lógico também faz parte. Logo se as mudanças corporais são a causa dos pensamentos, não podem existir pensamentos verdadeiros ou falsos, porque uma série de movimentos físicos não pode ser mais verdadeira que outra. Desta forma podemos concluir que a crença no Naturalismo é auto-destrutiva. Se o Naturalismo pressupõe a inexistência de Verdade, o Naturalismo não pode ser verdadeiro.


domingo, dezembro 09, 2007

As Supostas Contradições 5

A MORRER, MORTA E VIVA

Esta será o último post de esclarecimento de supostas contradições, vamos então ao que interessa:

Lucas 8:41 e 42
E eis que chegou um homem de nome Jairo, que era príncipe da sinagoga; e, prostrando-se aos pés de Jesus, rogava-lhe que entrasse em sua casa;
Porque tinha uma filha única, quase de doze anos, que estava à morte. E indo ele, apertava-o a multidão.

Mateus 9:18
Dizendo-lhes ele estas coisas, eis que chegou um chefe, e o adorou, dizendo: Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe-lhe a tua mão, e ela viverá.



Tratam-se de duas passagens acerca do mesmo acontecimento, porém aparenta que existe aqui alguma contradição, segundo Lucas a menina estava a morrer, e segundo Mateus ela já estava morta.
Fico estupefacto com as diferenças e ao mesmo tempo parecenças que realmente existem, e fico grato a Deus por ter chegado até mim mais de que uma descrição dos factos, descrições diferentes apoiam a genuinidade dos acontecimentos. Neste caso não existem descrições contraditórias, existem descrições diferentes que apoiam a genuinidade dos textos.

Repare-se a diferença ao nível textual das duas passagens, Lucas narra o facto, Mateus narra o facto e acrescenta o que foi dito pelo Pai. Portanto a menina não estava morta, o Pai é que disse que estava. O acontecimento foi descrito e o que é verdadeiro é o que é dito pelo escritor dirigido por Deus. Então é verdadeiro que a menina ainda não estava morta, é também verdadeiro que o pai dela pensava e disse que estava morta, não há qualquer tipo de contradição.

O pai não era o único a pensar que a filha já estava morta, pois o príncipe da sinagoga disse: A tua filha já está morta, não incomodes o Mestre.
É possível que a filha tivesse entrado num estado de coma e depois que tenha morrido, porque afinal Jesus ressuscitou-a. Embora Jesus tenha dito: não está morta, mas dorme, o que dá a entender que realmente estava num coma, a menina realmente morreu a determinada altura quando Cristo vinha já ter com ela. O facto de Cristo dizer "dorme" dizia a respeito do que é a vida, vida eterna, então ela estava apenas num sono até determinado dia, mas morta fisicamente como é óbvio.

Por fim Jesus demonstra o seu poder sobre as leis da física (que Ele mesmo criou), ressuscitando esta menina, a filha de Jairo.



sábado, dezembro 01, 2007

As Supostas Contradições 4

A ORDEM DOS FACTOS

Vejam-se os seguintes trechos de duas das biografias de Cristo:

Lucas 4: 1-12
Mateus 4:1-10


Temos aqui dois bocados de texto, ambos dizem a mesma coisa e da mesma maneira, só não dizem aparentemente pela mesma ordem. Nesse caso temos uma espécie de aparente contradição, um pouco diferente das abordadas até agora, mas também esta deve ser analisada.
Depois também parece que há uma espécie de contradição no que diz respeito ao sítio a que Jesus foi levado para se atirar.
Temos de ter em atenção que Jesus foi tentado por quarenta dias. Tanto tempo apenas para três tentações? Claro que não! Jesus foi tentado e repetidamente tentado, vejamos esta frase:

Mateus 4:8

Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles.

Reparam na palavra novamente? Pois Jesus foi novamente tentado. Ele foi tentado várias vezes, a mesma tentação também, como tal as descrições não nos dizem todas as tentações nem respectivamente como foi a sua ordem. Neste caso específico a última tentação disse respeito a uma repetição, os autores das biografias só nos elucidaram o objectivo não era uma descrição detalhada.



sábado, novembro 24, 2007

As Supostas Contradições 3

VINTE E DOIS OU QUARENTA E DOIS?

2 Reis 8:26
"Era Acazias de VINTE E DOIS ANOS DE IDADE quando começou a reinar, e reinou um ano em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Atália, filha de Onri, rei de Israel."

2 Crônicas 22:2
"Era da IDADE DE QUARENTA E DOIS ANOS, quando começou a reinar, e reinou um ano em Jerusalém; e era o nome de sua mãe Atália, filha de Onri."


Confesso que não consegui decifrar esta suposta contradição, porém descobri alguém que conseguiu e muito bem, por acaso esta pessoa por sua vez já tinha descoberto alguém que tinha descoberto...confuso? Não interessa. O que interessa é que neste link os leitores encontraram a resposta a esta suposta contradição.

sábado, novembro 17, 2007

As Supostas Contradições 2

O ESCRITOR DAS TÁBUAS


Êxodo 34:1
"ENTÃO disse o Senhor a Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e eu escreverei nas tábuas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que tu quebraste.
"

Êxodo 34:27
"Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve estas palavras; porque conforme ao teor destas palavras tenho feito aliança contigo e com Israel.
"


A pergunta com que nos deparamos é a seguinte: Afinal quem é que escreveu as segundas tábuas da Lei? Deus ou Moisés?
Porque pelo seguimento do texto parece que Deus se predispõe a escrever de novo os mandamentos nas tábuas que Moisés trouxe, mas depois diz a Moisés para escrever esses mesmos mandamentos.

A resolução para este aparente problema é simples, óbvia até, porém primeiro que eu percebesse o quão óbvio era, demorei um pouco. Tratam-se de dois documentos, as tábuas da lei e outra coisa qualquer onde Moisés reescreveu esses mesmos mandamentos. A Bíblia não diz que foi Moisés a escrever essas tábuas, quem as escreveu foi Deus. Contudo surge uma outra pergunta: Porquê?

As tábuas escritas por Deus eram para ser postas dentro da arca (ver Êxodo 40:2o), como tal não podiam ser lidas, então Moisés escreveu os mandamentos para si também e recebeu da parte de Deus as tábuas escritas (ver Deuteronómio 5:22).

terça-feira, novembro 13, 2007

As Supostas Contradições 1

O PROBLEMA DAS LÍNGUAS


Génesis 10:5 e 20
"Por estes foram repartidas as ilhas dos gentios nas suas terras, cada qual segundo a sua língua, segundo as suas famílias, entre as suas nações."
"Estes são os filhos de Cão segundo as suas famílias, segundo as suas línguas, em suas terras, em suas nações."

Génesis 11:1
"E ERA toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala."



Aparentemente, segundo a ordem dos versículos acima, parece que já existiam várias línguas, na terra mas depois é nos dito que a terra tinha apenas uma mesma língua. Realmente se nos cingirmos a partes isoladas de um texto, é muito comum encontrarmos incompatibilidades. O raciocínio funciona da seguinte forma: Imaginemos uma pessoa tinha uma camisa verde, essa pessoa mudou de camisa, depois é dito que essa pessoa tem uma camisa verde. Se ocultarmos o meio da história ficamos com uma contradição, ao não mencionarmos a troca de camisa.
As supostas contradições Bíblicas são quase sempre assim.

O relato aqui mencionado tem uma prolepse e depois uma analepse, trocando por miúdos, avança no tempo e depois recua. Quando aqui é dito de uma forma implícita que já existiam várias línguas, essa referência é em relação aos netos de Noé (ver Génesis 10: 1 a 4), porém quando se refere à uniformidade das línguas sobre toda a terra, refere-se aos filhos de Noé e aos netos de Noé antes de se haver tentado construir a torre de Babel. (ver Génesis 10:32), porque sabemos que ao mesmo tempo que foram repartidas as várias línguas, também foram as pessoas espalhadas sobre toda a terra (ver Génesis 11:9).


domingo, novembro 11, 2007

As Supostas Contradições (intro)

Já encontrei por mais que uma vez textos com o título "Contradições Bíblicas". Com curiosidade começo a ler, vejo claramente que existe ali muitos itens forçados, e outros que nem sequer fazem sentido, porém, também admito encontro aparentes contradições, algumas esclarecem-se em 5 minutos, outras em 30, e outras tenho de recorrer a cabeças mais dedicadas e com mais conhecimento, acontece que até hoje ainda não encontrei uma verdadeira contradição, todas as supostas contradições têm sido devida e logicamente explicadas. Como tal continuo a afirmar a inerrância da Bíblia e a sua condução e inspiração Divina.
Por mais estranho que possa parecer, quando vejo a aparente, a mais descarada e a mais aparentemente incompreensível contradição, mais eu vejo que a Bíblia merece muito respeito. Pois quão fácil seria para os copistas e tradutores, mudarem apenas um número...mas não, assumiram a incompreensão admitindo a verdade Divina. E Hoje por detrás de aparentes contradições, escondem-se ensinos tremendos e pormenores fantásticos.
Quero então dar início, a uma sessão de 5 posts esclarecendo supostas contradições Bíblicas.
Até à próxima.



domingo, novembro 04, 2007

De Sapo para Príncipe

Segundo o relato evolucionista da origem da vida, os sapos, tendo em conta vários estágios de tempo prolongados, acabaram por se tornar pessoas, e algumas destas pessoas se tornaram príncipes, as únicas diferenças em relação à fábula popular é mesmo o beijinho da princesa e o tempo decorrido.
Na verdade a teoria da evolução das espécies, mais propriamente o darwinismo, não passa de uma conjectura que quer com base num pensamento naturalista, incutir um restiling da fábula que ouvimos quando éramos pequenos, como verdade absoluta. Se assim não fosse ela não seria a única ideia a ser leccionada nos ensinos escolares, sejam básico, secundário ou superior.
Como quero que este post seja um assessório de um conhecimento mais técnico e profundo acerca desta temática, recorro a um artigo em pdf o qual partilho desde já (artigo).
Se tiverem vinte minutos disponíveis deliciem-se com esta espécie de debate (parece-me que é uma transcrição de um debate em vídeo), muito bem escrito e traduzido, o qual põe a nu os pontos paradoxais do darwinismo, mostrando que esta ideia é uma teoria que não deve ser creditada.
De uma forma acessível peritos na matéria (com distintos pontos de vista) abordam a temática a qual acaba por ser conclusiva. Pode resumir-se a um simples silogismo:

Ou os seres vivos apareceram do nada e ao acaso, indo aos poucos evoluindo até se tornarem naquilo que existe hoje, ou um Projectista (Deus) é o único responsável pela origem da vida e das espécies no seu estado actual. (a)
A teoria da evolução é uma ideia insustentável e contraditória,
logo é concludente que só podemos aceitar um Deus como autor auto-suficiente de toda o tipo de espécie.



(a) Existe apenas uma outra opção conhecida, que se chama panspermia, mas esta diz respeito à origem da vida unicamente, e este documento diz muito mais respeito à origem das espécies.
Todavia se alguém acredita nesta ideia, gostava de a conhecer.


quarta-feira, outubro 24, 2007

Os ossos?

Imaginem aquela exposição típica de crânios (de humanos e de macacos) organizados de forma crescente, geralmente utilizada para abordar a temática da evolução. Muito bem, agora imaginem crânios de cães, sim de cães, 5 crânios, igualmente organizados de forma crescente, agora imaginem que o primeiro é de um chiwawa e o último de um dogue alemão. Sigam o mesmo raciocínio que usaram para observar os primeiros crânios e digam-me qual a conclusão que chegam?
Os ossos ao contrário de uma famosa série da fox, neste caso não nos dizem muito, dizem muito pouco melhor dizendo. Várias espécies de macacos, humanos corcundas, anões, não revelam evolução entre si, como é óbvio, revelam sim diversidade.

sexta-feira, outubro 12, 2007

Devemos ensinar as crianças, bem!

Alguns ditos ateus dizem que não devemos ensinar a nenhuma criança alguma coisa que se ligue a religião, não devemos induzi-la, ou ensiná-la em algum caminho religioso, sejamos pais, ou avós, ou professores, etc. Alegam que as pessoas não devem ser induzidas desde pequenas a algo religioso, como tal não devem ser ensinadas a ser religiosas.
Como todos os clamores ateus, este também parte de uma expressão definida a priori, "Deus não existe", desta forma é óbvio que eles não querem que as crianças sejam ensinadas que Deus existe, e que Deus é a razão de todo o universo existir.
Enquanto religiosos, os religiosos também têm algumas directrizes que regulam a sua vida, e alegam que elas são fundamentais para vida, como tal também ensinam assim às crianças. Cada um instrui a criança, na verdade, como acha melhor, ainda que esteja a fazer o pior, que é o caso de pessoas, que dizem que Deus não existe e que tudo é relativo.
Crianças assim ensinadas não têm motivo para viver, não têm motivo para obedecerem a alguma regra, não têm motivo para ensinar sequer os ser futuros filhos, afinal se Deus não existe, que diferença faz acreditarmos n'Ele ou não?

domingo, outubro 07, 2007

É Milagre!

Quando alguém se livra ileso de um acidente de automóvel que à partida tinha como fim a morte de todos os intervenientes, geralmente diz: Foi milagre! O facto de se ajoelhar e agradecer a Deus no preciso momento ou "ir a Fátima" a pé, é irrelevante para sabermos se afinal é um milagre ou não, aliás até mesmo se fosse um ateu ao volante, para a questão é irrelevante.
Pois eu digo que realmente é de Deus essa benesse. Dizem alguns, que milagre seria se não tivessem o acidente, pois eu creio que também existem estes milagres, mas como já nos podemos aperceber, ninguém se dá conta deste milagre... Na verdade é possível que na nossa vida existam muitos destes milagres, mas Deus gosta que alguns dos milagres também sejam vistos, e se para isso é preciso um carro ficar desfeito, Glória a Ele.
Muitas pessoas "põem em ordem" a sua vida após acontecimentos deste género, e ainda bem! Agora milagre era sermos salvos de tudo e de todos? Não, nós temos também de entender que afinal muitos milagres têm de ser vistos, sentidos e presenciados.

quarta-feira, outubro 03, 2007

A lei é para o Homem

"E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado."(1)

Jesus disse esta frase ao falar com alguns fariseus acerca de uma das leis dos 10 mandamentos, não é útil trazermos para aqui o contexto, o que é de realçar é a frase de Jesus, a qual eu quero dizer por outras palavras: As leis foram feitas por causa dos homens e não os homens por causa das leis.
Usando a frase em toda a sua abrangência, é visível que não está presente em muitos momentos de julgamentos em tribunal. Quando à "fina força" querem fazer valer mais a letra do que o próprio homem, então perdemos o sentido da lei. A lei é para bem da humanidade, por vezes a lei torna-se para bem de um ou de vários (não sei se me faço entender), mas a lei funciona quando é para o bem da humanidade, tendo como ponto de vista sempre o homem no seu estado presente e no seu estado futuro. É certo que por vezes (raras) o bem da humanidade passa por desiludir quase a humanidade inteira, porém deve ser assim.
A lei deve ser usada, ela é necessária, mas tem de ser usada em virtude do Homem, para o seu bem, nunca se faça a justiça pela própria letra com o intuito de favorecer homens em vez da Humanidade.

(1) Marcos 2:27

sábado, setembro 29, 2007

O Aprisionamento

Não sei dizer se o que vou dizer é história ou estória, mas vale pela aplicação.
Diz-se que nos primórdios da fotografia, haviam algumas pessoas que julgavam que a alma ficava aprisionada na fotografia, como tal a máquina fotográfica ficou com uma conotação negativa para essas pessoas. Sabemos obviamente que as fotografias não aprisionam almas, acontece que hoje em dia existem realmente máquinas de aprisionar que derivaram da fotografia, estou a falar da televisão, cinema, videojogos, entre outros. Na verdade se estes utensílios não forem bem utilizados acabam por aprisionar pessoas como têm aprisionado algumas, cabe a nós pensarmos até que ponto determinada coisa é útil e ter a sensibilidade de nos afastarmos de coisas que começam a nos roubar o tempo, que nos fazem alhear de pensar nas questões chave da vida, que nos fazem ficar estúpidos.


terça-feira, setembro 25, 2007

Reconsiderando o Considerado

Apresento um novo blog no qual eu participo, aproveitem.

sexta-feira, setembro 14, 2007

O Sol e a Lama

"Dois homens olharam através das grades da prisão; um viu lama, outro viu estrelas."
Agostinho de Hipona

Tomando como ponto de partida a frase de Agostinho de Hipona, começo a pensar na realidade não em duas pessoas, mas em dois tipos de pessoas, como com certeza era objectivo do autor. Uns dizem que a vida é um lixo, outros dizem que a vida é bela, na verdade ambos estão certos, não se trata de um paradoxo, eles não se referem à vida no seu sentido geral, mas sim à vida que eles têm. Desta forma estão ambos certos, tendo em conta que vivam dessa forma.
Eu creio que a vida não passe muitas vezes de uma prisão, ou melhor este estágio da vida ao qual chamamos vida, muitas vezes não passe de uma prisão. O belo e o lixo depende de para onde olhamos, para quem olha para o lado de dentro só vê lama, mas quem olha para o lado de fora vê estrelas, isto caso esteja noite. É neste sentido que a visão niilista do mundo é particularmente verdade, mas apenas para a pessoa com a sua visão materialista, a qual só vê lixo e a sua esperança é nula, mas para quem vê as estrelas a vida é boa, bela e bonita.
A vida terrena é apenas um estágio, todos nascemos na prisão, uns chafurdam na lama, outros contemplam as estrelas.
Não se trata de ver o lado positivo das coisas, trata-se de viver a vida no seu plano, porque todas as coisas são boas, ou então, nenhuma coisa é má, é o mesmo (não a expressão em si mas a ideia). Os malefícios da vida são o uso inapropriado da boa vida, desta forma conserve a sua vida olhando o céu e estará no plano, se acha que não há plano, tudo bem (ainda que muito mal), mas por favor, compreenda que o que mais queremos saber não é o sabor que a lama tem, contudo estamos na mesma cela e no que depender de mim posso lhe dizer que o céu está muito belo e que em breve o Sol vai raiar.



quarta-feira, setembro 05, 2007

Centena

Associamos ao número 100 um significado característico, é um número redondo, achamos apropriado celebrá-lo. Os centenários geralmente são todos celebrados de uma forma especial, mais especial que o número 99 ou 101, o 100 tem um significado especial. A razão é meramente cultural. Bem mas para quê esta introdução? Simplesmente porque também eu achei agradável celebrar o post número 100. Foram muitos comentários, algum tempo a pensar, algum tempo a repensar, algum tempo a escrever, etc.
Dou graças a Deus por tudo o que escrevi e tudo o que aprendi ao escrever para outros, é uma experiência interessantíssima, é impossível calcular os efeitos de 100 posts, só sei que para mim tem sido muito bom.
Quem sabe, se Deus quiser e eu também, no post 200 farei outro post deste género. Até lá continuarei contra toda a impiedade, contra toda a idolatria, contra toda a falsidade, contra toda a teoria contrária ao conhecimento de Cristo, contra os idealismos pós-modernos, contra todas as aberrações filosóficas, contra toda a fonte humana e/ou diabólica que contamina mais este mundo, manifestando a única Verdade, os fundamentos inabaláveis, no nome de Jesus Cristo, o grande Eu Sou.

sábado, setembro 01, 2007

Insectos, Vírus e Bactérias

(...)
Rogério: Então nesse caso estás a dizer que o teu Deus, também criou bactérias, vírus e insectos. Então Ele é o responsável pelas doenças de todo o mundo!
Mário: Se criou tudo obviamente que também criou as bactérias, os vírus e os insectos.
(...)


Relato do Génesis
O Relato do Génesis acerca da criação, por incrível que pareça, não faz menção a nenhum dos seres mencionados pelo Rogério. Porém sabemos que a única pessoa que pode criar, no sentido de originar, é Deus. Como tal Deus realmente criou insectos, vírus e bactérias, mas não os criou no início do mundo, Ele criou tudo perfeito, como Ele é.

Origem dos Insectos, Vírus e Bactérias
A meu ver, o que vou dizer não está literalmente escrito na Bíblia, todos esses seres surgiram como consequência do pecado, para que se cumprissem as palavras de Deus "certamente morrereis". "Espinhos, e cardos também, te produzirá;" e com os espinhos e os cardos, possivelmente vieram também os insectos, as bactérias e os vírus.

Os Benefícios Destes Seres
Existem evidentemente alguns benefícios a respeito dos insectos por exemplo, produzem ceda, mel, laca, seda, etc, para lá de que alguns ajudam na composição. Mas o que é que isto quer dizer? Não tenho dúvida que se Deus quisesse exterminar o mundo faria um dilúvio, o caso não é esse, é como que a lembrar o pecado, moer o Homem e a muitos provocar a morte. Se estes "bichos" não são completamente maus, ou têm algumas coisas, as quais o ser humano tornou em bom, graças a Deus, nem tudo é mau.

segunda-feira, agosto 20, 2007

Resiste e Vencerás, Sacia e Perderás.

Quando alguém tem falta de alguma coisa, uma vez a tendo, tenta de alguma maneira recuperar a falta dessa coisa, com o seu uso excessivo. Como por exemplo, alguém que tem muita sede, ou melhor, tem muita falta de água, ao encontrar água, ou até um outro liquido, abusa desse mesmo liquido, mais do que beberia no seu estado normal, muito mais. Acontece com a sede, com a fome, com a saudade, etc.

Por experiência, reconheço que quanto mais tempo se fica com a falta de algo, mais loucamente se reage face à utilização dessa coisa uma vez encontrada. A indústria cinematográfica, particularmente, tem explorado bastante esta ideia, na qual pessoas se matam por comida, medicamentos, pessoas.

Onde quero chegar é que a falta, tem um efeito interessantíssimo, especialmente no ser humano. Mas atenção, a falta de algo que já se teve.
Ainda se pode observar, que esta ânsia por satisfazer a falta, não dura muito tempo, porque acaba com a morte do desejo. A pessoa faminta acaba por morrer, o vingador acaba por desistir, o amante acaba por desanimar, o detective pára de procurar.
Em resumo, a procura morre com o desejo.

Se saciarmos a sede, ela desaparece por um pouco, mas volta. Muitas vezes combater a falta é ficar escravizado por ela. Existem muitas coisas que devemos deixar de alimentar e de procurar, na verdade vamos passar fome delas, mas ficaremos libertos delas também.
A interpretação fica com o leitor, mas permita-me abordar um outro ponto. Para um viciado em droga, ficar livre, ele não precisa de suplementos para enganar o desejo, isso acaba por ser alimentar o desejo, assim o vício nunca desaparecerá, a resistência até à "morte" é a única maneira de vencer.

Por último deixe-me esclarecer a dependência lícita e a ilícita, porque existe o desejo lícito e o desejo ilícito. Uma vez disse a certa pessoa para ela largar o vício do tabaco, essa pessoa disse que eu era viciado em comida. Ora desejar comida em medida e comer regularmente, não é nem um desejo ilícito (porque faz bem à saúde), nem um vício (porque sem ela não posso viver). Uma dependência envolve um aprisionamento a uma coisa da qual não depende a minha vida.

terça-feira, agosto 07, 2007

Descanso

A Bíblia relata que Deus depois de ter criado o mundo descansou. Ora não acredito que Deus se canse ou sofra desgaste, como tal não me parece que Deus precise de descansar no sentido de restabelecer forças. Todavia a Palavra de Deus demonstra tantas vezes a sua inspiração Divina, mostrando aparentes contradições, mas que servem mesmo para esconder verdades fantásticas. É impressionante que o Génesis comece a relatar o poder Criador de Deus e depois diga que ele está condicionado ao cansaço! Não faz sentido, diz o "olhar superficial". Porém aí o que se quer dizer é alguma outra coisa.

O Cansaço e o Descanso

Existem pessoas, que dizem: "Deus descansou, porque não eu?". Bem, o descanso é algo muito necessário, e Deus aliás queria é que nem nos cansássemos. Se repararmos, o cansaço parece-me uma consequência do pecado: "No suor do teu rosto comerás o teu pão". Creio firmemente que Deus criou o homem imune ao cansaço, como Ele mesmo era.
Acredito que se quisermos descansar, fazemos bem e Deus apoia, só acho que não é porque Deus tenha ou não feito a mesma coisa, mas sim porque precisamos.

O Descanso Divino

Algumas pessoas podem dizer que este descanso era o acto de observar e contemplar o que tinha criado. Não quero fazer qualquer tipo de dogma, e se esta ideia lhe é útil eu acho que deve considerá-la. A mim porém não é, mas posso vir a mudar de ideias, de qualquer forma a minha salvação não depende desta questão!
Se o descanso de Deus está associado à contemplação, a Bíblia deveria dizer que Deus descansou após cada dia, uma vez que contemplou e viu que era bom. Continuo a achar que este descanso esconde algo fantástico.

"E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou; porque nele descansou de toda a sua obra que Deus criara e fizera." Gen 2:3

Deus abençoou e santificou o dia em que descansou. Este dia ficou tão importante, ao ponto deste dia se tornar o dia por excelência para o louvor a Deus, tanto que algumas outras práticas deveriam ser cessadas. Parece-me o que o dia do sábado é aquele em que Deus, recebeu louvor pela sua criação, louvor tanto da parte de anjos como da própria criação "terrena". Como tal me parece que o descanso de Deus seja o tempo onde realmente Ele parou, não por cansaço mas por vontade de ver a sua criação em acção e em acção louvando o seu nome. Tanto que esse dia ficou separado para a função de louvor a Deus.

Guardaremos o Sábado?

Nós não sabemos o dia da semana em que Deus realmente descansou, até podia ser uma quarta-feira! O importante é haver um dia da semana, o qual separamos especialmente para Deus. Os Cristãos primitivos escolheram o Domingo, como celebração da ressurreição (que foi no primeiro dia da semana) e como celebração também da descida do Espírito Santo (que também foi no primeiro dia da semana).
Se quiser guardar todos os dias da semana para louvar a Deus, é livre para isso! E isso é bom! Mas não obrigue ninguém a guardar o mesmo dia que aquele que você guarda. O Apostolo Paulo diz: "ninguém vos julgue pela guarda dos dias".

Descanse, não porque Deus descansou, mas porque você precisa.

sábado, julho 28, 2007

C.S. Lewis e Antony Flew

Ambos foram ateus, ambos deixaram de o ser. C.S. Lewis era professor de literatura medieval e renascentista, Antony Flew era professor e filosofo. Ambos por vários anos defenderam o ateísmo, acontece que a dada altura substituíram uma fé que não conseguíam sustentar, pela evidência da existência de Deus.
C.S. Lewis ficou impotente diante da moralidade presente em cada ser humano, concluiu que existia alguém que queria que agíssemos de uma maneira e não de outra. Flew confessou que as teorias ateístas sobre a origem da vida e da reprodução geravam demasiadas perguntas em vez de respostas, concluiu que só Deus podia gerar a vida. Assumiu que a ideia de algo inorgânico vir a se tornar um ser de alta complexidade é um absurdo.
Flew e Lewis são apenas exemplos célebres, em todo o mundo muitas pessoas têm renunciado ao orgulho e assumido que realmente Deus existe.

segunda-feira, julho 16, 2007

Jesus é Deus

Ele existiu, duvidar da sua existência é querer deixar em oculto toda a história antiga, uma vez que Ele é a pessoa mais documentada do mundo antigo, tanto por crentes, como por cépticos. Morreu e ressuscitou, provou que era Deus, mostrando o domínio sobre a morte, comprovou que a sua atitude e os seus ditos eram de um Deus pessoal que se fez Homem. Está aberto o campo da fé, para crer nele como único e suficiente Salvador ou como Impostor. Ou Deus ou Louco. Ele não deixou mais nenhuma hipótese de escolha, como disse C.S. Lewis. Era intolerável um grande mestre de moral, dizer-se Filho de Deus e perdoar pecados, ora com que direito alguém que eu nem conheço diz que os pecados de quem pecou contra mim estão perdoados, caso não seja Deus?
Considere-o louco e loucos os que o seguem, ou então "ajoelhe-se e chame-o de Senhor e Deus" e irmãos aos que o seguem. Contudo fique lembrado que dará contas da sua decisão e a sua eternidade está dependente disso. Se não o quiser, Ele não o quererá, por outro lado, se o desejar, Ele já está aí ao seu lado.

quarta-feira, julho 04, 2007

Mudança

Ouvimos falar muito de mudanças, principalmente em relação ao ser humano, mudança em relação à atitude ambiental, mudança em relação a determinadas leis, mudanças de comportamentos, etc.
Acredito que muitas das mudanças que o ser humano quer fazer são úteis, por outro lado também sei que nunca terão sucesso da forma que as querem implementar.

Uma verdadeira mudança é de dentro para fora e não de fora para dentro como tentaram alguns regimes totalitários. Essa mudança verdadeira muda tudo ao redor, a mudança totalitária muda tudo ao redor menos o coração de cada um, por isso não é nada que possa fazer alguém feliz, apenas cria revolta.
Um mau coração torna tudo à sua volta em algo mau, mesmo que tudo seja bom, um coração bom torna tudo à sua volta em algo bom, mesmo que tudo seja mau. Como tal para uma humanidade melhor precisamos de bons corações.

Se queres mudar o mundo, tens de começar a mudar-te a ti mesmo, esse é o rumo a seguir, o que está à tua volta mudará instantaneamente, os teus gostos, a tua maneira de ser, etc. Uma mudança interior mudará tudo aquilo a que estás de alguma maneira ligado, não me estou a referir às pessoas que te rodeiam, elas podem mudar ou não, mas será mais fácil elas mudarem se tu mudares primeiro.

A mudança a que me refiro é a única que te pode mudar completamente, porque é aquela que exige uma entrega total. Entrega total, mudança total; entrega parcial, mudança parcial. Se mudares a tua maneira de pensar será bom mas não é suficiente, tens de mudar o rumo do teu coração, uma mudança que transforme os gostos, não pode ser pela força intelectual, não seria uma mudança genuína, seria como uma pessoa que decide fazer uma dieta e está numa constante luta entre o que quer e o que pode querer. Uma mudança deste género não é total, é preciso mudar o gosto, a vontade. Mas para mudar o gosto e a vontade, isso é impossível ao ser humano, precisamente por este facto de ser impossível ninguém se pode gloriar desta mudança e também nem sequer importa o estado em que tu estás, não serás tu a mudar-te, mudar-te-ão a ti. Se aceitares esta mudança, não te vais transformar numa boa pessoa, vais te transformar numa nova pessoa, porque tudo vai mudar em ti, começando desde o mais íntimo que há em ti até àquilo que te rodeia.
Vem mudar, não venhas como deves ser, nem como deverias ter sido, vem tal e qual como és, mostra que precisas de mudar.

Apenas esta mudança pode mudar o mundo, porque é a única que transforma completamente. Esta transformação é tão poderosa porque é feita por Deus, podes ser mudado pedindo para Ele te transformar, aconteceu comigo e com milhões porque é que não pode acontecer contigo? Só não muda quem não quer mudar, quem acha que é bom o suficiente e se achas que és bom o suficiente porque é que ainda não mudaste o mundo?

domingo, julho 01, 2007

Problemas do Humanismo Secular

O Humanismo Secular é uma maneira de ver o mundo que assenta em princípios não empíricos, embora esta ideologia se considere apologista da razão e do método científico. Vou passar a transcrever alguns princípios do Humanismo secular seguidos de um comentário.

"o facto de desconhecermos qual a explicação para um fenómeno, não significa que esse seja um fenómeno sobrenatural. Significa simplesmente que estamos perante algo que merece a nossa investigação."

O Humanismo Secular faz um descrédito antecipado de fenómenos sobrenaturais, impressionante que não sabendo qualquer explicação para o acontecimento, os humanistas estão prontos a rejeitar a priori uma explicação sobrenatural, alimentando uma visão cega e não uma visão sábia, a visão sabia seria partir em aberto a qualquer explicação e não ser altamente céptico a tudo o que seja contrario à sua ideia de partida. Com uma ideia definida à partida as conclusões serão sempre derivadas da da ideia de partida, logo os resultados nunca serão autênticos.

"O Homem é um ser constituído por matéria e é produto da Natureza. A consciência do homem está ligada aos mecanismos da sua mente."


Para o Humanismo a diferença entre Hitler e Madre Teresa de Calcutá, é apenas produto da natureza, com esta maneira de pensar porquê punir alguém num tribunal? Afinal tratam-se de reacções incontroladas, o reconhecimento de bem e mal é derivado de mecanismos da nossa mente que evoluiram com o tempo. Eu pergunto, como podem saber isso? Segundo a mesma teoria a sua própria teoria não passa de um rumo da natureza.

"Dado que racionalmente não é possível provar a existência ou inexistência de um Deus, os Humanistas são geralmente Agnósticos ou Ateus."

Como pudemos constatar, o H.S. baseia-se em fundamentos não provados, nem explicados dos quais, a impossibilidade da explicação da existência de Deus, recusando assim a priori a discussão e o debate sobre este tema. Mais curioso ainda é que, devido ao facto de (segundo o H.S.) ser impossível provar a existência ou inexistência de Deus os Humanistas são geralmente ateus! agnósticos eu ainda "percebo", mas ateus? Segundo uma ideologia que diz que é impossível provar a inexistência de Deus, ter ateus... Só prova que alimentam uma fé cega e uma vontade impressionante de fugir da realidade Divina.

Abordei apenas alguns princípios, e não significa que todos os princípios do Humanismo secular sejam problemáticos. Quero porém deixar claro que o Humanismo é uma fuga a Deus, isenta da racionalidade que tanto defendem.

segunda-feira, junho 25, 2007

Duas Naturezas

Maria é a mãe de Jesus
Jesus é Deus
Logo Maria é mãe de Deus


Seguindo este simples silogismo ficaríamos com uma ideia errada acerca de Jesus e da Bíblia, as premissas são apenas retiradas da Bíblia o argumento está bem construído, afinal qual é o problema?
O Problema é que Jesus tem duas naturezas, a Divina e a humana. Maria é a mãe de Jesus homem, porém não de Jesus Deus o qual existe desde o "princípio", logo seria impossível Maria ser mãe de alguém que já existia antes desta nascer.
Jesus tem duas naturezas, Maria é apenas a mãe física de Jesus homem, a mulher escolhida para Jesus vir à terra. O problema do silogismo é que mistura duas naturezas, Jesus é apenas uma pessoa, porém com duas naturezas, Ele é o filho de Deus e ao mesmo tempo filho do Homem, ora Deus é homem? Não, o que isto significa é que Jesus tem duas naturezas. Talvez estes versículos:

"Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens;" Filipenses 2: 6 e 7

É difícil de entender, para nós que só temos natureza humana, porém não se trata de algo ilógico, vejamos então desta forma:

Maria é (foi) a mãe de Jesus homem
Jesus é o filho de Deus
Logo, Jesus tem duas naturezas

terça-feira, junho 19, 2007

Influência

É incrível o estado a que um ser humano pode chegar, a um estado completo de degradação, a ponto de se tornar assassino, adúltero, traidor, pedófilo, suicida, entre todos os outros nomes relativos a acções degradantes. É demasiado mau para se compreender, porém é inevitável fazer a pergunta, como alguém chega a este estado?
Estou consciente que as personalidades não surgem do nada, como qualquer outra coisa, por vezes os maus tratos na infância, crescer sem educadores ou sem atenção dos mesmos, perder um familiar numa altura específica da vida, traumas, infelicidade, solidão, desprezo por parte da sociedade em geral, um sei lá de coisas que não desculpam, mas ajudam-nos a perceber muitas vezes o porquê de determinadas acções.
Se pensarmos num problema de alguém e recuarmos uma geração, a influência será imaginemos, de um pai, por outro lado este pai, esteve na guerra e o seu consciente ficou alterado, por conseguinte esta guerra surgiu devido a influência de duas pessoas, as quais negligenciaram os seus ensinos devido àquilo que a vida foi para eles, o que os levou a tomar medidas que não fariam se não passassem pelo que passaram, e assim poderíamos ir, indefinidamente, chegaríamos então a um Adão que diz que a culpa foi da Eva, a uma Eva que diz que a culpa foi da serpente, a uma serpente que não diz nada porque também nada lhe foi perguntado e também porque não tinha nada a dizer porquanto todo o mal surgiu a partir desta.
Todo o mal é devido a este agente, directamente ou indirectamente. Perguntamos: portanto o mal não é devido às pessoas? Não. As pessoas fazem as coisas, poderiam não as fazer, ainda que aliciadas para tal, como por exemplo Eva, por outro lado Eva deu do fruto a Adão sem qualquer influência directa da serpente, tal como Adão a comeu sem qualquer influência directa da serpente. O mal existe devido a uma influência directa e indirecta do Diabo, pessoas em estado caótico são causa de sua permissividade face a influências directas ou indirectas por parte de demónios.
Quando alguém está num estado caótico essa pessoa não deve ser discriminada porque fez isto ou aquilo, por ser este ou aquele, as pessoas são assim devido a influências, estas pessoas são falíveis, todos nós o somos, mas o mal praticado é devido à influência, a nossa natureza pecaminosa já por si é uma influência indirecta que descende desde Eva.
Daí não está em causa o grau de maldade alguma vez feita por um ser humano, o amor de Deus é e será para com este,o ódio de Deus é e será para com o Diabo e os seus demónios sempre.

quarta-feira, junho 13, 2007

Super-Heróis

Ao olhar para algumas bandas desenhadas, filmes, séries e até desenhos animados é engraçado encontrar super-heróis, aqueles que salvam pessoas e muitas vezes o mundo inteiro no último segundo por serem homens ou mulheres com algum poder, ou por terem alguma capacidade mais desenvolvida.
Sem dúvida isto revela alguma coisa, revela no mínimo que a temática dá dinheiro, se dá dinheiro então é porque as pessoas gostam, é uma opção a ver o noticiário, onde geralmente os vilões vencem sempre e pessoas morrem constantemente. O que as pessoas querem e eu também, é a paz, porém muitos de nós não o conseguindo ficamos pela esperança de um super-herói, ou de um médico sobredotado, para nos livrar de alguns dos nossos problemas, ou até talvez toda esta história de super-heróis, para alguns simplesmente seja um bom passatempo, ou então como disse à pouco uma alternativa ao mundo real.
Não tenho dúvida nenhuma que existem muitas pessoas sem paz que têm vivido a vida à espera de um super-herói, têm até colocado a sua confiança nesse "herói", seja ele um político, um filósofo, um santo, até mesmo em Deus como salvador, mas salvador circunstancial, vivendo a vida a seu belo prazer, sem paz, porém no aperto da vida, Deus é o nome por quem chama, não sei se por influência do estereotipo de herói, o qual salva pessoas e nunca revela a sua identidade, um super-herói sempre lá porém com o qual não venha a existir relacionamento.
Só posso constatar que grande parte da Humanidade, vê em Deus um super-herói, daí até muitos nem acreditem nele, mas Deus não é um super-herói. Enquanto não se entender isto, nunca haverá paz pessoal, ainda que sejamos muito religiosos, seremos apenas fãs de super-heróis, enquanto deveríamos ser, porque este é o propósito para a vida, filhos de Deus. O filho, não colecciona t-shirts, autocolantes, estátuas e jogos de computador do seu Pai, ele tem algo muito melhor, um relacionamento. No último momento não grita por socorro, tem algo melhor, o conselho prévio do seu pai.

quarta-feira, junho 06, 2007

Os media no tocante ao Divino

Os media como parte integrante e modeladora da sociedade obviamente transparecem a sociedade, ou no mínimo algo da sociedade, seja no tocante a que tema for, neste post gostaria de deixar uma reflexão sobre os media e a sua relação com o Divino.

Os media são um mercado, se pensarmos que estes são apenas servidores do consumidor é falso, existe toda uma mercantilização, especialmente na televisão. Os media mostram o que lhes trás conveniência, infelizmente. se possível diriam até mentiras e às vezes dizem, talvez só não digam mais para não perderem "clientes". Desta maneira podemos encontrar os media numa linguagem de conveniência ainda que esta se contradiga, não é de admirar, o carácter principal é agradar a quem vê, porém agradar nem sempre é fazer o correcto. É muito fácil encontrar linguagem dupla nos media, tal como linguagem de conveniência, um exemplo de conveniência:
Todos sabemos o que aconteceu com a menina de nacionalidade britânica, Madeline, foi e é uma situação muito triste e embora os media pudessem ajudar com a sua cobertura, não passou porém de conveniência, o exemplo disso são as outras crianças que desaparecem em Portugal, todas as que estão a morrer à fome, todas as que são maltratadas pelos pais, etc, que não são retratadas.

No que diz respeito a Deus, religião, etc, trata-se apenas de conveniência e mercantilização, infelizmente. São poucos os casos, e apenas acontece quando feito por terceiros, em que a abordagem do Divino não é feita numa linguagem de conveniência, porém já a cedência é uma estratégia para angariar mais audiências ou leitores.
Quero abordar três exemplos:

"Código de Da Vinci" VS Fraude do "Código de Da Vinci" : É engraçado que os media no recente lançamento do livro de Dan Brown, apoiaram até a ideia e quiseram até deixar em aberto toda a controvérsia, quando estava a deixar de vender então fizeram alguma coisa para demonstrar que era falso e continuaram a vender.

Islamismo e Terrorismo: O que tenho assistido nos media foi que só se passou a falar de Islamismo (com algum destaque) após acontecimentos terroristas, especialmente o 11 de Setembro. E é interessante também que a abordagem ao Islamismo só aconteceu por causa do Terrorismo, assim todo o noticiário e até documentários não passam de estratégias (salvo excepções).

Cristianismo e Catolicismo: Principalmente na televisão Portuguesa, Cristianismo é sinónimo de Catolicismo. Porquê? Conveniência! Quando alguém é convidado para falar da Bíblia, do Natal, da Páscoa, de Jesus, etc, quem é convidado é um Padre, porque não é um ministro de outra denominação? Conveniência. Uma vez que existem muito mais católicos (praticantes ou não) que todas as outras denominações juntas dar abertura a outros para falar que não católicos era pôr em causa muitas audiências.

quinta-feira, maio 31, 2007

O Projecto Inteligente é Ciência

Tem existido um, de vários clamores, por parte do ateísmo em relação ao Projecto Inteligente que diz que este não pode ser considerado ciência. Com este argumento falacioso poderia ser descartada a ideia do Desenho Inteligente sem sequer saber no que se baseia, avaliemos a afirmação então.
A ciência é uma busca pelas causas, existem causas inteligentes e causas naturais. Porém a definição tendenciosa por parte de alguns darwinistas é tendenciosa, ela rejeita à partida causas inteligentes. O paradigma reside em que os darwinsitas não rejeitam a arqueologia, a ciência criminal, entre outras. A questão do Projecto Inteligente não ser ciência é apenas uma desculpa. O Projecto Inteligente também utiliza o método científico e está pronta a ser refutada se surgir algo que possa refutar. A ciência das origens está aberta a descobrir causas inteligentes, a predefinição discriminadora usada por alguns darwinistas é que não é ciência, afinal foi decretada por uma forma inteligente...
As portas fechadas a Deus por uma pseudo-ciência são apenas devido a uma visão naturalista das cosias e não porque isso tenha sido descoberto.

domingo, maio 27, 2007

O Inferno

A Bíblia é explícita em dizer que existe Inferno. É também explícita em dizer que foi criado para o diabo e os demónios.

Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos; Mat 25:41

Ao lermos este versículo e também os que o antecedem entendemos que o Inferno também vai ser (uma vez que Jesus está a ter um relato profético) um local para onde irão humanos. E assim surge uma espécie de duelo ético, no sentido em que um Deus sobremaneira bondoso, coloca parte da sua criação, que ama / amava num local horrível.

Diabo e seus anjos
Esta espécie de criaturas não têm perdão, foram traidores. Criaturas cujas capacidades lhe conferem mais responsabilidade, no sentido de que estes não têm perdão ao pecarem.

Porque, se Deus não perdoou aos anjos que pecaram... 2Pe 2:4

É notório que para estes foi unicamente o Inferno preparado.

Humanos
O ser humano não é uma criatura angélica, e em toda a Bíblia está manifesto que Deus não quer que este vá para o Inferno, aliás, nem sequer o Inferno foi criado para o Homem como pudemos ver. Por outro lado existem pessoas que vão para o Inferno.

Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva.... Eze 33:11

É manifesto que Deus quer que os seres que criou, que têm hipótese de reconciliação, vivam e vivam eternamente com Ele.
O facto de Deus mandar alguém para o Inferno é unicamente um favor, concedendo àqueles que na terra não quiseram a Deus, que assim vivam para todo o sempre, é também verdade que enquanto o ser humano vive, Deus quer que este aceite o dom da vida eterna e o perdão dos pecados que Ele tem para oferecer.

Deus é Amor e quer fazer da vida de cada um, uma vida com sentido, o Inferno não é para o ser humano, ir para lá significa ser enganado por aquele que já tem a sentença ditada, felizmente o perdão ainda é real.

sexta-feira, maio 25, 2007

A Origem do Mal 2

O Fim do Mal
Segundo toda a lógica do post anterior, o mal só pode deixar de existir por duas maneiras, ou o bem deixa de existir, ou então todas as criaturas racionais passarão apenas a tomar decisões conforme devem ser tomadas (atenção, não exige o fim do livre-arbítrio).

Predominância do Bem
Por outro lado uma solução plausível para acabar com o mal é colocá-lo numa "quarentena" infinita, para assim predominar o bem num local distinto.

A favor colocar os comentários deste e do post anterior na secção destinada a este post.

quarta-feira, maio 23, 2007

A Origem do Mal

O que é o Mal
o antónimo de bem, nocivo, prejudicial, etc.

O Mal é precisamente ausência de Bem. A escuridão é ausência de luz, frio é ausência de calor, mal é ausência de Bem. O texto que passo a transcrever dá uma ideia muito boa do que quero dizer.

"O mal não é um ser ou uma coisa. Não é concreto mas abstrato. Portanto, não é uma criatura ou uma criação. O mal é uma característica ou estado de um ser, coisa ou facto. É como um apêndice que precisa de um suporte. O "mal" é um título que damos para algo mau. Se eliminarmos o "algo", não sobrará nenhum mal, pois este está condicionado à existência do seu portador ou hospedeiro."

O mal é sempre um parasita, não existe por si só. O mal existe mediante um acontecimento contrário ao que foi projectado para proporcionar o bem. A título de exemplo, comer é uma coisa boa, porém se esta acção for feita da forma contrária à qual foi determinada , torna-se algo mau.
Assim se alguém pode ser responsável pelo mal é quem arbitrariamente decide rejeitar o bem e o que este implica.

Conclusões
O mal é algo que não é criado, o mal está dependente do bem para existir. Existe mediante a existência do bem, o bem pode transformar-se em mal, mediante o seu mau "uso". Logo se o mal não é criado nem Deus nem Satanás o criaram.
Um certo pensamento moderno tem pendido para a ideia de que nem bem nem mal existe, acho que não é difícil perceber ao olhar para o mundo, que existem coisas más e coisas boas, aliás parece-me até que é uma ideia inata.

Bíblia
A Bíblia claramente diz que Deus é bom e nele não há mal, que não consegue conviver com o mal, etc. Por outro lado aparece um versículo na Bíblia aparentemente contraditório, vejamos o que diz:

Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas.
Isa 45:7


Segundo o texto hebraico original o que este trecho significa é que Deus castiga, e não que Deus realmente tenha criado o mal, tanto mais que este "crio o mal" vem por oposição a "faço a paz" e não em oposição de bem.


este post está interdito a comentários, para comentar, é favor comentar na parte 2 deste post

sexta-feira, maio 18, 2007

Afinal sabemos quem somos?

Ao ler algumas estatísticas relativas À taxa de suicídio e para-suicídio em Portugal, verifiquei que em primeiro lugar e infelizmente, que a taxa está a subir, depois também reparei que se acentua muito mais à medida que a idade avança, sendo que os mais jovens suicidam-se menos que os mais velhos.
É catastrófico alguém chegar a este ponto, o desespero, a falta de propósitos para a vida, a infelicidade. Um mundo que tem experimentado tudo e que tem tido cada vez mais coisas, está cada vez mais farto de tudo. A busca incessante por prazeres momentâneos e coisas novas, não fez com que o ser humano achasse o sentido da vida. E eu pergunto: "Sabemos que somos?".
O acesso à informação e ao conhecimento é cada vez maior, porém o mundo ainda não sabe quem é, com dúvidas de onde veio, sem certezas para onde vai, sem saber o que fazer aqui. O Homem tem buscado respostas dos mais variados tipos, mas será que alguma vez soube quem era? Tenho visto o mundo numa decadência moral e ética horrível. Os grandes objectivos do homem são angariar o maior número possível de posses, outros querem poder, outros contentam-se com a saúde, porém onde está a felicidade?
O ser humano sente que pode ser feliz, caso contrário não tentaria sê-lo, porém sem saber quem se é, não se pode ser feliz. Saber quem se é, é o ponto primordial para se descobrir o propósito para o qual fomos feitos.
Termino o post com uma resposta implícita nas palavras do ateu Bertrand Russell:
A menos que se admita a existência de Deus, a questão que se refere ao propósito para a vida não tem sentido.

segunda-feira, maio 14, 2007

Ateísmo condenado ao fracasso

Imaginemos uma sala cúbica mais ou menos do tamanho de um quarto comum. Se procurarmos um livro por esse quarto e o encontrarmos então concluímos obviamente que o livro existe, por outro lado se não o encontrarmos concluímos que o livro não existe.
Mas imaginemos agora se o tamanho desta sala for indefinidamente grande, ao encontrarmos o livro concluímos que ele existe, porém se o não encontrarmos, nunca poderemos concluir que ele não existe. Pode não existir, pode ser alguma coisa plausível de não existir, porém está longe de ser uma verdade confirmada.
Da mesma forma, quem tem provas de que Deus existe, pode afirmá-lo sem qualquer problema, é uma verdade confirmada. Mas, segundo todo o mesmo raciocínio, quem não tem provas da existência de Deus, não pode afirmar que Deus não existe, apenas se pode confortar com a sua vontade de ser ateu.
Nunca se pode provar a inexistência de alguma coisa quando não temos acesso à totalidade do espaço onde essa coisa pode ser inserida.
O que então constatamos no duelo, existência de Deus vs inexistência de Deus, são crentes mostrando as provas e ateus tentando aniquilar essas provas para ficarem condenados à inconvicção do que tentam aniquilar.
Porém nem a plausibilidade o ateísmo ganha para si, a crença na inexistência, como podemos ver, não pode ser provada, até porque o que tentam provar é exactamente que os argumentos a favor da existência de Deus estão errados e não que a sua ideia está certa. É neste sentido que em vez de analizarem factos e deles retirarem conclusões, os ateus partem da conclusão a priori da inexistência de Deus e repescam factos que devido a más interpretações e associações se tornam armas contra uma ideologia que por sinal usa os mesmos factos.
Uma teoria que tem a sua conclusão defenida antes de ser analisada, está obviamente condenada, uma vez que toda a pesquisa vai estar subordinada a uma conclusão em vez da conclusão estar subordinada à pesquisa.

quarta-feira, maio 09, 2007

Síndrome de Escrivão de Éfeso

Atos 19: 35 e 36
"Então o escrivão da cidade, tendo apaziguado a multidão, disse: Homens efésios, qual é o homem que não sabe que a cidade dos efésios é a guardadora do templo da grande deusa Diana, e da imagem que desceu de Júpiter? Ora, não podendo isto ser contraditado, convém que vos aplaqueis e nada façais temerariamente;"


Este senhor, escrivão da cidade de Éfeso, disse uma coisa que pode ser ouvida pela parte de outro ser humano, que estando errada, às vezes passa impune à correcção como se fosse uma grande verdade, todavia não passa de uma "calinada", como se diz no bom português. Não se trata de um erro de discurso, mas um erro lógico.
Como não se pode contradiar então é verdade, dizia ele! Vejam só, não se diz nada contra então é verdadeiro.
Vamos à analise detalhada.

A Atitude
Em primeiro lugar a atitude deste senhor é de medo de estar errado, parece-me a mim, não vos aconteceu que quando alguém está diante de um confronto às suas ideias e não está confiante, começa a dizer repetidamente a sua ideia sem qualquer fundamentação, e a dizer que não a tudo o que dizemos, e a fazer coisas piores alguns...enfim. Este senhor estava com medo de que aquilo que Paulo andava a pregar fosse verdade, a Ásia estava a ser atingida pelas grandes verdades de Deus através deste homem, portanto o escrivão nem queria ser abordado, mandou o bitaite e acabou por ali a grande discução que se estava a gerar, mas não provou que a sua frase era verdadeira.

As Evidências
De facto este senhor dizia que não podia ser contradito, mas ele nem sabia como defender a sua ideologia, como tal dizer que por não haver anda que contradie então está certa. Existia porém alguma prova?
Se eu disser que todos os acidentes de automóvel acontecem devido às pessoas estarem calçadas, porque em todos os acidentes elas estavam calçadas, seguidamente digo, isto é verdade uma vez que não pode ser contradito. Não faz sentido, as verdades devem ser evidenciadas por provas e não por vontade.

O Apelo
Quem é que não sabe, dizia ele num sentido retórico, quem é o homem que não sabe!? Este senhor está claramente a fazer o apelo do género "O rei vai nu" (história em que apenas os intilegentes conseguiam ver a roupa do rei). Está a dizer que quem não sabe isto não sabe uma cosia evidente, que por sinal não tinha evidencias. A defesa estóica desta tese, por parte deste senhor não passa de discurso, evidências..."pufft!"

Analogia
Alguém diz: "Ninguém provou que os extra-terrestres não existem, então existem", raciocinemos ao contrário'(e da maneira certa): "Ninguém provou que os extra-terrestres existem, então é absolutamente plausível pensar que não existem".
Que fique claro que o que se diz tem de ter provas, se não existirem é absurdo acreditar seja em teorias, histórias, mitos, boatos, etc. Argumentação do género, não existem provas contrárias então é verdadeiro, é falaciosa.