quinta-feira, janeiro 04, 2007

Love to live!

A vida é um bem fantástico, como tal deve ser preservada a todo o custo. Todos merecem viver e todos devem buscar um vida de abundânca. Não sou a favor do aborto, desta forma concordo com a sua penalização. Os argumetos usados pelos que defendem um aborto legal até às 10 semanas não apresentam um sentido lógico, vejamos:

- "Já que existem abórtos, então que existam em condições"

O típico se não podes vencê-los junta-te a eles. Eu digo que já que existem roubos, ao menos que o assaltante possa fazê-los de uma forma digna não é?
Isto é fugir à questão! Não podemos partir de uma consequência do desrespeito à lei. De certeza que se não abortassem não tinham problemas em abortar.

- "As mulheres ricas fazem abortos no estrangeiro, as mulheres pobres não podem, por isso fazem-no em condições pecárias, o que para muitas significa a morte"

As mulheres pobres podem fazer um aborto até às 3 semanas em condições dentro dos padrões da lei*, se não está dentro da lei leva-me a crer que o problema é falta de cuidado e assim terão obviamente de sofrer as consequências. Partiu-se também outra vez de uma consequência para se justificar, como no exemplo anterior.

- "A mulher manda na sua barriga"

Cada um pode escolher o que faz no seu corpo, faça isso bem ou mal. Mas esta atitude entra em choque com a liberdade dos outros, isto porque o pai também tem uma palavra a dizer e bébé também merece "ver o sol". Procriar não é como ver um filme, no sentido em que quando já não nos apetece ver, desligamos a televisão.

- "O bébé não ia viver em condições"

Não sabemos o futuro de ninguém, ainda para mais há sempre maneira de uma criança viver.

O aborto não é uma prática digna e desrespeita o Criador da vida. A vida é fixe.
Love to live!

* tenho uma palavra a dizer sobre a lei actualmente em vigor, mas não acho que seja a situação oportuna para fazê-lo

9 comentários:

Daniela Mann disse...

Estás no: www.house-of-gospel.blogspot.com

joao disse...

"- "As mulheres ricas fazem abortos no estrangeiro, as mulheres pobres não podem, por isso fazem-no em condições pecárias, o que para muitas significa a morte"

As mulheres pobres podem fazer um aborto até às 3 semanas em condições dentro dos padrões da lei*, se não está dentro da lei leva-me a crer que o problema é falta de cuidado e assim terão obviamente de sofrer as consequências. Partiu-se também outra vez de uma consequência para se justificar, como no exemplo anterior."
pois, mas as mulheres ricas já podem ir a espanha e fazer tudo muito bem feitinho e dentro da lei, as pobres que se f*dam e que vão para a prisao, porque para alem de nao terem dinheiro para o aborto.. vao ter que viver com pouco dinheiro e a sustentar o filho nao desejado.. desculpa a expressao.. mas irrita-me que os ricos não tenham problema nenhum.. mas os pobres vão dentro.
se em practicamente toda a uniao europeia é permitido.. porque é que em portugal nao pode ser? somo diferentes? kk.

nate nine disse...

hei João ;).
Existem descrepancias terriveis entre pobres e ricos, mas não é so no aborto.
A solução para acabar com esses desnivelamentos não será liberalizar o aborto, defenitivamente. Nesse caso teriamos de liberalizar muitas coisas, talvez até chegassemos a uma anarquia e eramos todos pobres...

Dário Cardina Codinha disse...

em primeiro lugar: as descrepâncias, estes bichinhos vivem em terras húmidas e verdes, têm bigode, são azuis e lêm o jornal às 7h da manhã... enfim, penso que querias escrever "discrepâncias".
Em segundo lugar: "A solução para acabar com esses desnivelamentos não será liberalizar o aborto, defenitivamente." então qual será a tua solução?
Em terceiro lugar: "Nesse caso teriamos de liberalizar muitas coisas". Qual é o sentido desta afirmação? se legalizar o aborto terei de legalizar a venda de jornais às 2h da manhã da tasca do Manel? terei de legalizar as drogas leves? Não existe qualquer ligação entre estas legalizações... terás de ser específico.
Em quarto e último lugar: "até chegassemos a uma anarquia e eramos todos pobres." (não vou falar do português estranho da frase) O anarquismo é a ausência de hierarquia mas não a ausência de organização. porque sendo anarcas iríamos ser pobres? o movimento de mercados é algo complexo, penso que deves saber bastante mais do que o meu professor de economia, que por sinal é eurodeputado. Ele nunca referiu a anarquia nesses parâmetros.

Espero pelo proximo post ou comment

Dário S. Cardina Codinha
www.o-outro-universo-blogspot.com
http://groups.msn.com/Biotecnologia-Portugal

nate nine disse...

Dário, como pudeste perceber o argumento do João era que para acabar com as discrepâncias entre ricos e pobres, se efecturia a legalização, neste caso do aborto.
O que eu disse foi que existem mais discrepâncias a outros niveis e que se a solução fosse liberalizar tudo onde existe discrepância acabariamos num mundo onde tudo é permitido, não existindo regras. Assim seriamos uma anarquia e o facto de eu dizer que seriamos todos pobres era a dizer que haveria sim igualdade mas nem por isso essa igualdade traria o bem.

Esse teu professor é eurodeputado, muito bem, tens a certeza que não existem outros eurodeputados com opiniões diferentes da dele? Se houver um eurodeputado contra a minha ideia então ela está errada, se houver um a favor então ela está certa...Parece-me que é isto que queres insinuar...

maria disse...

Contam-se, pelos dedos, as pobres, que estão dentro por terem feito 1 aborto, isso é conversa de xaxa. Eduquem-se os filhos, ofereça-se tempo de qualidade aos meninos e não dinheiro, imponham-se regras, apresentem-se os valores e convicções com autenticidade, apoiem-se as famílias e nascerão crianças bem-formadas, seguras e felizes.

Dário Cardina Codinha disse...

duvido que um eurodeputado afirme que anarqui=pobreza. Pois bem, ser anarca tem os seus inconvenientes, os de "fazer sem regras". Por acaso tou a tratar de uns assuntos de uma associação que tem esse problema, em que as pessoas não estão a usar as regras, fazem o que lhes apetece. no entanto há dinheiro, há fundos mas não há organização entre eles. podemos ver o que acontece a uma sociedade anarca... conheces alguma? não sei se há mas gostava de fazer a experiência para saber o fim, se ficam pobres, se têm educação, se têm valores, etc. temos que experimentar para ter exemplos e aí formular a nossa ideia baseando-nos em exemplos concretos.

Dário S. Cardina Codinha

www.o-outro-universo-blogspot.com
http://groups.msn.com/Biotecnologia-Portugal
www.ualg.pt/nebi

Daniela Mann disse...

Já que o governo está numa de importar o sistema educativo da Finlândia, já agora, também podia importar as licenças de maternidade por 2 anos, os subsídios de maternidade equivalentes a 80% dos salários das mães, durante esses dois anos, etc... A partir do momento em que uma mulher verifica que está gravida, tem que ser apoiada quer pelo Estado, quer pelos amigos, quer pelos familiares... é da responsabilidade de todos garantir que mãe e filho ultrapassam todos os obstáculos, independentemente do contexto em que o bebé foi concebido! Eu defendo a maternidade e a despenalização da maternidade, uma vez que as mães neste país têm sido muito maltratadas, chegando mesmo a serem despedidas só pelo simples facto de seguirem o curso da Natureza! Penso que está na hora de defender a maternidade e não o aborto que não é um direito, mas um drama e dos grandes!

nate nine disse...

Dário, a experiência que me salta mais à mente foi o fenómeno hippie por volta dos anos 70, acho que é suficientemente relevante para ser analizada.