Cheguei à conclusão que as pessoas inteligentes devem ler o horóscopo. Evidentemente que não nos devemos limitar ao nosso signo, essa atitude sim é que é da mais grave ignorância. Afinal podemos ler tão bons conselhos, porque não? Mas na verdade ler 12 géneros de conselhos que se encaixam lindamente é certamente melhor do que ler apenas um, se porventura você tiver pressa não perca tempo à procura do seu signo, leia um qualquer, o efeito será o mesmo e será bom. Como é lógico ele não lhe dirá o futuro, e se porventura disser alguma coisa que não se "encaixe" leia outro, não desista no primeiro signo. E ainda com sorte você vai-se rir com expressões de pura reflexão e visão futura como esta: "Não se desleixe e cuide de si." Creio que não devo comentar, porque posso parecer que também eu sou licenciado em astrologia.
A respeito dos cristais protectores, o quanto antes compre um de cada e ponha-os todos no bolso, para quê usufruir apenas do benefício de um cristal quando posso usufruir dos benefícios de tantos outros? Em simultâneo ainda por cima! Já nos números da sorte eu só espero que as pessoas não joguem em sorteios, porque já repararam? Todos têm números da sorte diferentes e afinal não podem ganhar todos.
Uma coisa interessante foi ver dois horóscopos diferentes (da mesma semana), um dizia que esta semana poderia ter problemas no sistema urinário, outro disse que eu estou cada vez melhor...Será que são de galáxias diferentes os indivíduos que andam a ler os astros? Existe ainda uma coisa interessante, as mudanças semanais, a semana passada devia aplicar-me ao estudo e procurar um curso, esta semana o meu negócio está a correr muito bem, realmente assim uma pessoa não sabe se há de continuar com o negócio ou largar tudo e ir estudar.
Caros leitores como sabem o horóscopo nunca é conclusivo, quando o é, dá bronca. Eu creio que as pessoas pagam para saber qualquer coisa que não a verdade, mas apresentada como tal, realmente uma revista que diga que o meu maior problema são dores de costas, é tudo o que eu quero. Porém a verdade sim deve ser buscada, nunca vamos saber o futuro a olhar para os astros, a não ser se vai chover ou fazer sol, ou se algum cometa vem em direcção à terra. Saber o futuro é uma boa maneira de não nos preocuparmos com as porcarias que fazemos no presente, devemos a todo o custo viver um presente como deve ser, sabendo pela experiência do passado que colhemos o que semeamos, é tudo o que precisamos saber.
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sexta-feira, junho 13, 2008
quarta-feira, maio 09, 2007
Síndrome de Escrivão de Éfeso
Atos 19: 35 e 36
"Então o escrivão da cidade, tendo apaziguado a multidão, disse: Homens efésios, qual é o homem que não sabe que a cidade dos efésios é a guardadora do templo da grande deusa Diana, e da imagem que desceu de Júpiter? Ora, não podendo isto ser contraditado, convém que vos aplaqueis e nada façais temerariamente;"
Este senhor, escrivão da cidade de Éfeso, disse uma coisa que pode ser ouvida pela parte de outro ser humano, que estando errada, às vezes passa impune à correcção como se fosse uma grande verdade, todavia não passa de uma "calinada", como se diz no bom português. Não se trata de um erro de discurso, mas um erro lógico.
Como não se pode contradiar então é verdade, dizia ele! Vejam só, não se diz nada contra então é verdadeiro.
Vamos à analise detalhada.
A Atitude
Em primeiro lugar a atitude deste senhor é de medo de estar errado, parece-me a mim, não vos aconteceu que quando alguém está diante de um confronto às suas ideias e não está confiante, começa a dizer repetidamente a sua ideia sem qualquer fundamentação, e a dizer que não a tudo o que dizemos, e a fazer coisas piores alguns...enfim. Este senhor estava com medo de que aquilo que Paulo andava a pregar fosse verdade, a Ásia estava a ser atingida pelas grandes verdades de Deus através deste homem, portanto o escrivão nem queria ser abordado, mandou o bitaite e acabou por ali a grande discução que se estava a gerar, mas não provou que a sua frase era verdadeira.
As Evidências
De facto este senhor dizia que não podia ser contradito, mas ele nem sabia como defender a sua ideologia, como tal dizer que por não haver anda que contradie então está certa. Existia porém alguma prova?
Se eu disser que todos os acidentes de automóvel acontecem devido às pessoas estarem calçadas, porque em todos os acidentes elas estavam calçadas, seguidamente digo, isto é verdade uma vez que não pode ser contradito. Não faz sentido, as verdades devem ser evidenciadas por provas e não por vontade.
O Apelo
Quem é que não sabe, dizia ele num sentido retórico, quem é o homem que não sabe!? Este senhor está claramente a fazer o apelo do género "O rei vai nu" (história em que apenas os intilegentes conseguiam ver a roupa do rei). Está a dizer que quem não sabe isto não sabe uma cosia evidente, que por sinal não tinha evidencias. A defesa estóica desta tese, por parte deste senhor não passa de discurso, evidências..."pufft!"
Analogia
Alguém diz: "Ninguém provou que os extra-terrestres não existem, então existem", raciocinemos ao contrário'(e da maneira certa): "Ninguém provou que os extra-terrestres existem, então é absolutamente plausível pensar que não existem".
Que fique claro que o que se diz tem de ter provas, se não existirem é absurdo acreditar seja em teorias, histórias, mitos, boatos, etc. Argumentação do género, não existem provas contrárias então é verdadeiro, é falaciosa.
"Então o escrivão da cidade, tendo apaziguado a multidão, disse: Homens efésios, qual é o homem que não sabe que a cidade dos efésios é a guardadora do templo da grande deusa Diana, e da imagem que desceu de Júpiter? Ora, não podendo isto ser contraditado, convém que vos aplaqueis e nada façais temerariamente;"
Este senhor, escrivão da cidade de Éfeso, disse uma coisa que pode ser ouvida pela parte de outro ser humano, que estando errada, às vezes passa impune à correcção como se fosse uma grande verdade, todavia não passa de uma "calinada", como se diz no bom português. Não se trata de um erro de discurso, mas um erro lógico.
Como não se pode contradiar então é verdade, dizia ele! Vejam só, não se diz nada contra então é verdadeiro.
Vamos à analise detalhada.
A Atitude
Em primeiro lugar a atitude deste senhor é de medo de estar errado, parece-me a mim, não vos aconteceu que quando alguém está diante de um confronto às suas ideias e não está confiante, começa a dizer repetidamente a sua ideia sem qualquer fundamentação, e a dizer que não a tudo o que dizemos, e a fazer coisas piores alguns...enfim. Este senhor estava com medo de que aquilo que Paulo andava a pregar fosse verdade, a Ásia estava a ser atingida pelas grandes verdades de Deus através deste homem, portanto o escrivão nem queria ser abordado, mandou o bitaite e acabou por ali a grande discução que se estava a gerar, mas não provou que a sua frase era verdadeira.
As Evidências
De facto este senhor dizia que não podia ser contradito, mas ele nem sabia como defender a sua ideologia, como tal dizer que por não haver anda que contradie então está certa. Existia porém alguma prova?
Se eu disser que todos os acidentes de automóvel acontecem devido às pessoas estarem calçadas, porque em todos os acidentes elas estavam calçadas, seguidamente digo, isto é verdade uma vez que não pode ser contradito. Não faz sentido, as verdades devem ser evidenciadas por provas e não por vontade.
O Apelo
Quem é que não sabe, dizia ele num sentido retórico, quem é o homem que não sabe!? Este senhor está claramente a fazer o apelo do género "O rei vai nu" (história em que apenas os intilegentes conseguiam ver a roupa do rei). Está a dizer que quem não sabe isto não sabe uma cosia evidente, que por sinal não tinha evidencias. A defesa estóica desta tese, por parte deste senhor não passa de discurso, evidências..."pufft!"
Analogia
Alguém diz: "Ninguém provou que os extra-terrestres não existem, então existem", raciocinemos ao contrário'(e da maneira certa): "Ninguém provou que os extra-terrestres existem, então é absolutamente plausível pensar que não existem".
Que fique claro que o que se diz tem de ter provas, se não existirem é absurdo acreditar seja em teorias, histórias, mitos, boatos, etc. Argumentação do género, não existem provas contrárias então é verdadeiro, é falaciosa.
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